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25 de janeiro de 2006
ESPECIAL
Portal Veja São Paulo
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TERRAÇO PAULISTANO
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
  

SÃO PAULO 452 ANOS

O que só São Paulo tem...

...um autor que coloca a cidade no horário nobre

 

Lailson Santos

Quem assiste à novela Belíssima, da Rede Globo, vê cenas da Avenida Paulista, Vale do Anhangabaú, Rua 25 de Março, Parque do Ibirapuera... Atores como Glória Pires, Cláudia Abreu, Tony Ramos e Reynaldo Gianecchini recheiam suas falas com referências à Sala São Paulo, à Hípica Paulista ou ao Mercado Municipal, além de gírias locais – a cada três palavras do mecânico vivido por Gianecchini, duas são "é nóis". Tudo graças ao autor Silvio de Abreu. Paulistano da Liberdade, ele leva para a telinha (ou seja, para mais de 30 milhões de telespectadores do Brasil inteiro) o cotidiano que vivencia. Já ambientou por aqui os sucessos Guerra dos Sexos, Rainha da Sucata, Deus nos Acuda, A Próxima Vítima e Torre de Babel. Para escrever sobre São Paulo, o noveleiro diz que é necessário não só conhecê-la bem, mas gostar da cidade. E também entender seus defeitos, como o trânsito caótico, os buracos nas ruas, a violência, a falta de segurança e os pedintes nos sinais. "É preciso, principalmente, gostar e compreender o jeito simpático e reservado de seus habitantes", diz o autor.

 

...uma rua para cada
planeta do sistema solar

 

...Portinari, Cézanne e Picasso no porão do Masp

Renata Ursaia

Rochedos em L'Estaque, de Cézanne: escondido


Nenhum museu da América Latina tem um acervo tão imbatível quanto o do Masp. Ou melhor, nenhum museu da América Latina pode se dar ao luxo de deixar em seu porão, a chamada reserva técnica, quadros como os dos brasileiros Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Anita Malfatti. Entre os estrangeiros, também há, devidamente guardados, trabalhos do francês Paul Cézanne, dos espanhóis Pablo Picasso e Francisco de Goya e dos holandeses Van Gogh e Rembrandt, para citar alguns. As 7 000 peças ficam num cofre com 600 metros quadrados de área e temperatura entre 20 e 22 graus. Além da localização, mantida sob sigilo pelo museu, a segurança dessas preciosidades é garantida por portas de aço e paredes de concreto. O Masp deixa uma média de 1.000 obras em exposição. "Revezamos as peças para evitar que elas sejam danificadas, por exemplo, por excesso de exposição à luz", explica Eunice Moraes Sophia, coordenadora do acervo técnico do Masp.

 

...23 salas de cinemas
na mesma avenida

Para quem apostava que os cinemas de rua estavam com os dias contados, a Avenida Paulista reserva boas novidades. Hoje funcionam ali 23 salas de exibição. Nos quarteirões entre a Avenida Brigadeiro Luís Antônio e a Alameda Campinas ficam os antigos Top Cine e Gemini, voltados principalmente aos clássicos europeus e às reprises, e o Reserva Cultural, inaugurado em junho, um mix bacana de cinema de arte, restaurante e boulangerie. Na fervilhante esquina da Rua Augusta estão o multiplex Bristol (dentro do Center 3) e suas produções de Hollywood e o Cine Bombril (no Conjunto Nacional), que passou em outubro por uma repaginação nota 10. Na viradinha da Rua da Consolação, o HSBC Belas Artes, antes ameaçado de fechar as portas, hoje atende a clientela cativa com uma programação eclética. Tinindo, esses espaços agora recebem nada menos que 120 000 pessoas por mês.

 

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