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31 de maio de 2006
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EXPOSIÇÃO

Tesouros do futebol

Mostra reúne objetos que marcaram
a história das Copas do Mundo

Rodrigo Brancatelli

 

Fotos Mario Rodrigues
Maradona conquistou o planeta em 1986, quando levou a Argentina ao caneco. Eis a camisa dele no empate com a Itália em 1 a 1


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Galeria de imagens
Programação completa da Vila da Copa Phillips
Especial Copa do Mundo Alemanha 2006

Brasil e Checoslováquia, segundo jogo da Copa do Mundo de 1962, 28 minutos do primeiro tempo. Pelé, sempre vigiado de perto pelos zagueiros adversários, recebe livre um passe de Didi, avança até a entrada da área e chuta forte. Enquanto a bola sai sem direção, o Rei leva as mãos à virilha direita. O estiramento do seu músculo adutor preocupou o país inteiro, que acompanhou o drama pelo rádio. Aquela mesma camisa 10 amarelinha com a qual Pelé se arrastou até o fim da partida (não era permitida a substituição de jogadores), a última que disputou naquele Mundial, é um dos tesouros da exposição A Pátria de Chuteiras, que fica aberta de 30 de maio a 14 de julho no Banco Real da Avenida Paulista. A mostra reúne essa e outras dezenas de peças que foram protagonistas da história das Copas do Mundo. Como a chuteira do húngaro Puskas, calçada em 1954 para encantar a Suíça com seus passes precisos e chutes primorosos de esquerda. Ou a camisa de 1982 do italiano estraga-prazeres Paolo Rossi, o Bambino d'Oro, que marcou os três gols na vitória da Azzurra sobre o Brasil por 3 a 2. Ou ainda a camisa do alemão Beckenbauer na semifinal da Copa de 1970 (quando ele jogou a prorrogação com o braço imobilizado, após se contundir no ombro), a de Maradona na campanha vitoriosa da Argentina em 1986, a de Baggio na final de 1994 e a do capitão Cafu em 2002 com a inscrição "100% Jardim Irene".

"Nunca vi um acervo tão vasto reunido em um mesmo lugar", afirma Sérgio Xavier Filho, diretor de redação da revista Placar e um dos curadores da mostra. Além dos uniformes, o evento, que terá entrada gratuita, contará com troféus, pôsteres originais e cerca de 350 fotos históricas. Boa parte das peças veio da coleção do National Football Museum, que fica na Inglaterra e é o único com o aval da Fifa, organização máxima do esporte. Outras camisas foram emprestadas do Museu do Maracanã e do acervo particular do empresário Paulo Gini, considerado um dos maiores colecionadores do mundo. No total, ele possui 2.920 uniformes, todos usados pelos jogadores. "Só do Pelé, tenho quinze", diz Gini. "Acho que minha coleção vale mais de 1 milhão de dólares." Durante a exposição, haverá também um leilão de bolas de futebol pintadas por personalidades como o compositor Chico Buarque e o capitão do tri, Carlos Alberto Torres. O dinheiro arrecadado será revertido para a recém-inaugurada Associação dos Campeões Mundiais do Brasil, que pretende preservar a memória dos jogadores que levantaram o caneco nas Copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. E, espera-se, na de 2006 também.

 

Foi com esta camisa que o carrasco italiano Paolo Rossi marcou aqueles três gols no Brasil em 1982
Platini, estrela da França, precisou usar o uniforme de um time amador de Mar del Plata no jogo contra a Hungria em 1978
Conhecida como "Laranja Mecânica", a Holanda de 1974 virou mito. O atacante Rensenbrink envergou esta jaqueta ao golear a Argentina por 4 a 0
Esta foi a última camisa que Pelé vestiu na Copa de 1962. Machucado, o Rei viu do banco Garrincha levar a seleção ao título

Uma das bolas do Mundial de 1966 foi autografada pelo time inteiro da Inglaterra, campeão de uma Copa pela primeira e única vez

O húngaro Puskas calçou estas chuteiras para levar seu time à final contra a Alemanha Ocidental, em 1954
Com estas luvas, o goleiro Marcos fechou o gol na decisão com a Alemanha e ajudou o Brasil a ser pentacampeão em 2002

A Pátria de Chuteiras. Banco Real. Avenida Paulista, 1374. Informações, 3079-6204. Metrô Trianon-Masp. De segunda a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de julho. A partir de terça (30).

 

Torcida animada no Jockey

 

Para quem acha que assistir aos jogos do Brasil no sofá de casa não tem lá muita graça mas também não quer encontrar os amigos em bares e restaurantes, uma opção para sentir a emoção de estar no meio da torcida canarinho será a Vila da Copa Philips, no Jockey Club. Cerca de 5.000 pessoas irão se reunir num campo de futebol montado especialmente para o evento, que, além de um telão de alta definição com 710 polegadas, terá rodas de samba, bares temáticos, shows e apresentações de DJs. Considerada o maior evento do gênero fora da Alemanha, país-sede do Mundial, a Vila da Copa começa a funcionar em 13 de junho, estréia do Brasil contra a Croácia. Depois do jogo, sobe ao palco a banda de axé Jammil e Uma Noites. Nos outros jogos, as atrações são Vanessa da Mata, Araketu, Barão Vermelho e Kid Abelha. Mesmo que a seleção brasileira fique pelo caminho – bata na madeira três vezes! –, o evento continuará ocorrendo normalmente. Na final, em 9 de julho, a bateria da Mangueira será acompanhada pela cantora Beth Carvalho. Claro que, se Ronaldinho e cia. não estiverem em campo, o samba ficará um tanto melancólico.

Vila da Copa Philips. Jockey Club. Avenida Doutor José Augusto de Queiroz, s/nº, portão 1. Informações, 2163-2000. R$ 60,00 (antecipado) e R$ 80,00 (no dia do evento). De 13 de junho a 9 de julho.

     
   
 
 
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