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SÃO PAULO 452 ANOS
O que só São Paulo tem...
...um autor que coloca a cidade no horário
nobre
Lailson Santos
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Quem assiste à novela Belíssima,
da Rede Globo, vê cenas da Avenida Paulista, Vale do Anhangabaú,
Rua 25 de Março, Parque do Ibirapuera... Atores como Glória
Pires, Cláudia Abreu, Tony Ramos e Reynaldo Gianecchini recheiam
suas falas com referências à Sala São Paulo,
à Hípica Paulista ou ao Mercado Municipal, além
de gírias locais a cada três palavras do mecânico
vivido por Gianecchini, duas são "é nóis".
Tudo graças ao autor Silvio de Abreu. Paulistano da
Liberdade, ele leva para a telinha (ou seja, para mais de 30 milhões
de telespectadores do Brasil inteiro) o cotidiano que vivencia.
Já ambientou por aqui os sucessos Guerra dos Sexos, Rainha
da Sucata, Deus nos Acuda, A Próxima Vítima e
Torre de Babel. Para escrever sobre São Paulo, o noveleiro
diz que é necessário não só conhecê-la
bem, mas gostar da cidade. E também entender seus defeitos,
como o trânsito caótico, os buracos nas ruas, a violência,
a falta de segurança e os pedintes nos sinais. "É
preciso, principalmente, gostar e compreender o jeito simpático
e reservado de seus habitantes", diz o autor.
...uma rua para cada
planeta do sistema solar
...Portinari, Cézanne e Picasso no
porão do Masp
Renata Ursaia
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Rochedos em L'Estaque,
de Cézanne: escondido
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Nenhum museu da América Latina tem um acervo tão imbatível
quanto o do Masp. Ou melhor, nenhum museu da América Latina
pode se dar ao luxo de deixar em seu porão, a chamada reserva
técnica, quadros como os dos brasileiros Cândido Portinari,
Di Cavalcanti e Anita Malfatti. Entre os estrangeiros, também
há, devidamente guardados, trabalhos do francês Paul
Cézanne, dos espanhóis Pablo Picasso e Francisco de
Goya e dos holandeses Van Gogh e Rembrandt, para citar alguns. As
7 000 peças ficam num cofre com 600 metros quadrados de área
e temperatura entre 20 e 22 graus. Além da localização,
mantida sob sigilo pelo museu, a segurança dessas preciosidades
é garantida por portas de aço e paredes de concreto.
O Masp deixa uma média de 1.000 obras em exposição.
"Revezamos as peças para evitar que elas sejam danificadas,
por exemplo, por excesso de exposição à luz",
explica Eunice Moraes Sophia, coordenadora do acervo técnico
do Masp.
...23 salas de cinemas
na mesma avenida
Para
quem apostava que os cinemas de rua estavam com os dias contados,
a Avenida Paulista reserva boas novidades. Hoje funcionam ali 23
salas de exibição. Nos quarteirões entre a
Avenida Brigadeiro Luís Antônio e a Alameda Campinas
ficam os antigos Top Cine e Gemini, voltados principalmente aos
clássicos europeus e às reprises, e o Reserva Cultural,
inaugurado em junho, um mix bacana de cinema de arte, restaurante
e boulangerie. Na fervilhante esquina da Rua Augusta estão
o multiplex Bristol (dentro do Center 3) e suas produções
de Hollywood e o Cine Bombril (no Conjunto Nacional), que passou
em outubro por uma repaginação nota 10. Na viradinha
da Rua da Consolação, o HSBC Belas Artes, antes ameaçado
de fechar as portas, hoje atende a clientela cativa com uma programação
eclética. Tinindo, esses espaços agora recebem nada
menos que 120 000 pessoas por mês.
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