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25 de agosto de 2004
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Profissão: baladeiro

O antigo rei da noite Angelo Leuzzi volta
à cena paulistana com a boate Exxex

Paula Ungar

Heudes Regis

Leuzzi, no bar de sua nova casa: "Quero despertar a libido das pessoas"


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No início dos anos 80, ele transformou uma lanchonete que vivia às moscas no fervilhante Rose Bom Bom. Ponto de encontro da juventude new wave fã dos grupos ingleses The Cure, The Smiths e Depeche Mode, esse endereço da Rua Oscar Freire, nos Jardins, virou uma lenda na noite paulistana. Depois vieram outros, como o Columbia, o Club B.A.S.E. e a Lov.e, que fizeram (a Lov.e ainda faz) um imenso sucesso. Espécie de midas da vida noturna, o empresário e baladeiro profissional Angelo Leuzzi volta à cena com um novo empreendimento, a boate Exxex, inaugurada no dia 2 no mesmo ponto onde já funcionaram o Jazzy e o Macao, no Itaim Bibi. Correntes, paredes com estampa de oncinha, sofás de vinil e reproduções de fotos com apelo sadomasoquista compõem a decoração, que caiu no gosto de mauricinhos, patricinhas e modernos. O nome é uma brincadeira com as palavras "excesso" e "sexo", em inglês. "Quero despertar a libido das pessoas", afirma Leuzzi, que apelidou o lugar de clubaret, uma mistura de clube com cabaré.

André Schiliró

"Angelo é um homem muito sedutor, e a mulherada adora isso nele. Para me conquistar, mandou flores e batalhou muito."
Claudia Liz, ex-mulher


Angelo Leuzzi morou dois anos no Rio de Janeiro, onde abriu a boate Nova, que abandonou no início de 2004 depois de um desentendimento com os sócios. "Eles queriam apenas ganhar dinheiro, e eu estava mais preocupado em levar para lá um estilo de casa que só se encontra em São Paulo", diz. Caso raro de longevidade no ramo, Leuzzi, de 48 anos, é considerado o primeiro empresário a bancar a vinda de DJs estrangeiros ao Brasil, a levar a música black da periferia para os Jardins e a investir nas batidas eletrônicas. Para muitos, é tido como o criador do termo danceteria. "São pessoas como ele que fazem da noite paulistana uma das melhores do mundo", afirma o produtor de eventos José Victor Oliva, ex-proprietário do Gallery, outra boate que marcou época na cidade.



Rogério Montenegro

"Ele tem um lado galanteador muito forte. Como dá atenção a todo mundo, eu ficava histérica de ciúme."
Flávia Ceccato, ex-namorada e dona da Lov.e


Com pinta de galã, o empresário de 1,90 metro exibe em seu currículo amoroso uma longa lista de beldades. No auge do Rose Bom Bom, casou-se com a modelo Claudia Liz. Ele tinha 29 anos. Ela, 16. Viveram juntos por dez anos e têm um filho, Lucca, de 11. "O Angelo é um homem muito sedutor, e a mulherada adora isso nele", derrete-se Claudia. "Para me conquistar, mandou flores, batalhou muito." Mais tarde, Leuzzi namorou a atriz Alexia Deschamps e a modelo Monique Evans. "Ele tem um lado galanteador muito forte. Como dá atenção a todo mundo, eu ficava histérica de ciúmes", lembra Flávia Ceccato, ex-namorada que o ajudou a montar a Lov.e, discoteca que ela comanda até hoje e que trouxe para cá o chamado estilo lounge. Apesar dos mais de vinte anos à frente de tantos lugares que deram certo, Leuzzi garante que não enriqueceu. "Não tenho tempo nem dinheiro para curtir meus hobbies, que são moto e carro", diz ele, que já foi vice-campeão paulista de motovelocidade. "Mas prefiro lavar copo no bar e dar uma de DJ a ter de cuidar da parte financeira ou administrativa dos meus empreendimentos."

 

Mais de vinte anos de sucessos

Carlos Fenerich
O Rose Bom Bom surgiu em 1982, quando Leuzzi aumentou o som de sua lanchonete nos Jardins e passou a receber a juventude new wave que curtia grupos ingleses como The Cure, The Smiths e Depeche Mode

Megacasa com espaço para danceteria, teatro e restaurante, o Columbia, no início dos anos 90, congestionava a esquina das ruas Estados Unidos e Augusta R. Assim/Angular

Antonio Milena

O B.A.S.E. foi a primeira casa de grande porte a investir no tecno, em 1996. Antes que surgisse, o gênero era restrito a um pequeno grupo de fãs, os clubbers


Com decoração kitsch, a Lov.e é desde 1998 um dos lugares mais freqüentados por jovens modernos e descolados. Foi pioneira na cidade em criar o "conceito lounge" em sua área vip Ana Lima

     
   
 
 
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