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MISTÉRIOS DA CIDADE
Sabe onde fica? Fernando
Moraes
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O espaço acima, localizado na frente de uma loja no Jardim Paulista, foi
projetado para servir como uma espécie de galeria de arte a céu
aberto. De tempos em tempos, os painéis que revestem as paredes são
trocados. Desde janeiro, está ali uma pintura assinada por Luisa Lovefoxxx,
vocalista da banda Cansei de Ser Sexy. "O teclado colorido mostra que o rock pode
ser uma coisa leve e alegre", ela explica. Dentro, a Galeria Melissa (Rua Oscar
Freire, 827) também inova. Os produtos são expostos em bolhas de
plástico transparentes presas ao teto. Tesouros
para o museu judaico
Divulgação
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O
porta-especiarias mostrado na foto ao lado, chamado de bessamin, chegou à
cidade em 1930, na bagagem do imigrante polonês Chil Zalcberg. Até
bem pouco tempo atrás, integrava as tradições religiosas
de sua família, que se instalou no Bom Retiro. A peça, doada pelo
empresário Gerson Zalcberg, filho de Chil, pode ser apreciada a partir
deste domingo (26) numa exposição no clube A Hebraica (Rua Hungria,
1000,
3818-8888) junto com mais cinqüenta itens ligados à história
da comunidade na capital. Muitos deles farão parte do acervo do futuro
Museu Judaico de São Paulo, previsto para 2007.
História
sobre quatro rodas
Daniela
Toviansky
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A
garagem da Superintendência das Usinas de Asfalto, na Barra Funda, guarda
dois veículos históricos: um Ford Modelo A, ano 1929, e um Galaxie
1980. Avaliado em 45 000 reais, o fordinho (foto) foi um dos primeiros
carros a serviço da prefeitura paulistana. No fim dos anos 90, o Clube
do Fordinho, que utiliza o carro em alguns eventos, bancou os 25 000 reais de
sua restauração. Já o Galaxie, movido a álcool, era
o automóvel utilizado pelo prefeito Jânio Quadros, na segunda vez
em que ocupou o cargo (1986 a 1988).
Antes de
o filme começar...
Carlos
Namba
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Até
1990, por causa de uma lei federal, quem ia ao cinema tinha de enfrentar um suplício:
os cinejornais. Grande parte das salas exibia os programetes noticiosos do paulistano
Primo Carbonari, que morreu na última terça-feira, aos 86 anos.
As matérias, por vezes pagas pelos interessados, versavam sobre coquetéis,
festas de inauguração, casamentos ou inspeções de
obras públicas. Muitas vezes o público vaiava. O trabalho do cinegrafista
rendeu, no entanto, um farto material histórico. De Getúlio Vargas
a Fernando Collor, ele filmou a posse de vários presidentes brasileiros.
"Carbonari foi um personagem folclórico e representativo de uma época
do cinema brasileiro", afirma o crítico Luiz Carlos Merten, do jornal O
Estado de S. Paulo. O cineasta Eugênio Puppo está recuperando
e catalogando o acervo de Carbonari. Deve lançar, em 2007, um documentário
com as imagens.
Entre a ópera e a chuva
Sylvia
Masini
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A chuva do início da noite da última segunda-feira trouxe problemas
para o Teatro Municipal. A récita da ópera A Flauta Mágica
(foto), de Mozart, estava com lotação esgotada, mas muitos espectadores
ficaram presos no congestionamento. Excepcionalmente, o teatro permitiu a entrada
dos retardatários depois do início da apresentação.
Houve tumulto ao longo do espetáculo. Veja o saldo da confusão:
• A ópera começou com quinze minutos
de atraso. • 268 pessoas não apareceram.
• 400 entraram atrasadas.
Palmeiras com tratamento vip
Daniela
Toviansky
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As 25 palmeiras-imperiais do Vale do Anhangabaú dezessete delas
com mais de 25 metros de altura receberão tratamento vip. Em parceria
com a subprefeitura da Sé, a Companhia Brasileira de Alumínio se
encarregou de cuidar das árvores, realizando diagnósticos periódicos
sobre sua situação. As primeiras mudas dessas palmeiras chegaram
ao Brasil pelas mãos de dom João VI, que as plantou no Jardim Botânico
do Rio de Janeiro em 1808. Memória paulistana
Arquivo
Cláudio Lembo/Cedida pela Editora Senac
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Era no Palacete Santa Helena que ficavam os ateliês de artistas como Alfredo
Volpi, Francisco Rebolo e Fulvio Pennacchi. Inaugurado em 1925, o prédio
é considerado o primeiro multifuncional de São Paulo. Abrigava um
cineteatro, um cinema, lojas e escritórios, o que exigia sistemas de ventilação
e iluminação bastante modernos para a época. A foto acima,
que mostra o interior do imponente teatro em estilo art nouveau, é uma
das imagens que integram o livro Palacete Santa Helena Um Pioneiro da
Modernidade em São Paulo, lançado neste mês. O edifício
foi demolido em 1971 para a construção da Estação
Sé do metrô. Com
reportagem de Edison Veiga, Orlando Margarido, Regina Cazzamatta e Sandra
Soares Mande suas sugestões para o e-mail misterios@abril.com.br
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