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EXPOSIÇÃO Tesouros
do futebol Mostra reúne objetos que marcaram
a história das Copas do Mundo Rodrigo Brancatelli Fotos
Mario Rodrigues
 | Maradona
conquistou o planeta em 1986, quando levou a Argentina ao caneco. Eis a camisa
dele no empate com a Itália em 1 a 1 |
Brasil e Checoslováquia, segundo jogo da
Copa do Mundo de 1962, 28 minutos do primeiro tempo. Pelé, sempre vigiado
de perto pelos zagueiros adversários, recebe livre um passe de Didi, avança
até a entrada da área e chuta forte. Enquanto a bola sai sem direção,
o Rei leva as mãos à virilha direita. O estiramento do seu músculo
adutor preocupou o país inteiro, que acompanhou o drama pelo rádio.
Aquela mesma camisa 10 amarelinha com a qual Pelé se arrastou até
o fim da partida (não era permitida a substituição de jogadores),
a última que disputou naquele Mundial, é um dos tesouros da exposição
A Pátria de Chuteiras, que fica aberta de 30 de maio a 14 de julho
no Banco Real da Avenida Paulista. A mostra reúne essa e outras dezenas
de peças que foram protagonistas da história das Copas do Mundo.
Como a chuteira do húngaro Puskas, calçada em 1954 para encantar
a Suíça com seus passes precisos e chutes primorosos de esquerda.
Ou a camisa de 1982 do italiano estraga-prazeres Paolo Rossi, o Bambino d'Oro,
que marcou os três gols na vitória da Azzurra sobre o Brasil por
3 a 2. Ou ainda a camisa do alemão Beckenbauer na semifinal da Copa de
1970 (quando ele jogou a prorrogação com o braço imobilizado,
após se contundir no ombro), a de Maradona na campanha vitoriosa da Argentina
em 1986, a de Baggio na final de 1994 e a do capitão Cafu em 2002 com a
inscrição "100% Jardim Irene". "Nunca
vi um acervo tão vasto reunido em um mesmo lugar", afirma Sérgio
Xavier Filho, diretor de redação da revista Placar e um dos
curadores da mostra. Além dos uniformes, o evento, que terá entrada
gratuita, contará com troféus, pôsteres originais e cerca
de 350 fotos históricas. Boa parte das peças veio da coleção
do National Football Museum, que fica na Inglaterra e é o único
com o aval da Fifa, organização máxima do esporte. Outras
camisas foram emprestadas do Museu do Maracanã e do acervo particular do
empresário Paulo Gini, considerado um dos maiores colecionadores do mundo.
No total, ele possui 2.920 uniformes, todos usados pelos jogadores. "Só
do Pelé, tenho quinze", diz Gini. "Acho que minha coleção
vale mais de 1 milhão de dólares." Durante a exposição,
haverá também um leilão de bolas de futebol pintadas por
personalidades como o compositor Chico Buarque e o capitão do tri, Carlos
Alberto Torres. O dinheiro arrecadado será revertido para a recém-inaugurada
Associação dos Campeões Mundiais do Brasil, que pretende
preservar a memória dos jogadores que levantaram o caneco nas Copas de
1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. E, espera-se, na de 2006 também.
A Pátria de Chuteiras. Banco Real. Avenida Paulista, 1374.
Informações,
3079-6204. Metrô Trianon-Masp. De segunda a domingo, 10h às 21h.
Grátis. Até 14 de julho. A partir de terça (30). Torcida
animada no Jockey  |
Para quem acha que assistir aos jogos do Brasil no sofá de casa não
tem lá muita graça mas também não quer encontrar os
amigos em bares e restaurantes, uma opção para sentir a emoção
de estar no meio da torcida canarinho será a Vila da Copa Philips, no Jockey
Club. Cerca de 5.000 pessoas irão se reunir num campo de futebol montado
especialmente para o evento, que, além de um telão de alta definição
com 710 polegadas, terá rodas de samba, bares temáticos, shows e
apresentações de DJs. Considerada o maior evento do gênero
fora da Alemanha, país-sede do Mundial, a Vila da Copa começa a
funcionar em 13 de junho, estréia do Brasil contra a Croácia. Depois
do jogo, sobe ao palco a banda de axé Jammil e Uma Noites. Nos outros jogos,
as atrações são Vanessa da Mata, Araketu, Barão Vermelho
e Kid Abelha. Mesmo que a seleção brasileira fique pelo caminho
bata na madeira três vezes! , o evento continuará ocorrendo
normalmente. Na final, em 9 de julho, a bateria da Mangueira será acompanhada
pela cantora Beth Carvalho. Claro que, se Ronaldinho e cia. não estiverem
em campo, o samba ficará um tanto melancólico. Vila
da Copa Philips. Jockey Club. Avenida Doutor José Augusto de Queiroz,
s/nº, portão 1. Informações,
2163-2000. R$ 60,00 (antecipado) e R$ 80,00 (no dia do evento). De 13 de junho
a 9 de julho. |
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