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26 de janeiro de 2005
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Fotos Heudes Régis

Flávia Ceccato, dona da Lov.e


A vida útil de uma casa noturna costuma ser curta em São Paulo. Em geral, dura um, dois, três anos no máximo. Na contramão, a Lov.e permanece no auge desde sua inauguração, em 1998. Trata-se, sem dúvida, do mais badalado clube de música eletrônica da cidade. Qual o segredo do sucesso e da longevidade? A empresária e estilista Flávia Ceccato, 33 anos. Seis dias por semana, à tarde e à noite, lá está ela no comando da danceteria que fica na Rua Pequetita, na Vila Olímpia. "Eu gosto mesmo de acompanhar tudo de perto", diz. Nascida em Santos, Flávia freqüentou dois anos de moda na Faculdade Santa Marcelina e concluiu o curso no Senac. Por quase uma década, trabalhou como estilista da Zoomp, na fábrica em Alphaville. Um belo dia, largou o emprego, viajou pela Europa e deu uma esticada de quatro meses na Índia. "Foi nesse período que comecei a gostar de música eletrônica", lembra. Na volta, conheceu o empresário da noite Angelo Leuzzi, com quem se casou um ano depois. Juntos, abriram a B.A.S.E., em 1996, e dois anos mais tarde a Lov.e. Quando o casamento terminou, Flávia assumiu o negócio sozinha. Bem relacionada, já trouxe para tocar alguns dos melhores DJs do mundo, como Laurent Garnier, Sven Väth e Miss Kittin. O clube quase sempre vive entupido de gente – uma média diária de 500 pessoas dançam freneticamente até o sol raiar. Entre uma noitada e outra, ela gosta de bater pernas na Rua 25 de Março. "Aquela desordem tem a minha cara", conta Flávia, que encontra em suas lojas tecidos, acessórios e badulaques que usa para mexer na decoração da Lov.e, templo dos paulistanos que, como ela, amam a noite.

 

Ele cuida das férias de 500 000 paulistanos


Guilherme Paulus, dono da CVC

"Toda vez que vejo na TV aqueles engarrafamentos monstruosos na Imigrantes, penso imediatamente: se esse pessoal tivesse comprado um de meus pacotes, não estaria preso em congestionamentos", dispara Guilherme Paulus, de 55 anos, dono da CVC. De olho principalmente no turismo nacional, esse paulistano (nasceu em Cerro Azul, no Paraná, mas foi registrado aqui) conseguiu transformar sua operadora na maior do país. Só no ano passado, cerca de 500.000 moradores da cidade embarcaram pela CVC para algum lugar do Brasil ou do exterior. "Se não fosse São Paulo, eu não teria chegado tão longe", afirma Paulus, que começou a vida como vendedor e guia turístico de uma agência no centro da cidade. Há 33 anos, ele abriu seu negócio com um sócio. Desde 1976, é o único dono. De administração familiar, a empresa avançou no mercado durante a década de 90 e atualmente fatura cerca de 300 milhões de dólares por ano. Dividido entre suas 26 lojas na Grande São Paulo, ele dorme apenas cinco horas por noite, não gosta de praia e raramente tira férias. Quando volta de alguma viagem, o pouso no Aeroporto de Congonhas desperta seu espírito empreendedor. "Do alto, fico observando a grandeza da cidade e penso em quanta gente ainda tenho para transportar", conta. No mês passado, Paulus iniciou outro grande vôo: conseguiu licença para operar uma companhia aérea.

 

     
   
 
 
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