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MEU
ESTILO Luciana Gimenez Apresentadora
de TV, 34 anos
Daniela Toviansky  |
Com 1,81 metro, 62 quilos e aquelas curvas que,
anos atrás, enlouqueceram o rolling stone Mick Jagger, a apresentadora
Luciana Gimenez exibe, orgulhosa, a barriguinha sarada e o armário recheado
de grifes. Desde 2001 à frente do Superpop, programa de auditório
da Rede TV!, ela diz que ganhou fama de burra por se atrapalhar com o português
e, claro, rejeita o rótulo: "Essa carapuça não me serve".
Você tem cinqüenta calças
jeans, mas usa apenas quatro delas. Por que não doa o resto? Gosto
de vê-las no armário. Não uso constantemente, mas às
vezes dou umas voltinhas com elas. Quando não quero mais uma peça,
troco com minhas amigas. Tem tanta coisa que a gente veste uma única vez.
Dá pena de doar, né? Por que
você compra várias peças iguais? Sei lá. Quando
gosto muito de uma coisa, tenho essa mania. Estragou uma, tem outra.
Na época de vacas magras, você economizava
para comprar lenços caros. Quantos tem agora? Lenço é
uma paixão, virou marca registrada. Só da Hermès tenho uns
dez. É verdade que você é
louca por liquidação? Claro, quem não gosta? Por
que pagar o preço cheio se pode sair pela metade? Eu adoro. Só não
enlouqueci na liquidação de inverno porque estou poupando para comprar
outras coisas. O quê? Uma casa.
Estou na fase de segurar os gastos para me ver livre do aluguel. Seu
closet é um primor de organização, com bolsas e sapatos embalados
um a um. Você é muito metódica? Não, mas eu
respeito muito minhas coisinhas e dou valor a elas porque sei quanto custam. E
como foi difícil comprá-las. O
que há de mais precioso em seu guarda-roupa? Tenho loucura pelos
meus sapatos. Minhas assistentes não entendem que precisam guardar um a
um nos sacos originais das grifes e com algodão na ponta para não
desbeiçarem. Fico louca da vida! Já tentei explicar que cada marca
é uma familinha e cada familinha tem de ficar unida numa casinha, que é
sua prateleira. Mas é complicado ensinar as coisas a elas.
O que jamais usaria? Odeio polaina, calça
capri e macacão. Incomoda ser chamada
de burra? Não, porque essa carapuça não me serve.
Quando comecei a apresentar meu programa, há quatro anos, eu tinha acabado
de voltar dos Estados Unidos e errava o português. Daí ganhei a fama.
E incomoda ser chamada de Lucianta?
Acho engraçado. Esse jornalista fala brincando. Como é mesmo o nome
dele? José Simão, colunista do
jornal Folha de S.Paulo. Pois é. Não me incomodo
porque ele não brinca só comigo. Estou sempre em ótima companhia
nos textos dele. Gosta de ler? Amo!
Que tipo de livro? Romance e história.
Eu leio muito em inglês e francês. O
que está lendo agora? The Second Assistant (de Clare Naylor
e Mimi Hare, sobre uma jovem assistente de um executivo de Hollywood, sem tradução
em português). É bem legal. Mas vou ser sincera: está
difícil de terminar. Recentemente você
passou a ter aulas de interpretação. Seu lado dramático evoluiu?
Ah, sim. Não fico estagnada. Já me reuni com o diretor Fábio
Barreto e devo participar de uma minissérie dele sobre o marechal Rondon
(Rondon, o Grande Chefe, da Rede TV!, com início de gravações
previsto para o fim do ano). Ainda não sei qual vai ser meu papel.
Você namora Marcelo de Carvalho, vice-presidente
da Rede TV!. Acha injustiça seus colegas de emissora dizerem que você
leva vantagem por isso? Ah, vocês não acreditam nisso, né?
É brincadeira deles. |