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MISTÉRIOS DA CIDADE
Sabe onde fica?
Daniela Toviansky
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Inaugurado em 1988, o Monumento à Imigração
Japonesa é uma homenagem à comunidade de mais
de 1,5 milhão de nipônicos que moram no Brasil. A escultura,
restaurada há dois meses, é composta de quatro grandes
lâminas de concreto em forma de ondas. Elas simbolizam as
diversas gerações de imigrantes que chegaram do Japão,
como a própria artista plástica que assina a obra,
Tomie Ohtake, que veio para cá aos 23 anos, em 1936. O monumento
fica no canteiro central da Avenida 23 de Maio, no Paraíso,
próximo ao Centro Cultural São Paulo.
Lição de desrespeito
Daniela Toviansky
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| Museu da Língua Portuguesa: manutenção
de emergência na Páscoa |
Foram necessários três anos e 36 milhões de
reais para transformar o degradado prédio da Estação
da Luz no mais novo centro cultural da cidade. Instalado em uma
área de 4.333 metros quadrados, o Museu da Língua
Portuguesa é uma espécie de parque de diversões
educativo. Em vez de quadros nas paredes, o museu apresenta mostras
interativas sobre a evolução do idioma, do latim às
gírias do rap. Nada mais justo que esse espaço seja
tratado como um patrimônio de São Paulo. Mas não
é o que está acontecendo. No último fim de
semana, em pleno feriado de Páscoa, ele precisou fechar as
portas. As cerca de 12.000 pessoas que passaram por lá deram
de cara com um papel sulfite colado nas grades informando que o
local estava em manutenção. Já? Pois é.
A culpa é de parte dos freqüentadores. Com pouco mais
de um mês de funcionamento, o museu tem sofrido nas mãos
(e nos pés) de jovens que pisoteiam algumas obras, riscam
as paredes e colam chiclete nos computadores. Um dos principais
alvos é a instalação da encenadora Bia Lessa,
na qual as pessoas puxam (muitas vezes com força desproporcional)
fac-símiles de originais do livro Grande Sertão:
Veredas, de Guimarães Rosa, pendurados no teto.
Cenário da vida real
Borys Duque

É assim... |
Daniela Toviansky

...e ficou assim |
A favela Cangaíba, na Penha (à direita, acima),
serviu de inspiração para o cenário de um curta-metragem
de animação (à direita, abaixo). Com
a técnica stop-motion que filma quadro a quadro cada
um dos movimentos dos bonecos , Batalha: a Guerra do Vinil
narra o conflito de DJs em uma festa de periferia. Para rodar a
trama, foram moldados 285 barracos em miniatura e 28 personagens.
Trinta profissionais estão envolvidos na produção.
Memória paulistana
Hans Gunter Flieg/ Cedida pelo Circolo
Italiano
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Há 95 anos, na casa dos irmãos Vincenzo
e Lionello Berti, um grupo de amigos se reuniu para articular a
criação de um clube. Nascia o Circolo Italiano San
Paolo. A primeira sede, um sobrado da Rua Boa Vista, no centro,
era pequena mas confortável o suficiente para a realização
de bailes e festas. Após quatro mudanças, em 1965
foi inaugurado o espaço que até hoje é utilizado
pelos associados: os dois primeiros andares do Edifício Itália,
na esquina das avenidas Ipiranga e São Luís (a
foto acima, de 1963, mostra sua construção). Foi
lá que ocorreu o jantar em comemoração ao aniversário
do Circolo, no último dia 8.
OLHA ESSA!
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental
(Cetesb) está convocando cobaias para um estudo sobre a poluição
causada por carros que tiveram o motor convertido de gasolina para
álcool ou para o sistema bicombustível. Para participar,
é preciso deixar o veículo durante 24 horas no laboratório
da empresa, que paga 300 reais pela colaboração. Informações,
3030-6788.
Com reportagem de Edison Veiga e Rodrigo Brancatelli
Mande suas sugestões para o e-mail misterios@abril.com.br
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