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24 de setembro de 2003
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Na carona de Brotas

Novas cidades do interior
investem em esportes radicais

Marcella Centofanti


Renata Ursaia
Socorro
Distância da capital: 140 quilômetros
Esportes: Arvorismo, bóia-cross, cascading, off-road, rafting, rapel, tirolesa e vôo livre
Por que vale a pena: Tem o único circuito de arvorismo do Estado construído sobre ilhas fluviais e uma tirolesa com 50 metros de altura e 250 metros de comprimento
Como chegar: No quilômetro 22 da Rodovia Fernão Dias, entre em Bragança Paulista. Atravesse a cidade e siga pela Rodovia Pedro Marigliani

Brotas, a 260 quilômetros de São Paulo, era até quatro anos atrás uma pacata cidade do interior. Seus 18 800 habitantes sobreviviam basicamente da produção de laranja e de cana-de-açúcar. Com riquezas naturais abundantes, foi descoberta pelos amantes do esporte de aventura. Desde então, sua vida mudou. Nos fins de semana, 2.500 pessoas vão lá em busca de adrenalina e diversão. Dezesseis agências especializadas em rafting, cascading, mountain bike e bóia-cross dão apoio aos visitantes. Em 1999, havia quatro empresas do gênero. A nova atividade fez a arrecadação do município aumentar 20%. Inspiradas em seu êxito, prefeituras e empresários de várias regiões notaram que apostar no ecoturismo pode ser um grande negócio. Pelo menos quinze cidades do Estado estão investindo no setor. "O turismo de aventura cresce 15% ao ano", diz Marcelo Martino, diretor da agência de viagem Pisa Trekking. "Quem já percebeu isso está melhorando sua infra-estrutura para atrair os fãs de esportes radicais."


Leo Feltran
Caconde
Distância da capital: 307 quilômetros
Esportes: Bóia-cross, canoa canadense, canyoning, cascading, rafting, rapel e tirolesa
Por que vale a pena: Os esportes aquáticos podem ser praticados o ano todo, graças à usina hidrelétrica que abastece o principal rio da cidade no período de seca
Como chegar: Siga até Campinas pelas rodovias Anhangüera ou Bandeirantes. De lá, pegue a Rodovia Adhemar de Barros. No quilômetro 201, entre na Rodovia Vereador Rubens Leme Asprino

Nenhum lugar se equipou tão bem quanto Socorro. Incrustado nas montanhas da Serra da Mantiqueira e cortado por cerca de 50 quilômetros de rios, recebe 2.000 esportistas aos sábados e domingos. Das dezessete modalidades que oferece, uma das mais procuradas é a tirolesa – atividade em que se desliza de um ponto alto até o chão por meio de um cabo de aço –, com 50 metros de altura e 250 metros de comprimento, no Parque dos Sonhos. Outro destaque é o Parque Kango Jango, inaugurado há três meses e especializado em arvorismo. O percurso de 500 metros de extensão e duração de duas horas e meia é feito sobre ilhas fluviais, com um belo visual. Trata-se do único local no Estado com essa característica. Socorro, que começou a ser procurada pelos esportistas em 2000, conta com trinta pousadas e hotéis. Mais sete endereços devem ser inaugurados até o ano que vem. O empresário Kleber Cincea, de 27 anos, esteve ali pela terceira vez há duas semanas. Fez trilha de off-road, tirolesa e arvorismo. "Daqui a uns anos, Socorro estará tão equipada quanto Brotas", acredita. "Com duas vantagens: fica 120 quilômetros mais próxima de São Paulo e seus acessos não têm pedágio." Na ida e volta à meca dos esportes radicais, há seis.


Leo Feltran
Analândia
Distância da capital: 225 quilômetros
Esportes: Arvorismo, bóia-cross, cascading, escalada, mountain bike e trekking
Por que vale a pena: O Morro do Cuscuzeiro é um dos melhores pontos para escalada do Estado. Em seu topo, uma rocha oferece paredões de 45 metros de altura, com diferentes graus de dificuldade
Como chegar: Pela Rodovia Anhangüera (quilômetro 214), acesse a Rodovia Washington Luís. No quilômetro 206, pegue a Rodovia Engenheiro Nilo Romano

Apesar da menor distância em relação à capital, Socorro compartilha com Brotas um problema comum nesta época do ano: a seca dos rios. O nível da água desce a um ponto tão baixo que impossibilita a prática do rafting. Quem não quiser esperar a volta das chuvas tem programa garantido em Caconde. As águas de uma usina hidrelétrica deixam o Rio Pardo sempre cheio. Há um ano quase desconhecida dos aventureiros, Caconde atrai um número muito menor de turistas, em média 300 por fim de semana. Por isso, não existe congestionamento nos passeios. Além da relativa tranqüilidade, um bom chamariz dos municípios menos conhecidos é o preço. Em Analândia, três horas de cascading saem por 30 reais, contra 40 reais em Brotas. Quatro horas de escalada e rapel no Morro do Cuscuzeiro custam 45 reais, contra 60 reais na cidade vizinha. "Brotas ainda é a locomotiva dos esportes radicais", diz Alexandre Oliva, secretário de turismo de Analândia. "Estamos pegando uma carona no sucesso deles."


Carol da Riva
São Francisco Xavier
Distância da capital: 155 quilômetros
Esportes: Acqua ride, cascading, escalada, rapel, tirolesa e trekking
Por que vale a pena: A região, rodeada por montanhas, oferece trilhas estonteantes. Uma das mais populares é a travessia a Monte Verde, com um percurso de 22 quilômetros e até 2 000 metros de altitude
Como chegar: No quilômetro 152 da Rodovia Presidente Dutra, pegue a Rodovia Monteiro Lobato até o município de Monteiro Lobato. De lá, tome a Estrada Pedro David

         
     
 
 
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