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EXPOSIÇÃO Campeões
de audiência MAM reúne Portinaris,
Pancettis e outras estrelas da arte brasileira
da coleção de Roberto Marinho Orlando
Margarido
Reproduções /Coleção
Roberto Marinho  |
 | Flora
e Fauna Brasileira (acima), de Portinari, e Boneco,
de Pancetti (à
esq.), xodó do espólio: acervo de 1 342 peças
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Em
maio de 1931, o jovem Roberto Marinho, então com 26 anos, assumiu a direção
do jornal O Globo e deu início à trajetória que todos
conhecem. Nessa mesma década, o empresário das comunicações
lançou-se em outra empreitada que seria igualmente bem-sucedida: a de colecionador
de arte. Até sua morte, em 2003, aos 98 anos, ele somou um lote de 1.342
obras, a maioria de arte brasileira moderna e contemporânea. Nele, cintilam
estrelas como Candido Portinari, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Alberto da Veiga
Guignard e José Pancetti. Reservadas às residências da família
no Rio de Janeiro, como o palacete do Cosme Velho, as peças são
eventualmente exibidas em exposições. Uma delas acontece a partir
de terça (29) no Museu de Arte Moderna. O Século de um Brasileiro
Coleção Roberto Marinho reúne 147 trabalhos do
excepcional acervo.
Robson Freitas  |
| Roberto Marinho ao lado de uma das esculturas
que criou: paixão pela arte | Além
de um olhar atento nos talentos que surgiam, Roberto Marinho desenvolveu afeição
pelos artistas cujas obras adquiria. Muitas vezes se tornava amigo e mesmo um
protetor deles. Nesse último caso estava o paulista Pancetti (1902-1958).
Ele manteve seu ateliê a poucas quadras da sede do jornal carioca e recebia
constantes visitas do mecenas. O impressionante número de 28 telas existentes
na coleção das quais 23 estão na mostra dá
uma idéia do apreço gozado pelo pintor. É dele, por exemplo,
a tela Boneco, xodó do colecionador por representar, segundo suas
próprias palavras, "um símbolo do momento solitário em que
o menino desenha, com as cores da pureza, o futuro homem que ele será,
um dia".
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 | Mulheres
na Rua, de Di Cavalcanti (acima),
e Baía de Guanabara, de Ismael Nery (à
esq.): trajetória como colecionador começou
na década de 30 | Na
seleção que chega ao MAM, Di Cavalcanti e Guignard estão
empatados com doze pinturas. Menos que a produção de nanquins e
aquarelas de Ismael Nery, campeão absoluto, com 25 trabalhos. "Roberto
Marinho gostava de acompanhar as várias fases de um artista e por isso
comprou muita coisa de um mesmo autor", explica o coordenador da coleção,
Joel Coelho de Souza. Na fase final da vida, o empresário apaixonado pela
arte lançou-se num capricho. Influenciado pelos escultores que admirava,
como Bruno Giorgi, ele mesmo esculpiu bronzes, peças, essas sim, restritas
aos jardins do Cosme Velho.
O Século de um Brasileiro Coleção
Roberto Marinho. MAM. Parque do Ibirapuera, portão
3,
5549-9688. Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 5,50. Grátis
aos domingos e nos demais dias para menores de 10 anos e pessoas com mais de 65.
Até 22 de maio. A partir de terça (29). |
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