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A OPINIÃO DO LEITOR
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"É
motivo de imensa satisfação falar sobre Trancoso,
onde passei várias férias e fiz muitos amigos.
Achei louvável a vida de quem possui imóveis no
Terravista. Infelizmente, não posso fazer parte do grupo
de proprietários de casas desse charmoso condomínio.
Haja dinheiro!"
Aurelino de J. Lima |
Trancoso
Trancoso é apenas reedição
do Guarujá, de Juqueí, de Angra dos Reis e de Búzios,
lugares outrora paradisíacos que, ocupados predatoriamente
pelos ricos, se transformaram em latrinas rodeadas por favelas ("O
point hippie-chique dos paulistanos", 18 de janeiro).
Ilan Rubinsteinn
Rodoanel
Parabéns à jornalista Sandra
Soares pela brilhante reportagem "Vamos terminar o Rodoanel" (18
de janeiro). Os membros das ONGs estão preocupados com algumas
centenas de árvores que devem ser cortadas, mas se esquecem
das milhares de toneladas de gás carbônico que são
jogadas diariamente na atmosfera pelos veículos que passam
por São Paulo. O que se perderá com a obra é
pouco em contrapartida aos benefícios que ela trará.
Todas as grandes capitais do mundo têm um anel viário
para desafogar o trânsito.
Daniel dos Santos
Nascentes foram extintas no trecho oeste já
construído. Além disso, a urbanização
sem planejamento avança na região. A execução
dessa megaobra deve ser debatida, sim, pois muito além da
questão trânsito versus meio ambiente estamos decidindo
que tipo de cidade deixaremos aos próximos.
Priscila Zambrini
Eu gostaria que o Ministério Público
Federal considerasse a hipótese de fazer um estudo sobre
o impacto que a falta da continuidade das obras do Rodoanel provoca
na estrada onde moro, a SP-23, na cidade de Mairiporã. Apesar
de não pertencermos a nenhuma tribo indígena, sermos
em um número bem maior que 280 e estarmos a menos de 1 quilômetro
da chamada zona de impacto, acho que merecemos consideração.
A SP-23 é uma rodovia de pista simples que, em alguns trechos,
nem possui acostamento. Ela é percurso obrigatório
para que nossas crianças cheguem à escola. A cada
dia assistimos a acidentes, a maioria com vítimas.
Cristina Savian
O Ministério Público defende
os cidadãos e age pautado pela lei. Se Vejinha não
concorda com as leis, deveria se dirigir aos poderes que as estabelecem.
Apesar dos evidentes benefícios do Rodoanel, como cidadão
quero que se respeitem os trâmites legais.
Marc Marteen
Eu não sabia do andamento do Rodoanel
e agradeço à revista por me colocar em dia sobre esse
assunto. Sou usuária diária do trecho para Perus e
acho que a obra foi uma das melhores feitas por São Paulo.
Graça Oliveira Pires
O subtítulo "Picuinhas ambientais atrasam
o início de novos trechos da obra" me causou indignação
e desconforto. Fica a impressão de que as ONGs atrasam o
desenvolvimento da cidade. Preservar o meio ambiente é fundamental
para termos qualidade de vida, além de ser um exercício
de cidadania.
Alecsander Campos Kavaguchi
Acompanhamos a publicação da
matéria e sua repercussão no site de Vejinha.
Diante disso, gostaríamos de nos colocar à disposição
para esclarecer as várias questões que preocupam o
movimento ambientalista nesse projeto. Temos acompanhado o caso
de perto e preparamos um dossiê. As grandes obras que geraram
impacto negativo foram feitas dessa maneira, com a mesma pressão
com que o governo está tentando acelerar o ritmo de licenciamento,
sem respeitar os moldes que servem para todas as outras pessoas.
Faltam estudos de alternativas. Da forma como está, o projeto
entra em um programa político parecendo meta de eleição,
e não um compromisso de garantir qualidade de vida à
população.
Mario Mantovani, Cesar Pegoraro e Ana Ligia Scachetti
Fundação SOS Mata Atlântica
Trabalho como dentista no Pico do Jaraguá
e posso afirmar que o trecho oeste do Rodoanel em nada interfere
na vida das duas aldeias. A questão do embargo e dos danos
ambientais se refere ao trecho sul, na região de Parelheiros,
onde existem duas aldeias provavelmente ameaçadas pelas obras.
Juliano de Lima Ribeiro
Sim, vamos terminar o Rodoanel. Mas é
preciso respeitar a legislação ambiental, sob a pena
de haver desnecessários custos adicionais para a sociedade.
O trecho oeste foi construído e liberado ao tráfego
pesado sem a observância da legislação que impõe
limite de ruído. O Rodoanel destruiu a vida de milhares de
pessoas que já residiam no local escolhido para a implantação
das pistas. Todos têm conhecimento dessa ilegalidade e da
situação de insalubridade vivida pelas pessoas que
moram no seu entorno. A Dersa, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente,
o Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental e
até o governador foram oportunamente comunicados, inúmeras
vezes, por meio de correspondências protocoladas, sem nenhuma
resposta ou manifestação.
Rafaella Napolitano
Li a reportagem com revolta. Ibama, Funai,
ONGs e Ministério Público interferem em favor da suposta
causa verde e prejudicam a vida de milhões de paulistas e
paulistanos com suas exigências descabidas. Minha sugestão:
peite essa gente, governador Alckmin!
Rubens Salvador Valneiros
Tenho empresa em Embu e moro em São
Paulo há doze anos. Antes do Rodoanel, eu enfrentava diariamente
congestionamento de caminhões na BR-116, na entrada de Taboão
da Serra. Após a liberação do trecho oeste,
a quantidade de caminhões diminuiu em mais de 80%, o que
resultou em ganho de tempo, qualidade de vida e melhor conservação
do asfalto local. É uma obra inevitável que só
trará benefícios à cidade. Sem ela o país
perde.
Anderson Segalla
Ivan Angelo
Agradeço a possibilidade de ler a crônica
"Abandonados" (18 de janeiro). Farei esse texto correr na empresa
e comentarei com amigos. Serei uma espécie de eco do desabafo
de Ivan Angelo. Tenho uma filha que trincou o pé na mesma
região e condição da amiga dele.
Neide Machado Pimentel Dell Acqua
Há muito tempo tenho observado que
o investimento que o cidadão faz na cidade, por meio do pagamento
do IPTU, não é suficiente para eliminar situações
delicadas, como as enfrentadas pelos amigos de Ivan Angelo. Cada
um tem de fazer a sua parte. O munícipe, pagando seus impostos
e não jogando lixo nas ruas, bueiros e rios. O governo, aplicando
os recursos para os fins a que se destinam.
Tania Derisio
Cumprimento Ivan Angelo pelo brilhantismo
da crônica. Eu me incluo entre os milhares de indignados com
o descaso com que são tratados os bens públicos. Realmente
sabemos contra quem devemos requerer a reposição dos
nossos prejuízos, só que estamos desiludidos e cansados
demais para fazê-lo.
Regiane Cavalcanti
Em 2004, ao atravessar a Alameda Lorena, levei
um senhor tombo. Meu joelho esquerdo foi moído. Após
várias cirurgias e tratamentos, vivo à base de aplicações
de um remédio suíço a cada seis meses e de
várias sessões de fisioterapia. Sei que não
sou a única, pois canso de ver pessoas de muleta e de bengala.
Eunice Abreu de Araujo Goes
Aqui em Mogi das Cruzes, ando olhando para
o chão a fim de não cair mais e ficar com cicatrizes.
Quando vou a São Paulo, faço o mesmo. Onde será
que podemos andar despreocupadamente?
Maria Conceição Stigliani
Roteiro da Semana
É impressionante o alcance de Veja
São Paulo na cidade de Santos. Durante a semana, todos
os clientes nos parabenizaram pela crítica gastronômica
de Arnaldo Lorençato sobre o restaurante La Recoleta (Litoral,
18 de janeiro).
Jorge Nunes Serôdio
Dez motivos para...
Em nome da Federação Paulista
de Golfe e do FPG Golf Center, gostaria de parabenizá-los
pela reportagem "Dez motivos para matricular seu filho em um curso
de férias" (18 de janeiro), que destacou o curso gratuito
de golfe como opção para crianças. Nosso interesse
sempre foi o de popularizar o esporte.
Marcio Melo
Walcyr Carrasco
Muito sensível e reveladora a crônica
"Ciclos" (11 de janeiro). Quando somos jovens, as manifestações
de amizade e os momentos felizes parecem eternos.
Rita Fonseca
Ao contrário de Walcyr Carrasco, aprendi
a andar de bicicleta quando menina, mas vi que havia esquecido quando
cheguei ao Japão. Experimentei guiar uma bicicleta, mas nem
consegui coordenar sua simples engrenagem. Já viu uma pessoa
esquecer como anda de bicicleta? Às vezes é assim,
a gente precisa aprender de novo.
Neide Hayama
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