Publicidade
 
 

 
 


3 de maio de 2006
CARTA AO LEITOR
COMÉRCIO
PRESENTES
MINHA LOJA
Cris Barros
Caíto Maia
Altino Ito
Cecilia Dale
Ana Claudia Tommasi
Abram Kirszenwurcel
Fernando Luis Droghetti
Franziska Hübener
Mickey Cimerman
Homerio Carlos Ribeiro
ENDEREÇOS
  

GUIA DE COMPRAS | MINHA LOJA

Caíto Maia,
36 anos

Chilli Beans

Como surgiu a idéia do negócio?
Morei sete anos na Califórnia, numa praia chamada Venice Beach. As pessoas viviam comprando óculos baratos para compor a personalidade que queriam assumir naquele dia. Quando voltei para cá, trouxe vários modelos e comecei a vender a meus amigos e conhecidos. Depois, passei a importar regularmente e a vender no atacado. Como eu quase não tinha capital e era inexperiente, acabei quebrando. Recomecei há dez anos, no Mercado Mundo Mix, uma feira alternativa de moda que marcou época em São Paulo. Imaginava que meu público seria de mulheres e gays, mas descobri que quem mais comprava eram homens heterossexuais. Logo depois abri um ponto na Galeria Ouro Fino, na Rua Augusta. Na verdade, uma lojinha de 10 metros quadrados que eu dividia com uma marca de roupas. Era tão apertada que o pessoal fazia fila do lado de fora. Na base do boca-a-boca a marca ficou conhecida. Até que, em 2000, o Shopping Villa-Lobos me convidou para montar um quiosque. Desde então, abrimos 150 lojas.

Quantas são próprias?
São todas franqueadas. Mas eu encaro cada franquia como se fosse uma loja nossa. Duas das lojas estão em Portugal. Ainda neste semestre será aberta uma em Los Angeles, nos Estados Unidos.  

Seus óculos custam muito menos do que os modelos encontrados em óticas, mas são de qualidade inferior. Como é essa concorrência?
As óticas me odeiam e se negam a colocar lentes de grau nos nossos óculos. Não recomendamos que os clientes façam isso. Nossos produtos devem ser usados como óculos escuros. Mas, em tese, qualquer armação pode ter qualquer tipo de lente.

Os óculos são criados por vocês?
Hoje são. E as lentes têm o selo de qualidade do Inmetro. Mas nunca escondi de ninguém que são fabricados na China e que no início fazíamos réplicas de modelos já existentes. Lançamos atualmente dez modelos por semana, em quatro cores cada um. Eles vendem rápido e não voltam mais. Isso garante a exclusividade das peças. A linha de relógios, que lançamos no ano passado, também é produzida na China e montada na Zona Franca de Manaus.  

Como vocês conquistam o cliente?
Com bons preços e bom atendimento. No Brasil, o cliente muitas vezes é desrespeitado. Eu sempre procurei tratá-lo bem e foi assim que consegui crescer. Na minha opinião, o que mais importa é o atendimento. Nossos vendedores jamais dizem "não" e, como eu, não se cansam de repetir as palavras mágicas: "por favor" e "muito obrigado". Fazemos treinamento com eles todas as semanas. São jovens e têm o mesmo perfil de nossos consumidores, que em sua maioria se situam na faixa entre 15 e 30 anos.  

Você também vende?
Adoro vender. Pouco antes desta entrevista, vendi três relógios. Dois para uma cliente, um para outra. Mostrei que combinavam com as roupas que elas usavam e com o estilo delas. Eu passei o conceito de que nossos produtos não são apenas um par de óculos ou um relógio, mas um acessório fashion.  

Qual o seu próximo passo?
Pretendo abrir, até o próximo ano, o Centro Cultural Chilli Beans. Será uma escola de varejo e, ao mesmo tempo, um espaço para as artes. A idéia é incentivar o crescimento, gerar cultura e difundir conhecimento.

 

     
   
 
 
VEJA on-line | Veja São Paulo
copyright © Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados