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INVERNO
Assim
assado
Restaurantes
investem em fornos
a lenha para
incrementar o cardápio
e o ambiente
Eduardo
Lima
Fotos Renato Chaui
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haui
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| Forneria
Tamandaré: pizzas à noite e bufê com pratos como berinjela na
brasa na hora do almoço |
Para
boa parte dos paulistanos, forno a lenha é sinônimo
de pizza. Alguns restaurantes, no entanto, estão redescobrindo
as mil e uma utilidades dessa que é uma das mais antigas
formas de preparar os alimentos. Além das redondas e de pães,
os cozinheiros estão assando carnes, peixes, aves, sanduíches,
sobremesas... Os clientes têm adorado. À vista do salão
e com temperaturas que podem ultrapassar os 600 graus, os fornos
conferem aos restaurantes um clima aconchegante, próprio
para os dias em que a temperatura baixa um pouco. "De uma maneira
geral, carnes como o cabrito, o pernil e a costela de boi ficam
ótimas nesse sistema", diz o chef Gerson Magrini, professor
de gastronomia do Senac. "Finalizadas com mais rapidez, perdem menos
sumo e, como resultado, ficam mais macias."
Em
algumas pizzarias, os fornos são acesos ao meio-dia para
receber pratos os mais diversos. Inaugurada em fevereiro, a Forneria
Tamandaré, no Itaim Bibi, montou o cardápio do almoço
com receitas de carnes, aves, bacalhau e lasanha. Tudo assado. De
domingo para segunda, uma peça de pernil fica oito horas
dentro da fornalha, no bafo. A Veridiana, em Higienópolis,
traz no bufê frango capão, cabrito e cordeiro. "O prato
principal sempre sai do mesmo lugar em que fazemos as pizzas à
noite", diz Camila Namura, uma das donas. "Assim como os doces de
abóbora, figo e pêra."
Fotos Renato Chaui
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haui
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| O
moderninho Pharmácia: depois de aderir à moda, há dois meses,
pedidos de sanduíches dobraram |
Até
sanduíches passam pelo calor do fogo da madeira. Os da Forneria
San Paolo, no Itaim Bibi, inaugurada em setembro do ano passado,
têm quinze caprichados recheios. Os pães, com massa
de pizza, são preparados no próprio restaurante. Em
média, cada sanduíche leva seis minutos para ficar
pronto. A San Paolo foi a primeira casa a estampar na fachada a
palavra forneria, que em italiano não tem nada a ver com
gastronomia e significa fábrica de fornos. Rogério
Fasano, um dos sócios, diz que a escolha foi uma espécie
de licença poética. "Mas agora estão usando
o nome como sinônimo de pizzaria", queixa-se. A mais recente
novidade é o rechonchudo forneria hambúrguer. Os 250
gramas de carne são passados rapidamente na grelha e, depois,
terminam o cozimento no forno. Há dois meses, o moderninho
Pharmácia, instalado nos Jardins, aderiu à onda. Os
pedidos de sanduíches nos pães integral, de mandioquinha
ou de abóbora dobraram. "As pessoas sentem-se mais atraídas
a provar", diz Helena Overmeer, sócia do restaurante. A fornalha
também é usada para preparar um frango recheado com
legumes, um quibe de abóbora e a sobremesa sensação
do momento: banana-da-terra assada com açúcar. "Ela
derrete na boca", entusiasma-se a estudante Tatiana Wlasek, que
na última terça-feira escolheu uma mesa bem próxima
ao forno. "É mais quentinho e gostoso", diz.
Fotos Renato Chaui
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haui
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| O
rechonchudo forneria hambúrguer é a novidade da San Paolo: quinze
tipos de recheio |
Nenhum
outro restaurante, porém, tem tamanha variedade de refeições
preparadas no forno a lenha como A Figueira Rubaiyat, considerado
o precursor da moda na cidade. Quatro fornos ficam constantemente
acesos para assar 25 pratos, cerca de metade do menu. Dois deles,
nos quais são assados os peixes e os frutos do mar, permanecem
regulados na temperatura máxima: 600 graus. "Os camarões
ficam prontos em dois minutos", afirma o proprietário Belarmino
Iglesias. O terceiro forno, reservado para as carnes, é mantido
a 350 graus. "Elas precisam ser assadas mais devagar", explica.
Com fogo ainda mais brando, o quarto é destinado a legumes
e batatas. No que depender da criatividade de chefs e decoradores,
essa é uma tendência que não deve acabar junto
com a estação.
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