Publicidade
 
 

 
 


24 de agosto de 2005
ESPECIAL
GASTRONOMIA
MUNDO ANIMAL
CIDADE
DIVERSÃO
Portal Veja São Paulo
AS BOAS COMPRAS
MISTÉRIOS DA CIDADE
TERRAÇO PAULISTANO
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
  

DIVERSÃO

Na montanha-russa

Com 32 anos, o Playcenter tenta
recuperar prestígio e público

Isabela Barros


Fotos Daniela Toviansky
Brinquedo em manutenção: proprietários prometem investimentos e reformas


Veja também
O sobe-e-desce do parque
Galeria de imagens

Nas décadas de 1970 e 1980, ir ao Playcenter era um dos programas favoritos de jovens e crianças que moravam em São Paulo ou visitavam a cidade. Filas para conferir atrações como a montanha-russa Looping Star, a barca Viking, os Golfinhos de Miami e o Show dos Ursos eram comuns. Nos últimos anos, porém, o parque aberto em 1973 vem vivendo uma crise que parece não ter fim. Muitos brinquedos ficaram defasados e sua área diminuiu de 110 000 para 85 000 metros quadrados. A atenção do público que curte emoções fortes é dividida com outros centros de diversão, a exemplo do Hopi Hari, no quilômetro 72 da Rodovia dos Bandeirantes, em Vinhedo. Como se fosse um símbolo dessa malfadada fase, a carcaça do que foi um dia a Montanha Encantada pegou fogo na tarde do último sábado (13), enquanto era desmontada. O incêndio, em um terreno que não mais pertence à empresa, ocorreu por volta das 15h30 e foi controlado em menos de meia hora, sem deixar feridos.

Incêndio na antiga Montanha Encantada, no último dia 13: controlado em meia hora, sem deixar feridos

Os administradores do Playcenter, que pertence ao empresário Marcelo Gutglas, entre outros investidores, admitem que enfrentaram dificuldades de 1999 a 2002. Eles anunciam que irão investir 15 milhões de reais em um projeto de recuperação que vai da reforma do piso à oferta de novos brinquedos a cada quatro meses até o fim do ano que vem. Para tentar trazer de volta o interesse dos bons tempos, planejam ações como um espetáculo de luzes no Natal, a construção de um palco para shows musicais e o plantio de 500 novas árvores. Em 2006 deve ser lançada uma campanha institucional para levantar sua imagem. "Também queremos ampliar o horário de funcionamento", afirma o diretor comercial, Andreas Auerbach. Hoje, o Playcenter abre às 12 horas e fecha às 20.


Fotos divulgação
gação
Golfinhos de Miami, em 1983: atração dos Estados Unidos Show dos Ursos: sucesso entre 1981 e 1999

No ano passado, 1,6 milhão de pessoas foram ao parque. O recorde de público ocorreu em 1989, quando 2,2 milhões de freqüentadores cruzaram seus portões (veja quadro). Diante das dificuldades, o Playcenter encontrou uma saída na parceria com cerca de 300 empresas para a venda de ingressos mais baratos a seus funcionários. Nesse caso, o valor do Passaporte da Alegria, que na bilheteria custa 32 reais, pode cair para até 21 reais. Cerca de 30% dos visitantes adquirem seus tíquetes dessa forma. Além dos descontos oferecidos, o preço do passaporte despencou. Há duas décadas, a entrada individual custava o equivalente a 25 dólares, algo em torno de 58 reais hoje.

Problemas de gestão envolvendo empresas de entretenimento não são privilégio do Playcenter. No Brasil, esses empreendimentos enfrentam a concorrência de programas ao ar livre, como praias e caminhadas em reservas florestais, sem contar a proliferação dos shopping centers, com suas áreas de lazer. "Não há uma cultura de passear nos parques de diversão, como acontece nos Estados Unidos", diz o consultor em turismo Celso Martineli. "Por isso, as empresas do setor precisam investir muito em inovação se quiserem sobreviver.

     
   
 
 
VEJA on-line | Veja São Paulo
copyright © Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados