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30 de novembro de 2005
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Concentração zen

Pinheiros e Vila Madalena viram
pólo de praticantes de ioga

Isabela Barros

 
Daniela Toviansky
Surya Espaço de Yoga: salas com pé-direito alto, plantas e janelões

A advogada Camila Toledo já era freqüentadora dos bares da Vila Madalena quando, há sete meses, descobriu outra faceta da região: a de pólo de escolas de ioga. Desde então, duas vezes por semana, sai do Ibirapuera, onde mora, para fazer aulas na Rua Aspicuelta. Camila não se arrepende da escolha. "Prefiro lugares realmente voltados para a atividade", diz. "É muito melhor que praticar numa academia." Como o vizinho bairro de Pinheiros, a Vila Madalena reúne ao menos quinze escolas – ao todo, a cidade conta com 325 institutos de ioga. "Funciona como um shopping. Os interessados visitam os dois bairros e escolhem os espaços pelos diferenciais de atendimento e pela qualidade das práticas", afirma o professor André DeRose, proprietário da Yoga Natarája.

 

Fotos Mario Rodrigues
Camila Toledo, aluna da Al Jawhara: "Melhor que academia"

Segundo ele, num raro exemplo de concorrência saudável, a proximidade entre os estabelecimentos mais ajuda que atrapalha. "Se um espaço investe em publicidade, todos saem ganhando", diz. O professor planeja convidar diversas escolas para realizar uma campanha de divulgação única do pólo que se formou. Enquanto a propaganda não vem, os curiosos e adeptos da prática procuram a Vila Madalena por acreditar que ali o ambiente é mais descolado, principalmente por causa do número de artistas plásticos e músicos que vivem no bairro. "Tenho muitos alunos fotógrafos e produtores de cinema", afirma Nicole Rodrigues, responsável pela Pratique Yoga.

 
Ganesha: ambiente intimista com doze alunos por aula

Freqüentadores com esse perfil pedem ambientes diferenciados. No Surya Espaço de Yoga, na Rua Madalena, as aulas acontecem em salas com janelões e pé-direito de 6 metros. Plantas sempre à vista e um espelho-d'água dão o ar de tranqüilidade. Para reforçar o clima zen, uma imagem dourada de Buda com uma tigela na mão chama a atenção de quem passa pela rua. "Quem quer meditar precisa ter a mente aberta à transformação", afirma Kalidas Nuyken, proprietário do Surya. Menor, a Al Jawhara tenta superar a falta de espaço com uma grande oferta de serviços. Um café para eventos às sextas-feiras e uma sala pequena reservada para cursos incrementam o local. "Trabalhamos com uma proposta mais intimista", diz a diretora Simone Francisconi. Também adepta dessa linha, a Ganesha abriu suas portas em Pinheiros há quatro anos e meio. "Não temos mais do que doze pessoas por sala", conta a proprietária Márua Roseni Pacce. A maioria dos alunos vem de bairros como Morumbi, Brooklin e Jardins.

 

     
   
 
 
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