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26 de abril de 2006
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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

Daniela Toviansky

Inaugurado em 1988, o Monumento à Imigração Japonesa é uma homenagem à comunidade de mais de 1,5 milhão de nipônicos que moram no Brasil. A escultura, restaurada há dois meses, é composta de quatro grandes lâminas de concreto em forma de ondas. Elas simbolizam as diversas gerações de imigrantes que chegaram do Japão, como a própria artista plástica que assina a obra, Tomie Ohtake, que veio para cá aos 23 anos, em 1936. O monumento fica no canteiro central da Avenida 23 de Maio, no Paraíso, próximo ao Centro Cultural São Paulo.

 

Lição de desrespeito

Daniela Toviansky
Museu da Língua Portuguesa: manutenção de emergência na Páscoa


Foram necessários três anos e 36 milhões de reais para transformar o degradado prédio da Estação da Luz no mais novo centro cultural da cidade. Instalado em uma área de 4.333 metros quadrados, o Museu da Língua Portuguesa é uma espécie de parque de diversões educativo. Em vez de quadros nas paredes, o museu apresenta mostras interativas sobre a evolução do idioma, do latim às gírias do rap. Nada mais justo que esse espaço seja tratado como um patrimônio de São Paulo. Mas não é o que está acontecendo. No último fim de semana, em pleno feriado de Páscoa, ele precisou fechar as portas. As cerca de 12.000 pessoas que passaram por lá deram de cara com um papel sulfite colado nas grades informando que o local estava em manutenção. Já? Pois é. A culpa é de parte dos freqüentadores. Com pouco mais de um mês de funcionamento, o museu tem sofrido nas mãos (e nos pés) de jovens que pisoteiam algumas obras, riscam as paredes e colam chiclete nos computadores. Um dos principais alvos é a instalação da encenadora Bia Lessa, na qual as pessoas puxam (muitas vezes com força desproporcional) fac-símiles de originais do livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, pendurados no teto.

 

Cenário da vida real

Borys Duque

É assim...
Daniela Toviansky

...e ficou assim


A favela Cangaíba, na Penha (à direita, acima), serviu de inspiração para o cenário de um curta-metragem de animação (à direita, abaixo). Com a técnica stop-motion – que filma quadro a quadro cada um dos movimentos dos bonecos –, Batalha: a Guerra do Vinil narra o conflito de DJs em uma festa de periferia. Para rodar a trama, foram moldados 285 barracos em miniatura e 28 personagens. Trinta profissionais estão envolvidos na produção.

 

 

Memória paulistana

Hans Gunter Flieg/ Cedida pelo Circolo Italiano

Há 95 anos, na casa dos irmãos Vincenzo e Lionello Berti, um grupo de amigos se reuniu para articular a criação de um clube. Nascia o Circolo Italiano San Paolo. A primeira sede, um sobrado da Rua Boa Vista, no centro, era pequena mas confortável o suficiente para a realização de bailes e festas. Após quatro mudanças, em 1965 foi inaugurado o espaço que até hoje é utilizado pelos associados: os dois primeiros andares do Edifício Itália, na esquina das avenidas Ipiranga e São Luís (a foto acima, de 1963, mostra sua construção). Foi lá que ocorreu o jantar em comemoração ao aniversário do Circolo, no último dia 8.

 

OLHA ESSA!

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) está convocando cobaias para um estudo sobre a poluição causada por carros que tiveram o motor convertido de gasolina para álcool ou para o sistema bicombustível. Para participar, é preciso deixar o veículo durante 24 horas no laboratório da empresa, que paga 300 reais pela colaboração. Informações, 3030-6788.


Com reportagem de Edison Veiga e Rodrigo Brancatelli
Mande suas sugestões para o e-mail misterios@abril.com.br

     
   
 
 
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