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SEGURANÇA
Fortalezas
domésticas
Mercado
paulistano de casas
blindadas cresce 20% ao ano
Maurício
Moraes
Com
os índices de criminalidade nas alturas, um mercado que não
pára de crescer é o de segurança privada. Depois
da blindagem de automóveis, cujo boom a partir do fim dos
anos 90 transformou o país no campeão em veículos
com a proteção, agora quem se sente ameaçado
e tem condições financeiras para tanto
está recorrendo à blindagem da própria casa.
Segundo dados da Associação Brasileira de Blindagem
(Abrablin), já existem na cidade 100 residências com
tal característica. Em 2000, eram apenas dez. A estimativa
é que o número continue aumentando na proporção
de 20% ao ano. Essas fortalezas têm paredes recheadas de concreto,
janelas com vidros à prova de balas, portas revestidas de
aço e sensores de movimento nas áreas externas. Muitas
contam com o chamado quarto do pânico, um cômodo praticamente
indevassável onde os moradores se refugiam caso não
seja possível conter uma invasão.
Tamanho
aparato é muito caro. Um pacote mais simples, que inclui
portas blindadas na entrada e nos quartos, reforço nas paredes
e alarme, não custa menos de 30 000 reais sem considerar
os vidros à prova de balas, cujo metro quadrado sai em torno
de 1 600 reais. Dependendo do tamanho do imóvel e da complexidade
do projeto, podem-se gastar até 400.000
reais. Com as modificações escondidas, fica praticamente
impossível distinguir se uma casa é blindada ou não.
"Muita gente tem a idéia errada de que uma porta revestida
de aço é dura como uma porta corta-fogo", afirma Cristiano
Vargas, diretor comercial da Vault & Digital, uma das empresas
do setor. "Na verdade, ela é apenas um pouco mais pesada
que o normal." O investimento altíssimo costuma trazer outro
tipo de compensação, além da sensação
de tranqüilidade. "Quanto mais sofisticado for o sistema de
segurança, menor o preço pago pelo seguro do imóvel",
diz Paulo Fernando Marques, proprietário da Bunker Blindagem.
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