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VIAGEM Ilha do
Cardoso para ecoturistas
Renato Chaui  |
| Cachoeira Grande: uma das muitas corredeiras em meio
à Mata Atlântica, que cobre 90% da ilha | | Nadar com golfinhos, acompanhar
revoadas de pássaros e observar peixes, macacos, tartarugas e, com sorte,
jacarés-de-papo-amarelo. Uma visita à Ilha do Cardoso, na divisa
de São Paulo com o Paraná, é um programão para quem
gosta de natureza e não está atrás de conforto. Localizada
em um parque estadual e pertencente ao município de Cananéia (de
onde partem os barcos para a ilha), tem 22.500 hectares e 90% de seu território
coberto por Mata Atlântica. Apesar da estrutura turística sofrível,
as dez praias, trilhas, montanhas de até 800 metros, piscinas naturais
e cachoeiras compensam a viagem.
Atrações
A pequena vila de Marujá a três horas de barco (44,70
reais por pessoa) ou uma hora de lancha (150 reais para até quatro pessoas)
de Cananéia tem pouco mais de quarenta casas e cerca de 150 moradores.
É a capital informal da ilha e, em geral, a primeira parada dos turistas.
Lá é o ponto de partida de passeios de barco ou a pé. Nos
feriados, as pousadinhas e as casas costumam ficar cheias.
Para chegar à Cachoeira Grande, uma das mais visitadas, é
preciso alugar um barco em Marujá. A viagem dura dez minutos e custa em
média 10 reais por pessoa. Depois, há uma trilha leve de meia hora
pela mata.
Esdras Martins  |
| Reserva ecológica: tartarugas marinhas são vistas com
freqüência |
No extremo sul, a 18 quilômetros de Marujá, diante da ilha paranaense
do Superagüi, está o Pontal do Leste. A caminhada, de cerca
de três horas pela praia, é desaconselhada em dias de sol quente,
já que não existem árvores à beira-mar. De lancha
(em média 40 reais por pessoa), chega-se em meia hora.
Muito freqüentado por biólogos e pesquisadores, o Núcleo
Perequê, em frente à baía onde está Cananéia,
é o ponto habitado mais próximo do continente. Ficam ali um pequeno
museu marinho, com animais da região empalhados, e a chamada Baía
dos Golfinhos, de águas muito calmas. Acostumados com os turistas, grupos
numerosos dos simpáticos mamíferos costumam aproximar-se dos banhistas
para brincar e fazer piruetas.
Onde ficar
Na vila de Marujá, os pescadores alugam quartos e improvisam pousadas e
campings em seus terrenos (a diária custa em média 30 reais por
pessoa). Tudo muito rústico. A Pousada Ilha do Cardoso é
mais razoável, mas mesmo assim só serve para quem abre mão
de maiores comodidades. Marujá,
(13) 3851-1613, www.cananet.com.br/pousadailhadocardoso.
Pacotes para casal: 400 reais (três diárias, Semana Santa e 1º
de Maio) e 300 reais (três diárias, Tiradentes).
Renato Chaui  |
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O melhor é hospedar-se em Cananéia e fazer passeios de barco para
a ilha (de escuna, custam em média 20 reais por pessoa; com 200 reais dá
para alugar lanchas rápidas que levam até quatro pessoas). Uma boa
opção de hotel é o Costa Azul Club, em frente ao canal
de Cananéia, com barcos e caiaques disponíveis para os hóspedes.
Estrada da Aroeira, 6000, Parque Náutico,
(13) 3851-1489, www.hotelcostazul.com.br.
Pacotes para casal: entre 300 e 360 reais (três diárias, Semana Santa)
e entre 280 e 360 reais (Tiradentes e 1º de Maio).
No Hotel Marazul, os hóspedes com crianças podem aproveitar
os intervalos entre os passeios para brincar nos dois toboáguas das piscinas.
Avenida Luís Wilson Barbosa, 408,
(13) 3851-1407, www.hotelmarazul.com.br.
Pacotes para casal: entre 400 e 1 100 reais (três diárias, Semana
Santa, Tiradentes e 1º de Maio).
Onde comer
Assim como as pousadas, os restaurantes da Ilha do Cardoso são simplíssimos.
Ao lado da Pousada Ilha do Cardoso, em Marujá, o restaurante da Valdete
serve no almoço ou no jantar pratos como peixe frito com arroz e feijão,
caranguejada e caldeirada de mariscos (12 reais).
Em Cananéia, muitos estabelecimentos preparam frutos do mar, especialidade
da região. Não há sofisticação, mas a comida
é saborosa. Prove a moqueca de camarões graúdos do restaurante
Porto Camarão (Avenida Independência, 661,
(13) 3851-3994). Custa 70 reais e serve três pessoas com fartura. No Naguissa
do Silêncio (Avenida Luís Wilson Barbosa, 401,
(13) 3851-1341), que mistura as culinárias caiçara e japonesa, experimente
o bem temperado teppan-yaki naguissa (98 reais, para duas pessoas), com robalo,
mariscos, lulas, polvos, camarões e ostras sobre uma chapa quente.
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