Um
mergulho na nova Daslu
| 75%
das pessoas que vão à Daslu não saem sem passar no caixa – nos shoppings, essa
média varia de 15% a 30% | "Crescemos,
mas nem por um minuto pensei em mudar o conceito da loja. Nosso foco não é oferecer
passeio, e sim boas compras." Eliana
Tranchesi dona da Daslu | 30
reais é o preço da primeira hora no estacionamento
de 1 500 vagas da butique para quem não é cliente cadastrado |
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A
sala de entrada é um deslumbre. No chão de mármore travertino
foram abertos quatro canteiros de onde saem grandes árvores com galhos
desidratados. Um lustre de cristal ilumina mesas de estilo Luís XV e sofás
adamascados dispostos entre duas lareiras. As paredes são forradas de livros
sobre moda e arte, a maioria importados todos à venda. Ao fundo,
letras discretas indicam a loja Chanel, a única da América do Sul
com a coleção completa da grife. Estamos na nova Daslu, com inauguração
anunciada para o próximo dia 4, num imponente edifício de 20 000
metros quadrados na Marginal Pinheiros. O mais poderoso conglomerado de luxo do
Brasil reúne 120 marcas, quarenta a mais que no antigo endereço
da Vila Nova Conceição. Agora, oferece também dois restaurantes
(o Kosushi e o Leopolldina), salão de beleza, spa, loja de brinquedos,
centro para exposições, um megaespaço com 3 000 metros quadrados
para eventos e um heliponto. "Crescemos, mas nem por um minuto pensei em mudar
o conceito da loja", diz Eliana Tranchesi, dona e comandante do império
Daslu. "Nosso foco não é oferecer passeio, e sim boas compras."
Para manter a aura de butique fechada
e superexclusiva, 45 000 clientes da casa foram cadastrados e receberam um cartão
de acesso. Quem não tiver o tal cartãozinho pode visitar a loja,
mas é obrigado a pagar incríveis 30 reais pela primeira hora de
estacionamento. Lá dentro, foi reproduzida a estrutura labiríntica
de saletas interligadas característica do antigo ponto. As grifes de luxo
concentram-se no térreo. Uma das novidades que pululam logo de cara é
a Louis Vuitton, a única do Brasil a oferecer não apenas as bolsas
logotipadas, como também roupas e jóias. A Prada, que já
é uma das vedetes da multimarca, agora tem duas lojas: uma com a coleção
fashion e outra com a linha esportiva. Há ainda Gucci, Dolce & Gabbana,
Blumarine, Burberry e Chloé. Sem contar uma elegante floricultura e um
corredor com vitrines de jóias como as da Chopard.
Pelo primeiro andar, espalham-se saias, calças, blusas, casaquinhos, vestidos
e tudo o mais da marca Daslu feminina, sempre ajeitados por cores. Estão
ali também a Gap e a Banana Republic, estreantes na butique, além
de coleções de estilistas brasileiros. Espelhos são vistos
por toda parte e as mulheres podem experimentar as peças nos corredores.
A entrada de homens neste espaço, claro, é vetada. Em compensação,
o segundo andar transformou-se em uma espécie de playground masculino.
Ali vendem-se de carros da marca Volvo, Pajero e Jaguar a artigos esportivos que
vão de tacos de golfe a pranchas de surfe. De aparelhos de última
tecnologia da dinamarquesa Bang & Olufsen a vinhos importados pela Expand.
Além, naturalmente, de roupas. Há uma sala só para camisas
e uma parede repleta de centenas de gravatas. Grifes refinadíssimas como
Ermenegildo Zegna, Hugo Boss e Giorgio Armani instalaram-se em lojas separadas.
"Já tenho todas as clientes mulheres que posso no Brasil, agora meu objetivo
é conquistar os homens", afirma Eliana.
A equipe de funcionários ganhou reforço de 300 integrantes para
atender os vips agora são 900. Cerca de 220 mulheres vestidas com
aventais preto-e-branco são responsáveis por deixar a loja nos trinques.
O perfil das vendedoras, as dasluzetes, continua o mesmo: moças ricas,
educadas, que adoram gastar com moda, muitas delas filhas de amigas da patroa.
Para fazer as compras e vender as coleções próprias para
o exterior, Eliana viaja à Europa doze vezes por ano, ao lado de Donata
Meirelles, diretora de importados. Nos concorridíssimos desfiles de alta-costura
de Paris, como o da Chanel, tem lugar garantido na primeira fila, privilégio-mor
no planeta fashion. "Os europeus ficam bobos de ver nosso potencial de vendas",
conta Eliana. "Não somos como os representantes japoneses que entopem as
prateleiras com chaveiros e agendinhas. Trazemos o que há de melhor." Uma
pequena amostra é apresentada nas quatro páginas a seguir.
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R$ 15 440,00 Jaqueta
de pelica com pedrarias Dolce & Gabbana | R$
3 140,00 Bolsa a tiracolo de náilon Chanel |

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R$ 2 160,00 Sandálias
com cristais Emilio Pucci | R$
3 100,00 Pasta executiva Gucci |

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R$ 1 480,00 Mocassim
masculino de couro Tod's | R$
1 110,00 Cinto masculino Gucci |

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R$ 16 860,00 Vestido
de cetim de seda pura com franjas Gucci | R$
3 968,00 Fruteira de cristal William Yeoward
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R$ 2 590,00 Sandálias
com flores de pedras Emanuel Ungaro | R$
2 498,00 Garrafa térmica de prata com capacidade
para 1 litro | 
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