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EDUCAÇÃO
Aulas
do bem
Escolas
paulistanas já fazem do trabalho
voluntário
uma atividade obrigatória
Valéria
França
Renata Ursaia
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| Estudantes
do Santa Maria: cuidados com a praça |
Ajudar
crianças carentes, participar de mutirões e limpar
a praça do bairro são atividades cada vez mais presentes
na formação do jovem paulistano. Alguns colégios
de prestígio da capital incluíram trabalhos voluntários
e filantrópicos no currículo. Os estudantes são
levados a conhecer favelas, hospitais e asilos. Em Interlagos, por
exemplo, meninos e meninas da pré-escola e da 1ª série
do ensino médio do Colégio Santa Maria cuidam de uma
praça. Com sacos de lixo e luvas, eles recolhem garrafas
plásticas, papel e tudo o mais que pode ser reciclado. Também
providenciam adubo e novas mudas para os canteiros. As ações
não param por aí. Toda semana, durante duas horas,
um grupo de estudantes mais velhos se oferece para tirar as dúvidas
de alunos de colégios públicos da região. "As
escolas paulistanas estão dando um passo importante para
mudar o país", acredita Luis Carlos Menezes, consultor do
MEC para a elaboração dos Parâmetros Curriculares
Nacionais. "É só praticando que se aprende as coisas."
Renata Ursaia
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| Distribuição
de cestas básicas: um dos treze projetos do São Luís |
Na terça-feira passada, às 7 horas da manhã,
na frente do Colégio São Luís, alunos da 1ª
e 2ª séries do ensino médio carregavam animadamente
pesadas cestas básicas para dentro de um ônibus fretado.
A missão era distribuir alimentos numa casa que atende moradores
de rua. Havia no grupo adolescentes que já estavam envolvidos
em outros doze trabalhos, como Felipe Duarte Silva, de 15 anos.
Duas vezes por mês, ele promove a recreação
na ala pediátrica do Hospital do Servidor Público
Municipal. "No início pensei que ficaria deprimido", conta
Felipe, que logo se entusiasmou com a ajuda que proporciona a crianças
enfermas. Sua colega Renata Preturlan dá, há um ano,
aulas de reforço escolar a menores precariamente alfabetizados
da favela do Jardim Britânia, na Rodovia Anhangüera.
"Eles progrediram tanto que agora estão lendo livros por
conta própria", diz Renata.
Renata Ursaia
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| Creche:
obra dos alunos do Waldorf Micael |
Antes
de escolher o campo de atuação, os alunos do Colégio
Waldorf Micael precisam revelar suas habilidades, seja tocar um
instrumento musical, seja fazer malabarismo. Os professores os incentivam
a transmiti-los para pessoas carentes, como as crianças de
uma creche próxima à Granja Viana. A segunda etapa
é aprender a elaborar um projeto social, levantando objetivos,
dificuldades e custos. Em seguida, os estudantes experimentam diferentes
iniciativas solidárias e finalmente escolhem o que querem
fazer. As turmas do ensino médio do Colégio Santa
Clara, na Vila Madalena, têm de cumprir quarenta horas de
atividades comunitárias por ano. Com ações
como essas, eles aprendem que a filantropia é um dever do
cidadão e exige responsabilidade. "A obrigatoriedade das
tarefas é algo positivo", afirma o consultor Menezes. "Trata-se
de uma oportunidade de o jovem conhecer de perto realidades que
estão muito além dos muros do colégio."
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