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28 de abril de 2004
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Fortalezas domésticas

Mercado paulistano de casas
blindadas cresce 20% ao ano

Maurício Moraes

Com os índices de criminalidade nas alturas, um mercado que não pára de crescer é o de segurança privada. Depois da blindagem de automóveis, cujo boom a partir do fim dos anos 90 transformou o país no campeão em veículos com a proteção, agora quem se sente ameaçado – e tem condições financeiras para tanto – está recorrendo à blindagem da própria casa. Segundo dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), já existem na cidade 100 residências com tal característica. Em 2000, eram apenas dez. A estimativa é que o número continue aumentando na proporção de 20% ao ano. Essas fortalezas têm paredes recheadas de concreto, janelas com vidros à prova de balas, portas revestidas de aço e sensores de movimento nas áreas externas. Muitas contam com o chamado quarto do pânico, um cômodo praticamente indevassável onde os moradores se refugiam caso não seja possível conter uma invasão.

Tamanho aparato é muito caro. Um pacote mais simples, que inclui portas blindadas na entrada e nos quartos, reforço nas paredes e alarme, não custa menos de 30 000 reais – sem considerar os vidros à prova de balas, cujo metro quadrado sai em torno de 1 600 reais. Dependendo do tamanho do imóvel e da complexidade do projeto, podem-se gastar até 400.000 reais. Com as modificações escondidas, fica praticamente impossível distinguir se uma casa é blindada ou não. "Muita gente tem a idéia errada de que uma porta revestida de aço é dura como uma porta corta-fogo", afirma Cristiano Vargas, diretor comercial da Vault & Digital, uma das empresas do setor. "Na verdade, ela é apenas um pouco mais pesada que o normal." O investimento altíssimo costuma trazer outro tipo de compensação, além da sensação de tranqüilidade. "Quanto mais sofisticado for o sistema de segurança, menor o preço pago pelo seguro do imóvel", diz Paulo Fernando Marques, proprietário da Bunker Blindagem.

         
 
Nanci Serrão



     
 
 
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