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24 de maio de 2006
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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

 

Fotos Fernando Moraes

Seis anos atrás, o fotógrafo paulistano Paulo Fridman saiu pelas ruas da cidade para retratar pessoas comuns. Ao terminar os cliques, dava a elas uma folha de papel em branco. "Pedia que expressassem seus sonhos e esperanças", explica. A seguir, aplicava os textos nas imagens. Oitenta dessas montagens compõem o painel Retratos Falantes, com 56 metros quadrados, em exposição desde o início do mês na Estação Vila Madalena do metrô.

 

Ranking do escurinho

Uma pesquisa realizada, via internet, pelo Instituto QualiBest mostra a relação dos paulistanos com a telona. Veja com que freqüência os entrevistados dizem que vão ao cinema:

36% – pelo menos uma vez a cada três meses

28% – uma vez por mês

23% – de duas a três vezes por mês

9% – não costumam ir

4% – pelo menos uma vez por semana

 

A tocha que nunca se apaga

 

Esta pira, instalada em frente ao Monumento à Independência, está acesa desde 7 de setembro de 1952. Funciona a gás. Manter um fluxo constante do combustível em suas tubulações custa 3 530 reais por mês à Secretaria Municipal de Cultura. A tocha foi construída junto com a Capela Imperial, que em 1954 recebeu os restos mortais da imperatriz Leopoldina e, dezoito anos depois, os de dom Pedro I.

 

Alô? Vamos estar aprendendo...

 

Até o mês de junho, 6.716 funcionários da Atento, empresa de atendimento do grupo Telefônica, não vão mais estar falando desse jeito. Pelo menos é o que está pretendendo o projeto Caça ao Gerundismo, iniciado há três meses para ir corrigindo o principal vício de linguagem dos teleoperadores. Para isso, os funcionários vêm tendo aulas de português e bem-humoradas dinâmicas em grupo (foto). A empresa garante que o programa vai estar reduzindo o gerundismo em 80%.

 

Daniela Toviansky


Que morrinhos
são esses aí?

Os motoristas que trafegam pela Marginal Pinheiros já devem ter notado esses morrinhos nos canteiros que separam as vias local e expressa. Um tanto estranha, a inovação paisagística tem uma explicação: evitar que se joguem ali entulho e lixo. A idéia surgiu na área da subprefeitura de Santo Amaro e desde o fim do ano passado foi adotada em outras regiões.

 

O taxista mais antigo da cidade

 

Renata Ursaia

Ao deixar a Guarda Civil, há sessenta anos, Bernardino Santini começou a trabalhar como taxista em frente ao cinema Pedro II, no Vale do Anhangabaú. Naquele tempo, dirigia um Ford 1941 e andava sempre de camisa branca e gravata preta. "Era nosso uniforme", lembra. Hoje, aos 93 anos, continua firme ao volante e conta que faz uma média de oito corridas por dia de segunda a quinta, das 8 às 17 horas. Sua carta de habilitação vencerá em março de 2007 e ele receia não conseguir renová-la. "Por mim, continuarei trabalhando", afirma o motorista.

 

Memória paulistana

 

Arquivo Museu do Jockey Club de São Paulo

Em 1963, o jóquei Francisco Irigoyen conduziu o cavalo "Sing Sing" à vitória no Grande Prêmio São Paulo, realizado no hipódromo da Cidade Jardim (foto). A corrida, que se repete desde 1923, é considerada a mais tradicional do calendário do Jockey Club paulistano. A edição de 2006 será neste domingo (21). Além da prova, em 2 400 metros, os visitantes poderão ver a apresentação da Banda do Exército Brasileiro e o desfile de carruagens puxadas por cavalos da raça escocesa clydesdale. São esperadas mais de 5.000 pessoas nas arquibancadas.

Com reportagem de Edison Veiga e Regina Cazzamatta
Mande suas sugestões para o e-mail misterios@abril.com.br

     
   
 
 
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