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26 de maio de 2004
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Final feliz

Ameaçado de fechar as portas em 2002,
o Belas Artes reabre todo repaginado

Miguel Barbieri Jr.

 
Fotos Mario Rodrigues
A fachada em dois momentos: agora, depois da reforma, e em julho de 1986 (abaixo)


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Terminou bem a novela do Belas Artes, um dos símbolos do circuito de cinemas da cidade. Após quatro meses fechadas, suas seis salas, famosas na década de 80 pela programação de qualidade, têm reabertura prometida para a próxima sexta (28). Um rápido flashback para quem perdeu as cenas dos últimos capítulos. Em dezembro de 2002, seus freqüentadores foram surpreendidos com a notícia de que o cine da Rua da Consolação esquina com a Avenida Paulista estava com os dias contados devido à falta de público e ao alto valor do aluguel do imóvel (60.000 reais por mês). Pouco tempo depois, André Sturm, dono da Pandora Filmes, assumiu os negócios em parceria com a exibidora Alvorada, a antiga proprietária, e fez pequenos reparos nas instalações. No fim do ano passado, outros protagonistas incrementaram a história. Sturm associou-se aos donos da produtora 02, entre eles o cineasta Fernando Meirelles (Cidade de Deus). Mas a reforma do cinema só se tornou possível com o patrocínio do banco HSBC. Estima-se que tenham sido injetados ali cerca de 2 milhões de reais.


Fotos Mario Rodrigues
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A sala 1 e as novas bilheterias: visual clean e mais conforto

Da fachada aos novos equipamentos de som e ar condicionado, as modificações são notadas nos três andares do prédio. No agora arejado hall de entrada, quatro bilheterias dividem espaço com uma bonbonnière. Não houve mudança na arquitetura das salas nem troca de telas. Seus nomes, que homenageiam artistas brasileiros, também não mudaram. Em compensação, as poltronas (1.040 no total) ficaram mais largas e confortáveis. Além da programação eclética, que vai do blockbuster O Dia Depois de Amanhã ao drama argentino Histórias Mínimas, estão previstos sessões à meia-noite aos sábados e um "noitão" por mês, com exibição de fitas cult até as 6 da manhã. Os que vão de carro passam a dispor de dois estacionamentos conveniados (R$ 5,00, por três horas): o da Avenida Paulista, 2424, e o do número 2303 da própria Consolação. Com tudo isso, na contramão dos complexos instalados nos shoppings centers, o histórico cinema de rua ressuscita e volta a ser um bom endereço de lazer para os paulistanos.

 
A programação das salas do HSBC Belas Artes está na seção Cinemas do Roteiro da Semana.

         
     
 
 
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