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29 de março de 2006
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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

 

Fernando Moraes

O espaço acima, localizado na frente de uma loja no Jardim Paulista, foi projetado para servir como uma espécie de galeria de arte a céu aberto. De tempos em tempos, os painéis que revestem as paredes são trocados. Desde janeiro, está ali uma pintura assinada por Luisa Lovefoxxx, vocalista da banda Cansei de Ser Sexy. "O teclado colorido mostra que o rock pode ser uma coisa leve e alegre", ela explica. Dentro, a Galeria Melissa (Rua Oscar Freire, 827) também inova. Os produtos são expostos em bolhas de plástico transparentes presas ao teto.

 

Tesouros para o museu judaico

Divulgação


O porta-especiarias mostrado na foto ao lado, chamado de bessamin, chegou à cidade em 1930, na bagagem do imigrante polonês Chil Zalcberg. Até bem pouco tempo atrás, integrava as tradições religiosas de sua família, que se instalou no Bom Retiro. A peça, doada pelo empresário Gerson Zalcberg, filho de Chil, pode ser apreciada a partir deste domingo (26) numa exposição no clube A Hebraica (Rua Hungria, 1000, 3818-8888) junto com mais cinqüenta itens ligados à história da comunidade na capital. Muitos deles farão parte do acervo do futuro Museu Judaico de São Paulo, previsto para 2007.

 

História sobre quatro rodas

Daniela Toviansky


A garagem da Superintendência das Usinas de Asfalto, na Barra Funda, guarda dois veículos históricos: um Ford Modelo A, ano 1929, e um Galaxie 1980. Avaliado em 45 000 reais, o fordinho (foto) foi um dos primeiros carros a serviço da prefeitura paulistana. No fim dos anos 90, o Clube do Fordinho, que utiliza o carro em alguns eventos, bancou os 25 000 reais de sua restauração. Já o Galaxie, movido a álcool, era o automóvel utilizado pelo prefeito Jânio Quadros, na segunda vez em que ocupou o cargo (1986 a 1988).

 

Antes de o filme começar...

Carlos Namba


Até 1990, por causa de uma lei federal, quem ia ao cinema tinha de enfrentar um suplício: os cinejornais. Grande parte das salas exibia os programetes noticiosos do paulistano Primo Carbonari, que morreu na última terça-feira, aos 86 anos. As matérias, por vezes pagas pelos interessados, versavam sobre coquetéis, festas de inauguração, casamentos ou inspeções de obras públicas. Muitas vezes o público vaiava. O trabalho do cinegrafista rendeu, no entanto, um farto material histórico. De Getúlio Vargas a Fernando Collor, ele filmou a posse de vários presidentes brasileiros. "Carbonari foi um personagem folclórico e representativo de uma época do cinema brasileiro", afirma o crítico Luiz Carlos Merten, do jornal O Estado de S. Paulo. O cineasta Eugênio Puppo está recuperando e catalogando o acervo de Carbonari. Deve lançar, em 2007, um documentário com as imagens.

 

Entre a ópera e a chuva

 

Sylvia Masini

A chuva do início da noite da última segunda-feira trouxe problemas para o Teatro Municipal. A récita da ópera A Flauta Mágica (foto), de Mozart, estava com lotação esgotada, mas muitos espectadores ficaram presos no congestionamento. Excepcionalmente, o teatro permitiu a entrada dos retardatários depois do início da apresentação. Houve tumulto ao longo do espetáculo. Veja o saldo da confusão:
• A ópera começou com quinze minutos de atraso.
• 268 pessoas não apareceram.
• 400 entraram atrasadas.

 

Palmeiras com tratamento vip

Daniela Toviansky


As 25 palmeiras-imperiais do Vale do Anhangabaú – dezessete delas com mais de 25 metros de altura – receberão tratamento vip. Em parceria com a subprefeitura da Sé, a Companhia Brasileira de Alumínio se encarregou de cuidar das árvores, realizando diagnósticos periódicos sobre sua situação. As primeiras mudas dessas palmeiras chegaram ao Brasil pelas mãos de dom João VI, que as plantou no Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 1808.

 

Memória paulistana

 
Arquivo Cláudio Lembo/Cedida pela Editora Senac

Era no Palacete Santa Helena que ficavam os ateliês de artistas como Alfredo Volpi, Francisco Rebolo e Fulvio Pennacchi. Inaugurado em 1925, o prédio é considerado o primeiro multifuncional de São Paulo. Abrigava um cineteatro, um cinema, lojas e escritórios, o que exigia sistemas de ventilação e iluminação bastante modernos para a época. A foto acima, que mostra o interior do imponente teatro em estilo art nouveau, é uma das imagens que integram o livro Palacete Santa Helena – Um Pioneiro da Modernidade em São Paulo, lançado neste mês. O edifício foi demolido em 1971 para a construção da Estação Sé do metrô.


Com reportagem de Edison Veiga, Orlando Margarido,
Regina Cazzamatta e Sandra Soares
Mande suas sugestões para o e-mail misterios@abril.com.br

     
   
 
 
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