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Tempero
da Índia
Evento
traz novidades de um país ainda desconhecido
Adriana
Carranca
Rogério Montenegro
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bailarina Silvana Duarte: apresentação de odissi, uma
das danças clássicas indianas, no Expo Center Norte |
Volta
e meia São Paulo é surpreendida com feiras de
cultura e gastronomia de diferentes nações.
No ano passado, os suíços invadiram a cidade
com uma miniedição do festival de Montreux.
O Canadá já trouxe filmes e feras do hóquei
sobre patins. Em julho, a Liberdade recebeu orientais e curiosos
para o Tanabata Matsuri, tradicional evento do Japão.
Nesta semana é a vez da Índia. De terça
(25) a sábado (29), mais de 200 expositores levarão
para o Expo Center Norte novidades de sua indústria
e comércio, comidas, músicas e danças.
Em São Paulo, há pouca coisa da terra de Gandhi:
dois restaurantes e uma dúzia de pequenas lojas de
roupa e decoração. Assim, a Expo Índia
pode ser uma oportunidade de descobertas.
Com 1 bilhão de habitantes, o país, um dos dez
mais industrializados do mundo, é o segundo no ranking
de fabricantes de softwares e figura entre os maiores produtores
de cinema venceu o Festival de Veneza, com Monsoon
Wedding, que será exibido na Mostra Internacional,
em outubro. Um pouco disso estará nos estandes, entre
equipamentos de tecnologia espacial, tecidos, cosméticos
e jóias. As atrações culturais acontecem
às 19 horas. Poderão ser vistas cinco das sete
danças clássicas da Índia. Em ritmo esfuziante,
a bailarina Patrícia Romano, da filial paulista da
escola Natyalaya, de Kerala, dançará bharathanatyam.
A indiana Ratnabali Adhikari trará canções
hindustânis, mesmo estilo apresentado pelo músico
Krucis com o sitar, instrumento de cordas. Quatro chefs indianos
preparam iguarias de sua milenar cozinha para o bufê
de almoço (18 reais, no Center Norte) e jantar (50
reais, no Hotel Renaissance). "Queremos promover o intercâmbio
entre dois povos tão parecidos e que mal se conhecem",
diz o cônsul-geral da Índia, Deepak Bhojwani.
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