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NEGÓCIOS
A
ginástica dos cifrões
Os
professores de educação
física que criam os exercícios
da moda nas academias
Otávio
Canecchio
Oscar Cabral
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| Alvaro
Romano |
Inventou e é dono da patente
Ginástica natural
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O que é
Exercícios que
combinam jiu-jítsu com ioga e lembram os movimentos
de animais |
Número de academias
que utilizam
o método
na cidade
7 |
Valor mensal do licenciamento
350 a 450 reais |
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Saltar
sobre um minitrampolim por uma hora sem parar, fazer movimentos
que misturam jiu-jítsu com ioga e aliviar o stress disparando
socos contra um saco de areia. Além de proporcionar a perda
de calorias, exercícios como esses estão se tornando
para seus criadores um negócio e tanto. Para usar as invenções,
as academias precisam pagar royalties. Quando uma técnica
faz sucesso, transforma-se em uma pequena mina de ouro. Alguns empreendedores
faturam mais de 1 milhão de reais mensais só com a
venda de licenças. E há redes que gastam até
10 000 reais por mês para ter certas modalidades em suas salas
de ginástica. "Quem não dispõe de alguns exercícios
de grife acaba perdendo clientes", diz Valter Mesquita, sócio
do Projeto Acqua, na Vila Olímpia.
Fotos Heudes Regis
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| Luís
Alvares |
Inventou e é dono da patente
Let's boxe
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O que é
Exercícios
baseados nos
fundamentos do boxe
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Número de academias
que utilizam
o método
na cidade
3 |
Valor mensal do licenciamento
1 000 a 2000 reais
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O
número de alunos do Acqua duplicou depois que a academia
implantou uma série de programas licenciados, como a ginástica
natural. Inventada pelo carioca Alvaro Romano na Praia do Arpoador,
no Rio de Janeiro, ela mistura posições do jiu-jítsu
com a técnica de respiração e flexibilidade
da ioga. Em razão da semelhança dos exercícios
com os movimentos de animais, Romano os batizou com nomes de bichos
como tigre, macaco e aranha. Atualmente, sete academias de São
Paulo desembolsam de 350 a 450 reais por mês cada uma para
ter direito ao sistema. "Recebo tantos pedidos que preciso fazer
uma triagem dos lugares", afirma Romano. Outro empreendedor de sucesso
é o professor gaúcho Luís Alvares, que se baseou
em uma experiência de 22 anos como treinador para criar o
let's boxe. Alvares vendeu a idéia a três unidades
da rede Competition, e em algumas turmas ele mesmo dá as
aulas. A principal finalidade é aliviar o stress. "Uso os
fundamentos do boxe para que as pessoas descarreguem a agressividade
nos sacos de areia", explica o professor.
Oscar Cabral
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| Paulo
Akiau |
É dono das patentes
Bodypump,
bodycombat, bodystep, bodybalance, bodyattack, bodyjam,
power pool e RPM |
O que é
Atividades em grupo realizadas com peso, bicicleta
e outros acessórios
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Número de academias
que utilizam o método
na cidade
500 |
Valor mensal do licenciamento
350 a 770 reais
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Inspirada
no método de preparação dos astronautas da
Nasa, a paulistana Cida Conti inventou há dois anos o jump
fit. Segundo ela, a técnica absorve pelo menos 50% do impacto
e ajuda a combater a celulite e a osteoporose. Trata-se de uma série
de exercícios sobre um minitrampolim de 1 metro de diâmetro.
Devidamente patenteada, a aula está em 120 academias da capital.
Cada uma paga de 260 a 420 reais por mês para utilizar o método.
Todos os instrutores recebem um curso de dezoito horas coordenado
por Cida. De três em três meses, as coreografias são
renovadas. Na esteira do sucesso, ela lançou há um
ano o jump fit circuit. Com duas alças de borracha acopladas
ao trampolim, servem para os exercícios localizados. "É
ótimo para fortalecer o tronco e os membros superiores",
diz a inventora.
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| Cida
Conti |
Inventou e é dona das patentes
Jump
fit e jump fit circuit |
O que são
Exercícios
sobre um minitrampolim
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Número de academias
que utilizam o método
na cidade
120
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Valor mensal do licenciamento
260
a 420 reais |
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Há
também quem não crie nada, mas se dê bem importando
técnicas estrangeiras. Sócio na empresa Body Systems,
o paulistano Paulo Akiau conseguiu a concessão para a América
Latina de diversos programas lançados pela escola Les Mills,
da Nova Zelândia. A Body Systems explora a venda de roupas,
mochilas e acessórios da marca. Cerca de 300 000 paulistanos
praticam as aulas de bodycombat, bodypump e outras seis modalidades
licenciadas. Segundo Akiau, os programas só recebem a aprovação
para a comercialização após uma série
de estudos científicos. "Além de ganhar dinheiro,
é importante que esses professores estejam comprometidos
com o nível da ginástica", avalia o consultor em montagem
de academias Fabio Saba. "O desafio é manter a qualidade
com a expansão dos negócios." Neste verão,
a Body Systems lançou a power pool, uma seqüência
de exercícios realizados dentro da piscina. A modalidade
promete ser um novo hit entre os malhadores. E mais uma boa fonte
de lucro para a empresa.
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