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25 de janeiro de 2006
ESPECIAL
Portal Veja São Paulo
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MISTÉRIOS DA CIDADE
TERRAÇO PAULISTANO
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
  

MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

Eduardo Svezia


Inspirada pela beleza das fontes romanas depois de uma temporada na Itália, a artista plástica Terezinha Fontana dos Reis resolveu caprichar no jardim de sua casa, no Alto de Pinheiros. Quem passa pela Praça Conde de Barcelos logo vê o chafariz da foto acima, esculpido em cimento e pó tonalizante. Outras peças fazem companhia para a moça com guarda-chuva: dois rapazes que escalam a fachada, uma garota que lê histórias para duas crianças e uma cadeira, no formato de uma vovó, que envolve com braços de pano quem nela se senta.

 

Biblioteca postiça

Germano Luders


Acredite: há muita gente que compra livro por metro para decorar a casa. No sebo O Belo Artístico ( 3088-1581), o metro custa entre 150 e 200 reais, conforme a aparência dos volumes. Já no tradicional Sebo do Messias ( 3104-7111), sai por 100 reais. "Dias atrás vendi 8 metros para um escritório de advocacia que queria impressionar a clientela", diz o proprietário Antônio Messias Coelho. Cada metro corresponde a cerca de vinte exemplares.

 

Portas abertas, público presente

Divulgação

O número de visitantes do Museu da Casa Brasileira (Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, 3032-3727) quintuplicou nos últimos três anos. Especializado em arquitetura e design, o MCB recebeu 106 000 pessoas no ano passado, um quarto do número de visitantes, por exemplo, da Pinacoteca. Abrir completamente os portões durante o dia (eles ficavam semicerrados), aumentar a quantidade de exposições e realizar um maior número de cursos foram as soluções encontradas para atrair mais freqüentadores.

 

Vamos terminar o Rodoanel

Mario Rodrigues


A audiência pública sobre a construção do esperado trecho sul do Rodoanel, que havia sido cancelada pela Justiça Federal a pedido do Ministério Público, foi remarcada para quinta-feira (26), às 17 horas, no Esporte Clube Banespa (Avenida Santo Amaro, 5355, Brooklin). Só após essa reunião, que discutirá os supostos impactos ambientais da obra, a licitação finalmente poderá ser tocada. Os promotores alegavam que o encontro deveria ser suspenso até que fosse apresentada uma avaliação da influência do trecho oeste do anel viário, inaugurado em 2002, sobre 280 índios do Pico do Jaraguá. Na última semana, a Justiça autorizou o governo a entregar o documento mais tarde.

 

Memória paulistana

 

Acervo Fundação Telefônica

Durante décadas, desde que a telefonia comercial começou a funcionar em São Paulo, em 1884, era impossível fazer uma ligação sem passar por uma telefonista. Os paulistanos tinham de acionar a manivela do telefone e, em seguida, informar o número que desejavam chamar, composto de três ou quatro algarismos. Mais tarde, desapareceu a manivela – mas o serviço ainda continuou manual. A foto ao lado foi tirada em 1928, ano em que se instalaram as primeiras estações automáticas. Aos poucos, as telefonistas foram rareando, até que, em 1965, sumiram dos quadros de funcionários da então Companhia Telefônica Brasileira em São Paulo.

 

Como surgiu este nome?

Esta congestionada avenida da região de Pinheiros é uma homenagem ao engenheiro militar Antônio Pereira Rebouças Filho. Nascido em Cachoeira, na Bahia, em 1839, graduou-se em ciências físicas e matemáticas pela antiga Escola Militar. Após uma temporada de estudos na Europa, especializou-se em construção de estradas de ferro e portos marítimos. Entre suas principais obras estão as ferrovias Campinas–Rio Claro e Curitiba–Paranaguá. Negro, era irmão do também engenheiro André Rebouças, que teve intensa participação no movimento abolicionista e hoje dá nome ao túnel Rebouças, no Rio de Janeiro.

 

Menos folga na prefeitura

Até julho de 2005, os funcionários públicos municipais podiam justificar licenças de um a sete dias com um atestado médico emitido por qualquer profissional. Era uma festa. O prefeito José Serra baixou um decreto obrigando que, em caso de mais de três dias de afastamento, o funcionário passe pela perícia da prefeitura. Resultado: despencou espetacularmente a quantidade de "doentes", como se vê neste gráfico:

 


Fonte: Secretaria Muicipal de Gestão

 

Vem aí o Ano do Cachorro

Germano Luders

A comunidade chinesa em São Paulo é composta de cerca de 180 000 pessoas. Apesar de os primeiros imigrantes terem chegado ao Brasil em 1812, até agora seu réveillon nunca havia sido celebrado por aqui. Na semana passada, uma comitiva desfilou pela Avenida Paulista para convidar os paulistanos a comemorar a entrada no Ano do Cachorro (que ocorrerá no próximo dia 29). Figuras de dragões e leões vão tomar a Praça da Liberdade a partir das 12 horas do sábado (28). A celebração se estende também pelo domingo. Exposição com roupas das 56 etnias da China, demonstração de artes marciais e barracas com pratos típicos serão algumas das atrações.

 

Com reportagem de Edison Veiga e Sandra Soares
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