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25 de dezembro de 2002
GENTE
AS BOAS COMPRAS
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
   

GENTE

WASHINGTON OLIVETTO
publicitário


Renato Chaui


Enquanto o ano começava, ele estava trancafiado num cativeiro no Brooklin. Ficou 53 dias seqüestrado. Parece incrível, mas mesmo assim Olivetto considera 2002 o melhor ano de sua vida. Ele até vai comemorar todo 2 de fevereiro, data em que terminou seu suplício, o que chama de renascimento.
"Eu era libra, agora sou também aquariano; sou Xangô e Iemanjá", diz ele, que reassumiu a direção de criação da agência W/Brasil, da qual é dono, e finalizou o livro sobre o Corinthians, que começou a escrever durante o seqüestro. Com a ajuda da nova orixá e do Timão, vendeu 40 000 cópias de É Preto no Branco, parceria com Nirlando Beirão, que desde o lançamento, em outubro, figura nas listas dos mais vendidos.

 

MARCELO SOMMER
estilista


Claudio Rossi

O disco voador que está na etiqueta de sua marca já diz tudo. A moda de Sommer é uma grande viagem. Reverenciado pela descolândia paulistana por seu estilo lúdico e irreverente, ele firmou parcerias com gente grande. Fez uma série de jeans estilizados para a Levi's, desenhou tênis para a Le Coq Sportif e assinou uma linha de roupas infantis para a Estrela. Graças à sociedade com João Paulo Diniz, ampliou a produção e montou pontos-de-venda por todo o país. "Quase caí do sofá quando vi o pentacampeão Ronaldo na televisão vestindo uma camiseta minha", conta. Mas o principal feito em 2002, para ele, foi ter realizado um sonho antigo: abrir uma loja moderníssima na Rua Augusta.

 

MILÚ VILLELA
presidente do Faça Parte, do Itaú Cultural e do MAM


Fernando Gardinelli


Dona de uma disposição que parece não ter fim, ela teve mais um ano brilhante. Maior acionista individual do Banco Itaú, presidente do Museu de Arte Moderna, do Itaú Cultural e do Instituto Faça Parte Brasil Voluntário, Milú vive correndo de um lado para o outro, com três celulares ligados. "Sou uma escrava da agenda", afirma. Por ter coordenado a campanha brasileira para o Ano Internacional do Voluntário, considerada a melhor entre os 123 países participantes, foi a primeira pessoa da sociedade civil a discursar na assembléia-geral da ONU, em Nova York. "Foi emocionante, me senti em alfa", orgulha-se. Por aqui, ela organizou importantes mostras no MAM, como a de Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, encerrada na semana passada, e reinaugurou, em maio, o Itaú Cultural, na Avenida Paulista, depois de uma reforma de 8 milhões de reais.

 

MARIA RITA MARIANO
cantora

Heudes Regis


Filha da diva Elis Regina, ela é do tipo que dá um passo de cada vez. "Eu sempre me pergunto: será que posso, será que estou pronta para isso?" Aos 25 anos, depois de cursar faculdade de comunicação em Nova York, Maria Rita finalmente se rendeu à vocação para os palcos e brilhou em sua primeira temporada de shows. Ao lado do violonista Chico Pinheiro, ajudou a tornar cult os espetáculos no intimista bar Supremo. Não incluiu Elis no repertório e surpreendeu com voz e estilo próprios. "Sempre tive receio de cair no lugar-comum e ser apenas a cantora filha da cantora", explica. Enquanto prepara seu primeiro CD-solo, arranca elogios da crítica por sua interpretação em Tristessee Voa Bicho, gravada em dueto com Milton Nascimento.

         
     
 
 
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