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MISTÉRIOS DA CIDADE
Sabe onde fica?
Eduardo Svezia
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Inspirada pela beleza das fontes romanas depois de uma temporada
na Itália, a artista plástica Terezinha Fontana dos
Reis resolveu caprichar no jardim de sua casa, no Alto de Pinheiros.
Quem passa pela Praça Conde de Barcelos logo vê o chafariz
da foto acima, esculpido em cimento e pó tonalizante. Outras
peças fazem companhia para a moça com guarda-chuva:
dois rapazes que escalam a fachada, uma garota que lê histórias
para duas crianças e uma cadeira, no formato de uma vovó,
que envolve com braços de pano quem nela se senta.
Biblioteca postiça
Germano Luders
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Acredite: há muita gente que compra livro por metro para
decorar a casa. No sebo O Belo Artístico (
3088-1581), o metro custa entre 150 e 200 reais, conforme a aparência
dos volumes. Já no tradicional Sebo do Messias (
3104-7111), sai por 100 reais. "Dias atrás vendi 8 metros
para um escritório de advocacia que queria impressionar a
clientela", diz o proprietário Antônio Messias Coelho.
Cada metro corresponde a cerca de vinte exemplares.
Portas abertas, público presente
Divulgação
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O número de visitantes do Museu da Casa
Brasileira (Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705,
3032-3727) quintuplicou nos últimos três anos. Especializado
em arquitetura e design, o MCB recebeu 106 000 pessoas no ano passado,
um quarto do número de visitantes, por exemplo, da Pinacoteca.
Abrir completamente os portões durante o dia (eles ficavam
semicerrados), aumentar a quantidade de exposições
e realizar um maior número de cursos foram as soluções
encontradas para atrair mais freqüentadores.
Vamos terminar o Rodoanel
Mario Rodrigues
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A audiência pública sobre a construção
do esperado trecho sul do Rodoanel, que havia sido cancelada pela
Justiça Federal a pedido do Ministério Público,
foi remarcada para quinta-feira (26), às 17 horas, no Esporte
Clube Banespa (Avenida Santo Amaro, 5355, Brooklin). Só após
essa reunião, que discutirá os supostos impactos ambientais
da obra, a licitação finalmente poderá ser
tocada. Os promotores alegavam que o encontro deveria ser suspenso
até que fosse apresentada uma avaliação da
influência do trecho oeste do anel viário, inaugurado
em 2002, sobre 280 índios do Pico do Jaraguá. Na última
semana, a Justiça autorizou o governo a entregar o documento
mais tarde.
Memória paulistana
Acervo Fundação Telefônica
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Durante décadas, desde que a telefonia
comercial começou a funcionar em São Paulo, em 1884,
era impossível fazer uma ligação sem passar
por uma telefonista. Os paulistanos tinham de acionar a manivela
do telefone e, em seguida, informar o número que desejavam
chamar, composto de três ou quatro algarismos. Mais tarde,
desapareceu a manivela mas o serviço ainda continuou
manual. A foto ao lado foi tirada em 1928, ano em que se instalaram
as primeiras estações automáticas. Aos poucos,
as telefonistas foram rareando, até que, em 1965, sumiram
dos quadros de funcionários da então Companhia Telefônica
Brasileira em São Paulo.
Como surgiu este
nome?
Esta
congestionada avenida da região de Pinheiros é uma
homenagem ao engenheiro militar Antônio Pereira Rebouças
Filho. Nascido em Cachoeira, na Bahia, em 1839, graduou-se em ciências
físicas e matemáticas pela antiga Escola Militar.
Após uma temporada de estudos na Europa, especializou-se
em construção de estradas de ferro e portos marítimos.
Entre suas principais obras estão as ferrovias CampinasRio
Claro e CuritibaParanaguá. Negro, era irmão
do também engenheiro André Rebouças, que teve
intensa participação no movimento abolicionista e
hoje dá nome ao túnel Rebouças, no Rio de Janeiro.
Menos folga na prefeitura
Até julho de 2005, os funcionários
públicos municipais podiam justificar licenças de
um a sete dias com um atestado médico emitido por qualquer
profissional. Era uma festa. O prefeito José Serra baixou
um decreto obrigando que, em caso de mais de três dias de
afastamento, o funcionário passe pela perícia da prefeitura.
Resultado: despencou espetacularmente a quantidade de "doentes",
como se vê neste gráfico:
Fonte: Secretaria Muicipal de Gestão
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Vem aí o Ano do Cachorro
Germano Luders
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A comunidade chinesa em São Paulo é
composta de cerca de 180 000 pessoas. Apesar de os primeiros imigrantes
terem chegado ao Brasil em 1812, até agora seu réveillon
nunca havia sido celebrado por aqui. Na semana passada, uma comitiva
desfilou pela Avenida Paulista para convidar os paulistanos a comemorar
a entrada no Ano do Cachorro (que ocorrerá no próximo
dia 29). Figuras de dragões e leões vão tomar
a Praça da Liberdade a partir das 12 horas do sábado
(28). A celebração se estende também pelo domingo.
Exposição com roupas das 56 etnias da China, demonstração
de artes marciais e barracas com pratos típicos serão
algumas das atrações.
Com reportagem de Edison Veiga
e Sandra Soares
Mande suas sugestões para o e-mail misterios@abril.com.br
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