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31 de agosto de 2005
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MEU ESTILO

Luciana
Gimenez
Apresentadora de TV, 34 anos

Daniela Toviansky

Com 1,81 metro, 62 quilos e aquelas curvas que, anos atrás, enlouqueceram o rolling stone Mick Jagger, a apresentadora Luciana Gimenez exibe, orgulhosa, a barriguinha sarada e o armário recheado de grifes. Desde 2001 à frente do Superpop, programa de auditório da Rede TV!, ela diz que ganhou fama de burra por se atrapalhar com o português e, claro, rejeita o rótulo: "Essa carapuça não me serve".

Você tem cinqüenta calças jeans, mas usa apenas quatro delas. Por que não doa o resto?
Gosto de vê-las no armário. Não uso constantemente, mas às vezes dou umas voltinhas com elas. Quando não quero mais uma peça, troco com minhas amigas. Tem tanta coisa que a gente veste uma única vez. Dá pena de doar, né?

Por que você compra várias peças iguais?
Sei lá. Quando gosto muito de uma coisa, tenho essa mania. Estragou uma, tem outra.

Na época de vacas magras, você economizava para comprar lenços caros. Quantos tem agora?
Lenço é uma paixão, virou marca registrada. Só da Hermès tenho uns dez.

É verdade que você é louca por liquidação?
Claro, quem não gosta? Por que pagar o preço cheio se pode sair pela metade? Eu adoro. Só não enlouqueci na liquidação de inverno porque estou poupando para comprar outras coisas.

O quê?
Uma casa. Estou na fase de segurar os gastos para me ver livre do aluguel.

Seu closet é um primor de organização, com bolsas e sapatos embalados um a um. Você é muito metódica?
Não, mas eu respeito muito minhas coisinhas e dou valor a elas porque sei quanto custam. E como foi difícil comprá-las.

O que há de mais precioso em seu guarda-roupa?
Tenho loucura pelos meus sapatos. Minhas assistentes não entendem que precisam guardar um a um nos sacos originais das grifes e com algodão na ponta para não desbeiçarem. Fico louca da vida! Já tentei explicar que cada marca é uma familinha e cada familinha tem de ficar unida numa casinha, que é sua prateleira. Mas é complicado ensinar as coisas a elas.

O que jamais usaria?
Odeio polaina, calça capri e macacão.

Incomoda ser chamada de burra?
Não, porque essa carapuça não me serve. Quando comecei a apresentar meu programa, há quatro anos, eu tinha acabado de voltar dos Estados Unidos e errava o português. Daí ganhei a fama.

E incomoda ser chamada de Lucianta?
Acho engraçado. Esse jornalista fala brincando. Como é mesmo o nome dele?

José Simão, colunista do jornal Folha de S.Paulo.
Pois é. Não me incomodo porque ele não brinca só comigo. Estou sempre em ótima companhia nos textos dele.

Gosta de ler?
Amo!

Que tipo de livro?
Romance e história. Eu leio muito em inglês e francês.

O que está lendo agora?
The Second Assistant (de Clare Naylor e Mimi Hare, sobre uma jovem assistente de um executivo de Hollywood, sem tradução em português). É bem legal. Mas vou ser sincera: está difícil de terminar.

Recentemente você passou a ter aulas de interpretação. Seu lado dramático evoluiu?
Ah, sim. Não fico estagnada. Já me reuni com o diretor Fábio Barreto e devo participar de uma minissérie dele sobre o marechal Rondon (Rondon, o Grande Chefe, da Rede TV!, com início de gravações previsto para o fim do ano). Ainda não sei qual vai ser meu papel.

Você namora Marcelo de Carvalho, vice-presidente da Rede TV!. Acha injustiça seus colegas de emissora dizerem que você leva vantagem por isso?
Ah, vocês não acreditam nisso, né? É brincadeira deles.

     
   
 
 
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