| |
|
|
 |
|
IMÓVEIS
Até
parece clube
Áreas
comuns de edifícios agora
têm home theater,
creche e até
jacuzzi ao ar livre
Marcella
Centofanti
Heudes Regis
 |
Luciano Piva
 |
| As
babás e a sala de internet (à dir.) do
Villaggio Panamby: opções para todas as idades
|
Foi-se
o tempo em que a área de lazer dos edifícios residenciais
paulistanos contava apenas com uma piscina de água fria,
churrasqueira e um salão de festas equipado com mesa de bilhar.
Nos últimos cinco anos, vem crescendo entre os lançamentos
imobiliários a tendência de valorizar as áreas
comuns. A idéia é deixar essas dependências
com jeitão de clube. As piscinas agora são enormes,
aquecidas e cobertas. Os salões de festas recebem a assinatura
de arquitetos badalados. Há também home theater, brinquedotecas,
quadras poliesportivas e até jacuzzis ao ar livre. Alguns
edifícios chegam a contar com creches para os pais que não
têm com quem deixar os filhos. "A violência, o trânsito
e o alto custo de vida fazem com que o paulistano queira ficar mais
em casa", diz Tomás Salles, diretor de novos negócios
da Lopes Consultoria de Imóveis. "Precisamos dar opções
para que ele tenha o que fazer."
Heudes Regis
 |
| A
família Primazzi, no home theater do Sports Garden: "Não ficamos
trancados em casa" |
No
Villaggio Panamby, um megaprojeto de quinze torres da Gafisa e da
Atlântica Residencial no Morumbi, um prédio de três
andares foi construído especialmente para abrigar a área
de lazer. Conta com uma piscina coberta, aquecida e semi-olímpica,
quadra de squash, três terminais de computadores com acesso
à internet, duas salas de jogos e um salão de festas
de 450 metros quadrados. Na área externa ficam o bar, duas
piscinas, duas jacuzzis, playground com piso de borracha, bosque
de 58.000 metros quadrados, quatro quadras
de tênis e duas quadras poliesportivas. A creche que
pode ser paga por hora abre diariamente, inclusive nos feriados.
Estão previstos ainda um hotel para animais de estimação
e salão de beleza. Os apartamentos custam de 450.000
a 1,5 milhão de reais. Apesar de todos os serviços
oferecidos, o valor do condomínio, algo em torno de 600 reais
por mês, não é superior ao pago em um empreendimento
de classe média na mesma região. A explicação
é que, nesse caso, a conta é diluída entre
os moradores de todo o conjunto.
Fotos divulgação
 |
ão
 |
| Mandarim:
espaço gourmet (à esq.) e piscina com academia
|
Arquitetos
e construtores acreditam que os condôminos utilizem mais as
dependências de uso comum quando elas são caprichadas.
"Quando têm instalações simples, elas sempre
ficam às moscas", diz Elizabeth Goldfarb, vice-presidente
da Associação Brasileira dos Escritórios de
Arquitetura (Asbea). Esse upgrade funciona também como uma
boa estratégia de marketing. Há cinco anos, a Inpar
concluiu as obras de seu primeiro edifício no gênero,
batizado de Sports Garden. O sucesso foi tanto que, de lá
para cá, lançou outros seis na mesma linha. Foi para
um deles, no Alto da Lapa, que a psicóloga Sandra Primazzi
se mudou em agosto com o marido, Renato, e os filhos, Juliana, de
8 anos, e Rodrigo, de 6. Seu endereço anterior, nas Perdizes,
só tinha uma piscina. O novo possui brinquedoteca, academia
e home theater. "Queríamos um lugar em que as crianças
tivessem opções para não ficar trancadas em
casa", afirma Sandra.
Um
edifício que promete uma das áreas de lazer mais equipadas
da cidade é o Mandarim, no Brooklin, da Cyrela. Projetado
por Itamar Berezin e previsto para ser entregue em 2006, o prédio
de 41 andares deverá ter pista de cooper, lago com carpas,
sala para jantares (batizada de espaço gourmet), lounge,
ofurô, espaço para meditação e piscina
integrada à academia e a um bar. A decoração
ficou a cargo das arquitetas Débora Aguiar, Sandra Piccioto
e Inês Capobianco. O condomínio incluirá serviços
de arrumadeira, manobrista, lavanderia, despertador, recepcionista
e café-da-manhã. Pode inaugurar uma nova tendência:
o prédio com cara de clube e comodidades de hotel cinco-estrelas.
|