Publicidade
 
 

 
 


28 de setembro de 2005
CARTA AO LEITOR
RESTAURANTES
BARES
COMIDINHAS
CRÔNICA
  

BARES

LAPA/POMPÉIA
BROOKLIN/CAMPO BELO MOEMA
CANTAREIRA/SANTANA MOOCA/TATUAPÉ
CIDADE JARDIM/JAGUARÉ MORUMBI/SANTO AMARO
PACAEMBU/PERDIZES
IPIRANGA/VILA MARIANA PINHEIROS/VILA MADALENA
ITAIM BIBI VILA OLÍMPIA

 

O garçom Hélio Souza da Motta trabalha no Bar Barão há 37 anos, ou seja, desde a inauguração da casa da região central, em 1968.

BELA VISTA/CENTRO

Amigo Leal – A choperia foi fundada 38 anos atrás pelo descendente de alemão Leopoldo Urban, criador do célebre Léo, na Rua Aurora. Até os anos 80, chamava–se Amigo Léo. Ao longo de tanto tempo de funcionamento, uma tradição não se perdeu. Tão logo um novo cliente ocupa a mesa, os garçons levam até ele um prato de canapés e uma dose de steinhäger. Quem preferir beber ou beliscar outra coisa pode recusar. Os sequinhos pastéis de carne, queijo–de–minas, palmito ou camarão, vendidos por unidade (R$ 1,80), acompanham o bem tirado chope Brahma.
Rua Amaral Gurgel, 165, Vila Buarque, 223–6873, Metrô República. 16h/1h (sáb. a partir das 12h; dom. 17h/0h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. T.: T e V. Estac. no nº 195 (R$ 4,00). www.amigoleal.com.br.

Bar Barão – Depois de estabelecer o Léo na Rua Aurora, em 1940, o curitibano Leopoldo Urban fundou na década de 60 mais duas choperias na região central. Uma delas foi o Amigo Léo (hoje Amigo Leal), na Rua Amaral Gurgel; a outra, o Bar Barão, antes chamado O Léo. A nobre ascendência fica clara na decoração com canecas de porcelana, nos canapés à moda germânica e até nos horários de funcionamento. Da antiga chopeira elétrica desce um líquido na temperatura ideal, coroado por um generoso e espesso colarinho.
Rua Barão de Duprat, 561, centro, 3227–9687, Metrô Luz. 11h/22h (seg. a sáb. até 21h; dom. e feriados até 17h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. T.: todos. Estac. no nº 589 (R$ 5,00, a partir das 17h).

Brahma – Quase sessentona, a casa na esquina mais famosa da cidade voltou a ser o espaço fervilhante de outros tempos. Os clientes podem curtir uma eclética programação de shows, recheada de nomes da velha–guarda. Cauby Peixoto apresenta–se todas as segundas e os Demônios da Garoa, às quintas e aos domingos. Entre um e outro refrão, o público esvazia copos e mais copos de chope (Brahma). Aos sábados, prepara bufê de feijoada (R$ 32,00 por pessoa), embalado por samba ao vivo.
Avenida São João, 677, centro, 3333–0855, Metrô República. 11h/2h (qui. e sex. até 3h; sáb. até 4h; dom. 11h30/23h; seg. até 1h). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: T e V. T.: todos. Couvert art.: R$ 5,00 a R$ 35,00 (seg. a sex. a partir das 19h; sáb. e dom. a partir das 14h). Estac. c/manobr. (grátis seg. a sex. até 16h; R$ 10,00 nos demais horários). www.barbrahmasp.com.

Del Mar – Respeitado vizinho do Léo, o boteco foi aberto há 23 anos por dois irmãos espanhóis, Delta e Mario (por isso o nome). Em 1996, a ex–pedagoga Marcia Leme assumiu a direção. Antigos pôsteres alusivos à Espanha permanecem nas paredes. Servida em porção individual, a paella valenciana (R$ 27,00) faz par ideal com o chope (Brahma) de colarinho farto.
Rua dos Andradas, 161, Santa Ifigênia, 222–8600. 11h30/21h (sáb. até 16h; fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: T (só no almoço até 16h). T.: todos (só no almoço até 16h).

Estadão – Programa clássico na madrugada: traçar o famoso sanduíche de pernil do Estadão. O nome vem da época em que o jornal O Estado de S. Paulo funcionava num prédio vizinho, onde estão hoje o Diário de S. Paulo e o Hotel Jaraguá. Taxistas, notígavos e jovens recém–saídos da balada, entre outras figuras da noite, aboletam–se no balcão para pedir o lanche, montado no pão francês e incrementado por molho de cebola, pimentão e tomate. Custa R$ 5,00. Quem estiver preocupado com as calorias pode optar pela versão dita magra, que tem menos gordura.
Viaduto 9 de Julho, 193, centro, 3257–7121, Metrô Anhangabaú. 24 horas. Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. T.: todos. www.estadaolanches.com.br.

Léo – Espécie de sumo pontífice dos botequins paulistanos, o sexagenário endereço da Rua Aurora recebe devotos de todos os cantos da cidade. A peregrinação até o centro tem motivo conhecido: o magnífico chope (Brahma), que sai da torneira coberto por um nobre e espesso creme. Por causa do apertado horário de funcionamento de segunda a sexta, quando fecha às 20h30, a happy hour começa cedo. Outros preferem visitá–lo nas tardes de sábado, dia em que superlota mais ainda. Em ambos os casos, vá preparado para beber em pé na calçada, pois as dezessete mesinhas internas estão sempre cheias. Os venerados bolinhos de bacalhau (R$ 3,50 cada um) entram no cardápio somente às quartas e aos sábados.
Rua Aurora, 100, Santa Ifigênia, 221–0247. 10h45/20h30 (sáb. até 16h; fecha dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. T.: todos (seg. a sex. até 15h). www.barleo.com.br.

Santa Madalena – Numa travessa da Brigadeiro Luís Antônio, ocupa um galpão sem nome na porta, onde durante o dia funciona uma cozinha comercial. A improvisação dá alguma bossa ao ambiente, com mesas e cadeiras desemparelhadas e diversos objetos antigos espalhados pelo salão. No cardápio, massas de fabricação própria como lasanha de bacalhau (R$ 21,00) e ravióli de abóbora na manteiga (R$ 16,00). Para acompanhar, caipirinha de pinga mineira.
Rua Santa Madalena, 27, Bela Vista, 3287–6999. 18h30/1h (fecha de sáb. a seg.). www.pannamontata.com.br.

Terraço Itália – Em busca de romantismo, casais de variadas idades costumam subir até o 42º andar do Edifício Itália. Ali, num salão todo envidraçado, funciona um clássico bar da cidade. O ambiente à meia–luz realça a magnífica vista da cidade, a 160 metros de altura. Prefira ir numa noite clara, quando o campo de visão aumenta significativamente. Enquanto contempla o visual, escolha um drinque clássico, a exemplo do bellini (espumante com suco de pêssego; R$ 18,00).
Avenida Ipiranga, 344, 42º andar, centro, 3257–6566, Metrô República. 15h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. 12h/23h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Entrada: R$ 15,00. Estac. c/manobr. (R$ 12,00). www.terracoitalia.com.br.

Villaggio Café – Fica em frente à Praça Dom Orione, onde é realizada aos domingos a tradicional feira de antiguidades do Bixiga. Seu pequenino palco abriga novos intérpretes da MPB, do samba e da música instrumental – e, eventualmente, alguns medalhões. Artistas como Chico César, Zeca Baleiro e Yamandú Costa apresentaram–se lá no início da carreira. Nos fins de semana, recomenda–se fazer reserva, pois suas 24 mesinhas costumam lotar com freqüência.
Praça Dom Orione, 298, Bela Vista, 3251–3730. 19h/último cliente (dom. 16h/23h; fecha seg.). Cc.: D e M. Cd.: M e R. Couvert art.: R$ 5,00 a R$ 15,00. www.villaggio.com.br.

     
   
 
 
VEJA on-line | Veja São Paulo
copyright © Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados