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CASA Com
vista para o mar Aquários multicoloridos viram
objeto de decoração em residências paulistanas
Fotos Heudes Regis  |
| Apartamento da engenheira Nadia, em Moema: "quadro
vivo" com 3,20 metros de comprimento |
Enquanto o peixe-palhaço se
enrosca em uma anêmona, o yellow tang nada tranqüilamente e o camarão
limpa a escama do flame angel, que se destaca por sua cor laranja e listras pretas.
Eles dividem com mais seis peixes multicoloridos e trinta corais os 1 700 litros
de água marinha do aquário da engenheira Nadia Oliveira. "Fico horas
contemplando. É um quadro vivo", diz ela. Nadia gastou perto de 30 000
reais para dar esse toque vivo e colorido à sala com paredes e sofás
em tons neutros de seu apartamento em Moema. Assim como ela, muitos paulistanos
estão caprichando na combinação de móveis com tanques
de peixes ornamentais no meio de livings, corredores, escritórios ou cozinhas.
Apesar de mais caros que os de água doce, os viveiros de maior sucesso
são os marinhos, que têm espécimes coloridos e de formatos
variados. "Peixes e equipamentos para tanques de água salgada representam
80% de nossas vendas", afirma Antonio Diniz, proprietário da loja Planet
Aquarium, em Pinheiros.
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| Tanque de 2 200 litros de João Oliveira: "Passo quarenta minutos
por dia olhando meus peixes" |
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| Adequado ao projeto: móvel pode ser usado para dividir ambientes
| Quem gosta de aquários
diz que eles dão um ar de tranqüilidade ao ambiente. "Eu tinha um
cliente com uma sala enorme e que queria algo para relaxar depois do trabalho",
conta a decoradora de interiores Alcione Cobra, que projetou um reservatório
atrás do bar da casa de um empresário. "Enquanto tomava um drinque,
ele observava os peixes e esquecia os problemas do escritório." Há
quem não consiga ficar apenas no primeiro tanque. Com um aquário
de 800 litros suspenso sobre o balcão da cozinha, o engenheiro civil João
Armando de Oliveira instalou no início do ano outro quase três vezes
maior na sala de seu apartamento dúplex em Perdizes. Ele mantém
trinta espécimes das mais variadas colorações atrás
dos vidros. "Entre dar comida e olhar para os meus peixes, gasto quarenta minutos
por dia", calcula o aquarista.
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| Adequado ao projeto: móvel pode ser usado para dividir ambientes
| A piscicultura ornamental
passou por mudanças depois da estréia do desenho animado Procurando
Nemo, em 2003. Atualmente, o peixe mais procurado nas lojas é o blue
tang, que ficou famoso nas escamas da personagem Dory, amiga do pai do protagonista.
Vendido anteriormente por cerca de 200 reais, após o sucesso do filme seu
preço saltou para 660 reais. Além dos altos custos dos peixinhos
e outros complementos (um coral chega a valer 3 000 reais), a manutenção
desses aquários sai cara. E dá um trabalho e tanto. A limpeza deve
ser feita a cada quinze dias, pelo menos, com a troca de 10% da água e
revisão das bombas, termostato, filtros e lâmpadas. A assistência
técnica cobra pelo menos 100 reais para realizar o serviço.
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| Uma tendência são os aquários embutidos nas paredes: sem ocupar
espaço | 
 
 Fotos
Heudes Regis, acervo Sea Life, reprodução, Marcelo Zocchio, acervo
Projeto Aquário e Claudio Larangeira | |