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VINHOS
Um brinde de 3 000 reais Esse foi o preço pago por
casal para provar os tintos da Romanée-Conti Roberto
Gerosa
Fotos
Fernando Moraes
 | Romanée-Conti
2001 Produção: 5 500
garrafas Preço: 8 900 reais | |
Os consultores Paulo Abreu
e Fabiola Bio assim como a grande maioria dos apreciadores de um bom vinho
só conheciam os tintos da Domaine de la Romanée-Conti por
livros. Essa histórica vinícola da região de Vosne-Romanée,
na Borgonha, França, produz poucas garrafas por ano, disputadas por enófilos
milionários de todo o mundo. Por isso, Abreu resolveu desembolsar 3.000
reais para que ele e sua mulher participassem de uma degustação
inédita, realizada na última terça-feira em Alphaville. O
evento reuniu vinte bebedores dispostos a pagar 1.500 reais cada um por quatro
taças de vinho "grand cru", a mais alta classificação que
a bebida pode atingir na região. Foram provados o Grands-Échézeaux
(1.950 reais a garrafa), o Romanée-Saint-Vivant (2.600 reais), o La Tâche
(2.980 reais) e a estrela da noite, o Romanée-Conti (8.900 reais).
"Viemos checar o que há de tão diferente nesses vinhos para custarem
tão caro", disse Fabiola.
 | | Fabiola
Bio e Paulo Abreu, na degustação: oportunidade única
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Todos os anos, o Brasil recebe cinqüenta
caixas com doze unidades de toda a linha da Domaine. O preço parece não
assustar os bebedores mais endinheirados. Importadas pela Expand desde 1990, as
garrafas do Romanée-Conti são vendidas em seis meses, 60% em São
Paulo. O proprietário da loja de Alphaville em que se realizou a degustação,
Sidnei Brandão, explica que a idéia surgiu na sua confraria. Ele
e alguns de seus amigos costumam se cotizar para comprar a bebida e depois tomar
juntos. Foi essa matemática que viabilizou o encontro da última
terça. Cada grupo de dez participantes dividiu o custo de quatro garrafas.
As taças, com 75 mililitros de vinho (um
décimo da garrafa), foram servidas sem identificação. No
final, uma votação informal elegeu o favorito da noite. Deu a lógica:
o Romanée-Conti foi o preferido, seguido pelo La Tâche, o segundo
rótulo mais famoso da vinícola. O executivo Ricardo Miranda era
um dos raros participantes que já haviam provado um Romanée-Conti:
"Na primeira vez eu me decepcionei", lembra. "Hoje foi maravilhoso." Apesar do
que gastou, o médico Jair Monaci saiu comemorando: "Mais vale um gosto
que um vintém". Haja vintém! |