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BEM-ESTAR
Concentração zen Pinheiros e Vila Madalena
viram pólo de praticantes de ioga Isabela Barros Daniela
Toviansky
 | | Surya
Espaço de Yoga: salas com pé-direito alto, plantas e janelões
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A advogada Camila Toledo já
era freqüentadora dos bares da Vila Madalena quando, há sete meses,
descobriu outra faceta da região: a de pólo de escolas de ioga.
Desde então, duas vezes por semana, sai do Ibirapuera, onde mora, para
fazer aulas na Rua Aspicuelta. Camila não se arrepende da escolha. "Prefiro
lugares realmente voltados para a atividade", diz. "É muito melhor que
praticar numa academia." Como o vizinho bairro de Pinheiros, a Vila Madalena reúne
ao menos quinze escolas ao todo, a cidade conta com 325 institutos de ioga.
"Funciona como um shopping. Os interessados visitam os dois bairros e escolhem
os espaços pelos diferenciais de atendimento e pela qualidade das práticas",
afirma o professor André DeRose, proprietário da Yoga Natarája.
Fotos
Mario Rodrigues
 | | Camila
Toledo, aluna da Al Jawhara: "Melhor que academia" |
Segundo ele, num raro exemplo de concorrência saudável, a proximidade
entre os estabelecimentos mais ajuda que atrapalha. "Se um espaço investe
em publicidade, todos saem ganhando", diz. O professor planeja convidar diversas
escolas para realizar uma campanha de divulgação única do
pólo que se formou. Enquanto a propaganda não vem, os curiosos e
adeptos da prática procuram a Vila Madalena por acreditar que ali o ambiente
é mais descolado, principalmente por causa do número de artistas
plásticos e músicos que vivem no bairro. "Tenho muitos alunos fotógrafos
e produtores de cinema", afirma Nicole Rodrigues, responsável pela Pratique
Yoga.  | | Ganesha:
ambiente intimista com doze alunos por aula |
Freqüentadores com esse perfil pedem ambientes diferenciados. No Surya Espaço
de Yoga, na Rua Madalena, as aulas acontecem em salas com janelões e pé-direito
de 6 metros. Plantas sempre à vista e um espelho-d'água dão
o ar de tranqüilidade. Para reforçar o clima zen, uma imagem dourada
de Buda com uma tigela na mão chama a atenção de quem passa
pela rua. "Quem quer meditar precisa ter a mente aberta à transformação",
afirma Kalidas Nuyken, proprietário do Surya. Menor, a Al Jawhara tenta
superar a falta de espaço com uma grande oferta de serviços. Um
café para eventos às sextas-feiras e uma sala pequena reservada
para cursos incrementam o local. "Trabalhamos com uma proposta mais intimista",
diz a diretora Simone Francisconi. Também adepta dessa linha, a Ganesha
abriu suas portas em Pinheiros há quatro anos e meio. "Não temos
mais do que doze pessoas por sala", conta a proprietária Márua Roseni
Pacce. A maioria dos alunos vem de bairros como Morumbi, Brooklin e Jardins. |