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25 de janeiro de 2006
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SÃO PAULO 452 ANOS

...77 variações climáticas
em um mesmo momento

De acordo com um estudo da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, a capital chega a registrar, em um mesmo momento, 77 variações climáticas no seu território. Isso quer dizer que, dependendo de onde você esteja, os termômetros podem variar em até 10 graus. Veja abaixo quais são os bairros mais quentes e os mais frios de São Paulo.

 

...um prefeito e um governador presidenciáveis

 

Lalo de Almeida/Folha Imagem

Uma administração bem avaliada à frente da cidade ou do estado de São Paulo credencia qualquer político a sonhar em ser candidato a presidente da República. Raras vezes, no entanto, viu-se uma situação como a atual, em que tanto o prefeito José Serra quanto o governador Geraldo Alckmin aparecem como possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. E com boas chances de vitória. Segundo a última pesquisa do instituto Datafolha, divulgada em dezembro, Serra venceria Lula com 50% dos votos contra 36% em um eventual segundo turno. No caso de Alckmin, o levantamento aponta empate técnico (41% para o atual presidente contra 40% para o governador tucano). A escolha de qual dos dois será o candidato do PSDB promete. Alckmin anunciou que vai deixar seu cargo até o dia 1º de abril para dedicar-se à campanha. Já Serra – que havia garantido cumprir integralmente seu mandato – conta com o bom desempenho nas pesquisas de opinião para firmar-se como a melhor opção do partido para derrotar Lula.

 

...um samba que só acaba quando a vela apaga

 
Fotos Valeria Gonçalves/AE

Comparado aos sambinhas tradicionais, sempre cheios de requebros, paqueras e cervejas, o Samba da Vela, que acontece todas as segundas-feiras na Casa de Cultura de Santo Amaro, parece até culto religioso. Em volta de uma mesa com uma vela no centro, músicos portam instrumentos variados e alguns livrinhos. Neles, em vez de rezas, estão impressas as letras inéditas que vão ser cantadas pelas duas horas seguintes, tempo médio de duração da tal vela, acesa por volta das 20h30. A roda é formada há cinco anos e meio. Começou informalmente, quando os músicos Magnu Sousá e Maurílio de Oliveira, do tradicional Quinteto em Branco e Preto, e os amigos Paqüera e Chapinha se encontraram num boteco da Zona Sul, onde passaram a tocar no improviso as composições de cada um. Não havia hora para acabar. O repertório não estava nem na metade e já eram 5 da manhã. Eles decidiram então tornar a reunião semanal e, para não mais perder a hora de voltar para casa, adotaram a chama como "relógio". O grupo, que sugere 2 reais como entrada, recebe atualmente 300 pessoas por semana.

 

     
   
 
 
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