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DIVERSÃO
Na montanha-russa Com 32 anos, o Playcenter
tenta recuperar prestígio e público Isabela
Barros
Fotos Daniela Toviansky  |
| Brinquedo em manutenção: proprietários prometem investimentos
e reformas | Nas décadas de 1970 e 1980,
ir ao Playcenter era um dos programas favoritos de jovens e crianças que
moravam em São Paulo ou visitavam a cidade. Filas para conferir atrações
como a montanha-russa Looping Star, a barca Viking, os Golfinhos de Miami e o
Show dos Ursos eram comuns. Nos últimos anos, porém, o parque aberto
em 1973 vem vivendo uma crise que parece não ter fim. Muitos brinquedos
ficaram defasados e sua área diminuiu de 110 000 para 85 000 metros quadrados.
A atenção do público que curte emoções fortes
é dividida com outros centros de diversão, a exemplo do Hopi Hari,
no quilômetro 72 da Rodovia dos Bandeirantes, em Vinhedo. Como se fosse
um símbolo dessa malfadada fase, a carcaça do que foi um dia a Montanha
Encantada pegou fogo na tarde do último sábado (13), enquanto era
desmontada. O incêndio, em um terreno que não mais pertence à
empresa, ocorreu por volta das 15h30 e foi controlado em menos de meia hora, sem
deixar feridos.
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| Incêndio na antiga Montanha Encantada, no último dia
13: controlado em meia hora, sem deixar feridos | Os
administradores do Playcenter, que pertence ao empresário Marcelo Gutglas,
entre outros investidores, admitem que enfrentaram dificuldades de 1999 a 2002.
Eles anunciam que irão investir 15 milhões de reais em um projeto
de recuperação que vai da reforma do piso à oferta de novos
brinquedos a cada quatro meses até o fim do ano que vem. Para tentar trazer
de volta o interesse dos bons tempos, planejam ações como um espetáculo
de luzes no Natal, a construção de um palco para shows musicais
e o plantio de 500 novas árvores. Em 2006 deve ser lançada uma campanha
institucional para levantar sua imagem. "Também queremos ampliar o horário
de funcionamento", afirma o diretor comercial, Andreas Auerbach. Hoje, o Playcenter
abre às 12 horas e fecha às 20.
Fotos divulgação  | gação
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| Golfinhos de Miami, em 1983: atração dos Estados Unidos | Show dos
Ursos: sucesso entre 1981 e 1999 | No
ano passado, 1,6 milhão de pessoas foram ao parque. O recorde de público
ocorreu em 1989, quando 2,2 milhões de freqüentadores cruzaram seus
portões (veja
quadro). Diante das dificuldades, o Playcenter encontrou uma saída
na parceria com cerca de 300 empresas para a venda de ingressos mais baratos a
seus funcionários. Nesse caso, o valor do Passaporte da Alegria, que na
bilheteria custa 32 reais, pode cair para até 21 reais. Cerca de 30% dos
visitantes adquirem seus tíquetes dessa forma. Além dos descontos
oferecidos, o preço do passaporte despencou. Há duas décadas,
a entrada individual custava o equivalente a 25 dólares, algo em torno
de 58 reais hoje. Problemas de gestão
envolvendo empresas de entretenimento não são privilégio
do Playcenter. No Brasil, esses empreendimentos enfrentam a concorrência
de programas ao ar livre, como praias e caminhadas em reservas florestais, sem
contar a proliferação dos shopping centers, com suas áreas
de lazer. "Não há uma cultura de passear nos parques de diversão,
como acontece nos Estados Unidos", diz o consultor em turismo Celso Martineli.
"Por isso, as empresas do setor precisam investir muito em inovação
se quiserem sobreviver. |