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25 de fevereiro de 2004
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Escola de brincadeiras

Para estimular os bebês, pais recorrem
a aulas de música, ioga e ginástica

Lúcia Monteiro

 
Fotos Alexandre Schneider
Leonardo, de 10 meses, na Gymboree: 45 minutos de música e desafios

Sentadas em círculo, oito mães mexem os braços e as pernas de seus filhos, com idade entre 6 meses e 1 ano. Uma pedagoga ensina cantigas, brincadeiras e exercícios que lembram ginástica. As mães imitam com seus bebês os movimentos que a orientadora faz com o palhaço de pano Gymbo, mascote da turminha. Em seguida, eles enfrentam desafios, como engatinhar por dentro de um túnel e passar pelo escorregador. O ponto alto da aula é a hora do chamado pára-quedas: sobre uma lona, as criancinhas giram de um lado para o outro. No fim, o palhaço se despede e vai para dentro do armário – poucos resistem a comprar um boneco igual na saída, apesar do preço (150 reais). Também estão à venda bolas, chocalhos e outros objetos usados pela escola Gymboree, no Morumbi. Aberta há três anos, essa é a primeira filial paulistana de uma rede americana que desde os anos 70 oferece atividades para crianças, do primeiro mês até os 5 anos. Não se trata de berçário, creche ou pré-escola, já que a presença dos pais ou da babá é obrigatória. É, digamos, uma escola de brincadeiras. As aulas duram 45 minutos, custam 45 reais e são divididas de acordo com a idade.

 

A hora do "pára-quedas": o ponto alto da aula

"Nosso objetivo é contribuir para o desenvolvimento físico, psicológico e social da criança", explica Angela Moreira De Mireles, representante brasileira da Gymboree. "Para isso, usamos estímulos visuais, táteis, sonoros e emocionais." Angela e uma equipe de pedagogas respeitam o ritmo dos alunos, mas a convivência às vezes faz com que andem ou falem mais rápido. As mães comemoram quando os exercícios praticados na aula aceleram o desenvolvimento deles. "Meu filho Leonardo aprendeu a engatinhar e a sentar aqui", conta orgulhosa a fonoaudióloga Adriana Andrade. Depois de cinco meses de curso, ele já está prestes a ensaiar os primeiros passos. "A vantagem desse espaço é que podemos brincar com os bebês à vontade, sem preocupação com quinas de móveis." Até o início de março, mais duas unidades da escola serão abertas, em Moema e em Alphaville.

Oliver, de 2 anos: na recém-aberta Steps Baby Lounge

Com a mesma proposta da Gymboree, começou a funcionar no início de fevereiro a Steps Baby Lounge, na Vila Olímpia. Em vez do palhaço Gymbo, a mascote é o macaco Keko. "Fico mais tranqüila sabendo que meu filho está fazendo movimentos com uma orientação", afirma a enfermeira Christina Jun Sugo, que se divertiu ali com seus três filhos: Oliver, Alan e Lina. O cardápio de atividades da Baby Lounge inclui ioga a partir dos 2 anos. "É excelente para ativar a atenção, a concentração e a criatividade", afirma o professor Vanderlei de Oliveira Júnior. Para não estressar as crianças, ele aconselha que façam no máximo duas aulas por semana. A psicanalista Neyla Regina Ferreira França, especializada na área infantil, recomenda aos pais que levam os pequenos a escolas como essas que evitem exageros. Os bebês também precisam ficar em casa, onde principalmente os mais novos se sentem mais seguros. "A ânsia pelo desenvolvimento e o excesso de estímulos podem tornar as crianças hiperativas", diz ela. "Mas não é legal deixar o filho parado na frente da televisão." O importante é que predomine o bom senso.

 
Gymboree. Rua Edward Joseph, 47, loja 3, Morumbi,
3501-5898. www.gymboree.com.br.
Steps Baby Lounge. Rua Professor Vahia de Abreu, 285, Vila Olímpia, 3846-8795.

 

         
     
 
 
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