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29 de junho de 2005
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Com vista para o mar

Aquários multicoloridos viram objeto de
decoração em residências paulistanas


Fotos Heudes Regis
Apartamento da engenheira Nadia, em Moema: "quadro vivo" com 3,20 metros de comprimento


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Enquanto o peixe-palhaço se enrosca em uma anêmona, o yellow tang nada tranqüilamente e o camarão limpa a escama do flame angel, que se destaca por sua cor laranja e listras pretas. Eles dividem com mais seis peixes multicoloridos e trinta corais os 1 700 litros de água marinha do aquário da engenheira Nadia Oliveira. "Fico horas contemplando. É um quadro vivo", diz ela. Nadia gastou perto de 30 000 reais para dar esse toque vivo e colorido à sala com paredes e sofás em tons neutros de seu apartamento em Moema. Assim como ela, muitos paulistanos estão caprichando na combinação de móveis com tanques de peixes ornamentais no meio de livings, corredores, escritórios ou cozinhas. Apesar de mais caros que os de água doce, os viveiros de maior sucesso são os marinhos, que têm espécimes coloridos e de formatos variados. "Peixes e equipamentos para tanques de água salgada representam 80% de nossas vendas", afirma Antonio Diniz, proprietário da loja Planet Aquarium, em Pinheiros.

Tanque de 2 200 litros de João Oliveira: "Passo quarenta minutos por dia olhando meus peixes"


Adequado ao projeto: móvel pode ser usado para dividir ambientes

Quem gosta de aquários diz que eles dão um ar de tranqüilidade ao ambiente. "Eu tinha um cliente com uma sala enorme e que queria algo para relaxar depois do trabalho", conta a decoradora de interiores Alcione Cobra, que projetou um reservatório atrás do bar da casa de um empresário. "Enquanto tomava um drinque, ele observava os peixes e esquecia os problemas do escritório." Há quem não consiga ficar apenas no primeiro tanque. Com um aquário de 800 litros suspenso sobre o balcão da cozinha, o engenheiro civil João Armando de Oliveira instalou no início do ano outro quase três vezes maior na sala de seu apartamento dúplex em Perdizes. Ele mantém trinta espécimes das mais variadas colorações atrás dos vidros. "Entre dar comida e olhar para os meus peixes, gasto quarenta minutos por dia", calcula o aquarista.

Adequado ao projeto: móvel pode ser usado para dividir ambientes

A piscicultura ornamental passou por mudanças depois da estréia do desenho animado Procurando Nemo, em 2003. Atualmente, o peixe mais procurado nas lojas é o blue tang, que ficou famoso nas escamas da personagem Dory, amiga do pai do protagonista. Vendido anteriormente por cerca de 200 reais, após o sucesso do filme seu preço saltou para 660 reais. Além dos altos custos dos peixinhos e outros complementos (um coral chega a valer 3 000 reais), a manutenção desses aquários sai cara. E dá um trabalho e tanto. A limpeza deve ser feita a cada quinze dias, pelo menos, com a troca de 10% da água e revisão das bombas, termostato, filtros e lâmpadas. A assistência técnica cobra pelo menos 100 reais para realizar o serviço.

Uma tendência são os aquários embutidos nas paredes: sem ocupar espaço

 




Fotos Heudes Regis, acervo Sea Life, reprodução, Marcelo Zocchio, acervo Projeto Aquário e Claudio Larangeira
     
   
 
 
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