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GENTE
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Rodrigo
Martins,
27
anos
Profissão:
chef
de cozinha.
Formação:
curso
de cozinheiro chef internacional no Senac.
Carreira:
o
pai tinha um restaurante em São Carlos. Sempre que sobrava
um tempinho, Rodrigo Martins (à esq.) escapulia até
a cozinha. Pegou tanto gosto pela coisa que decidiu cursar gastronomia
no Senac. Ali sua vida mudou: foi onde conheceu o amigo e sócio
inseparável Jefferson Rueda, com quem, aos 20 e poucos anos,
abriu uma consultoria. Juntos, ralaram por anos ao lado de celebridades
das panelas, entre elas Laurent Suaudeau, Emmanuel Bassoleil e Luciano
Boseggia. "Eles são talentosíssimos", festeja Laurent.
"Sintonizados, sabem com simplicidade dar toques de charme a receitas
tradicionais", afirma o crítico Arnaldo Lorençato.
Após um grave acidente de carro, Martins decidiu aquietar-se.
Junto com Rueda, abriu o primoroso Pomodori, no Itaim Bibi, onde
recebem apenas 32 pessoas, a maioria com reserva. Um jantar ali
não sai por menos de 100 reais. "Primamos por um serviço
personalizado ao máximo. Antes do jantar, por exemplo, o
cliente pode escolher o vinho e adaptamos o prato às características
da bebida", conta Martins. São donos ainda do Rosmarino,
em Visconde de Mauá. "Posso dizer, sem modéstia, que
90% dos chefs da cidade gostariam de trabalhar em nossa cozinha."
Feito:
ter
representado o Brasil no concurso francês Bocuse D'Or, em
1997.
Receita
de sucesso:
"Sucesso
não tem nada a ver com ser conhecido. Quem quer ser chef
tem de ralar, estudar gastronomia profundamente, não apenas
reproduzir lições ou receitas".
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Gisele
Nasser, 26
anos
Profissão:
estilista.
Formação:
moda
na Faculdade Santa Marcelina.
Carreira:
com
delicadas e românticas roupas, Gisele Nasser arrebatou elogios
em eventos como a Semana de Moda Casa de Criadores e o Amni Hot
Spot, destinados a descobrir novos talentos. A consultora Costanza
Pascolato e as jornalistas Jussara Romão (Elle) e
Maria Prata (Capricho) são alguns dos nomes que acreditam
no potencial da estilista. "As criações de Gisele
têm um toque feminino muito bonito, mas ao mesmo tempo são
supercontemporâneas", diz a jornalista Lilian Pacce, de O
Estado de S. Paulo e do canal GNT. Neta de uma estilista de
alta-costura do Paraná, com quem aprendeu a amar a profissão,
ela já foi assistente de Icarius e cuidou sozinha, com apenas
22 anos, da linha de malharia da Ellus. Agora se dedica a sua própria
grife, principalmente a confecção de vestidos de noiva
e de festa. Nada é produzido em grande quantidade
algumas peças são numeradas e não passam de
dez unidades. "Faço roupas para as pessoas usarem, não
curto aquela moda que só fica bem na passarela", diz ela,
que a partir de abril venderá com exclusividade para a sofisticada
loja Clube Chocolate, nos Jardins.
Feito:
o
último desfile no Amni Hot Spot, no começo deste ano.
Receita
de sucesso:
"Seguir
na carreira passo a passo. Primeiro construir sua imagem, solidificar
o nome, para depois pensar em expansão".
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Marcos
Preto, 29
anos
Profissão:
diretor
comercial.
Formação:
administração
na Faap.
Carreira:
ele
é fera no assunto. Quando se trata de saber onde investir
bem o dinheiro, Marcos Preto, do Banco Schahin, arrebenta. Mesmo
num ano com economia complicada, conquistou o cobiçado título
de melhor gestor de renda fixa do Guia Exame Os Melhores
Fundos de Investimento de 2003. É um feito e tanto para
quem começou a vida ajudando o pai numa padaria do Alto da
Lapa. "Foi ali que peguei gosto pelas contas e negociações",
relembra. Com pouco mais de 20 anos, já conhecia de cor a
mesa de operações da bolsa e, meteórico, passou
pelo Banco Marka até ser "roubado" pelos donos do Schahin,
que logo perceberam o potencial do garoto. Um diretor de um banco
desse porte costuma ganhar, em média, uns 15000 reais. Mas
seus bônus anuais podem chegar a 100000 reais, dependendo
da área de atuação. "Meu lema é ter
cautela sempre", diz ele, sobre as artimanhas do mundo dos investimentos.
"Não se brinca com a grana dos outros. Acho que isso me diferencia
dos demais."
Feito:
ser
convidado a dirigir a equipe comercial do Banco Schahin com apenas
24 anos.
Receita
de sucesso:
"O
segredo para conseguir qualquer coisa é esforço e
paciência. Hoje ninguém mais tem paciência para
trabalhar nem quer se esforçar para ser bem-sucedido. Dinheiro
e sucesso só vêm com o tempo, não tem jeito".
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Santiago
Nazarian,
26 anos
Profissão:
escritor.
Formação:
publicidade
na Faap.
Carreira:
em
um meio onde o reconhecimento costuma chegar bem depois dos 30 anos
de idade, Santiago Nazarian é exceção à
regra. Às vésperas de lançar o terceiro livro,
o autor tem feito barulho com seus textos perturbadores repletos
de narrativas pop e surreais. A estréia aconteceu no ano
passado com Olívio, vencedor do I Prêmio Fundação
Conrado Wessel de Literatura, que trazia no júri, entre outros,
o escritor Carlos Heitor Cony e o crítico Daniel Piza. Havia
mais de 100 inscritos, porém a saga do personagem-título
por um universo underground chamou a atenção de todos.
Depois disso, ele participou da bem-sucedida coletânea Parati
para Mim, ao lado de outros dois jovens colegas. "Agradam-me
em sua prosa o realismo esquizofrênico, o clima seco de baile
de máscaras, a rotina ácida das identidades trocadas...",
avalia o escritor e descobridor de talentos Nelson de Oliveira,
autor de Geração 90: Manuscritos de Computador.
Em março, Santiago lança A Morte sem Nome,
no qual uma mulher comete suicídio de diferentes maneiras
em cada capítulo. "Escrevo porque assim posso criar outros
universos, ter outras vidas", afirma esse ex-barman, ex-professor
de inglês e ex-artista de rua.
Feito:
vencer
o Prêmio Conrado Wessel diante de um júri renomado.
Receita
de sucesso: "Escrever
quanto puder e não ter pressa de publicar textos. Ler muito,
mas não em excesso, para não correr o risco de virar
um crítico literário de sua própria obra".
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Lia
Chaia, 25 anos
Profissão:
artista
plástica.
Formação:
artes
plásticas na Faap.
Carreira:
por
trás do jeitão tímido e reservado de Lia Chaia,
esconde-se uma artista plástica cuja força das obras
tem deixado curadores e críticos de arte embasbacados. "Ela
tem uma impressionante capacidade de trabalhar com desenhos, fotografias,
performances e vídeos. Transita muito bem por todos esses
meios", diz o crítico Tadeu Chiarelli. Filha do colecionador
Miguel Chaia, ela ganhou no ano passado um prêmio da Faap
e passou seis meses estudando na Cité des Arts, em Paris.
Mesmo com pouca idade, já expôs no Instituto Tomie
Ohtake, na Galeria Vermelho e numa coletiva na cidade do Porto,
em Portugal. E coleciona fãs que vão dos críticos
e jornalistas Fabio Cypriano (Folha de S.Paulo), Maria Hirszman
(Estadão) e Celso Fioravante a Daniela Bousso, diretora
do Paço das Artes. "Crio para poder entender o mundo", diz
Lia, que vende suas obras por cerca de 2 500 reais. "Não
faço arte pensando em ganhar elogios ou dinheiro, mas porque
preciso mostrar o que se passa na minha cabeça."
Feito:
passar
seis meses na Cité des Arts, em Paris.
Receita
de sucesso: "Trabalhar
muito e não pensar logo de cara que dá para se sustentar
com a arte. Acreditar na sua criação, mas jamais se
levar muito a sério. Deixe isso para os críticos".
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Daniela
Ribeiro, 29 anos
Profissão:
publicitária.
Formação:
publicidade
na PUC de Belo Horizonte.
Carreira:
na
área de publicidade, dá para contar nos dedos o número
de mulheres nos departamentos de criação. Como se
desbravar um universo basicamente masculino fosse pouco, a publicitária
Daniela Ribeiro vem se destacando como uma das profissionais mais
talentosas do meio na cidade. Nascida em Belo Horizonte, mudou-se
há quatro anos para São Paulo e já passou por
agências como a Propaganda Registrada e a TBWA/Cápsula.
Em pouco tempo, conquistou com seus trabalhos um Leão de
Bronze em Cannes e um prêmio no Festival da Associação
Brasileira de Propaganda, além de ter peças mencionadas
na revista alemã Archive e campanhas citadas no Anuário
do Clube de Criação de São Paulo. Redatora
da Fischer América, uma das maiores agências do país,
ela atualmente participa da equipe que elabora a tão falada
campanha daquela marca de cerveja do "Experimenta, experimenta"...
"Sempre quis estar ao lado dos grandes nomes da publicidade", diz
ela. "Fui atrás dos meus objetivos e, aos poucos, estou conseguindo
alcançá-los."
Feito:
um
Leão de Bronze em Cannes, em 2002.
Receita
de sucesso: "Não
ter medo de largar tudo, mesmo que seja um emprego sólido,
em busca dos seus sonhos. Dá para ser 100% feliz num trabalho,
é só ir atrás".
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Felipe
Berringer,
27 anos
Profissão:
promoter.
Formação:
administração
de empresas na Universidade Paulista (Unip).
Carreira:
ele
sempre foi um boêmio convicto. Até que um dia decidiu
ganhar dinheiro com isso. Com apenas 17 anos, Berringer chamou a
atenção dos donos do então badaladíssimo
Cabral por sua notória capacidade de fazer amigos e reunir
a galera. Em pouco tempo, foi contratado para organizar as noites
da casa, um dos points mais concorridos da cidade no início
dos anos 90. De lá, passou a promoter do Sirena, em Maresias,
a meca dos mauricinhos paulistanos. Todos os fins de semana e feriados
pode ser encontrado na danceteria cercado de pessoas implorando
convites entre elas, diga-se, mulheres estonteantes. "Ajudo
a pensar em festas temáticas, a escolher os DJs, a elaborar
a lista de vips... Meu trabalho é fazer com que a casa esteja
sempre em alta", diz. Esperto, decidiu há alguns anos abrir
uma empresa de eventos. Em 2003, promoveu uma megafesta no Hotel
Unique que ganhou o prêmio Noite Ilustrada, da jornalista
Erika Palomino. "Não posso reclamar: faço o que gosto,
faturo uma grana legal e ainda freqüento altas baladas."
Feito:
ter
sido contratado tão novo como promoter do Cabral.
Receita
de sucesso:
"Ser
extrovertido, ter idéias novas sempre e, principalmente,
manter bons contatos".
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Henrique
Alves Pinto, 29 anos
Profissão:
empresário.
Formação:
engenharia
civil na Fumec de Belo Horizonte.
Carreira:
desde
os 22 anos, Henrique Alves Pinto preside uma das maiores construtoras
do país. Quando herdou a empresa do pai, o faturamento anual
era de 20 milhões de reais e restringia-se a Minas Gerais.
Atualmente esse número saltou para 200 milhões de
reais e a Tenda expandiu suas obras para São Paulo e outros
Estados. Empreendedor, Alves Pinto abriu há alguns anos uma
empresa de bebidas energéticas e uma produtora de granito
que exporta para os Estados Unidos. "Não existe outro empresário
de minha idade tão bem-sucedido", diz, com sua modéstia
peculiar. "Daqui a dez, vinte anos, quero ser um dos grandes nomes
do ramo no mundo." Para gerir tantas empresas, possui dez escritórios
pelo Brasil e Estados Unidos. Solteiro, o bom partido vive na capital,
mas semanalmente viaja pelo menos três vezes para vários
destinos. O ótimo tino comercial já lhe permitiu comprar
uma ilha em Angra, uma lancha e um helicóptero Esquilo. "Muito
cedo consegui tudo o que quis na vida", conta. "Por isso hoje trabalho
porque gosto, porque sinto prazer. Para mim, é uma grande
diversão."
Feito:
ter
expandido a construtora Tenda para muito além de Minas Gerais,
colocando-a na nona posição entre as maiores de São
Paulo.
Receita
de sucesso: "Não
importa em qual mercado investir, mas sim as pessoas que trabalharão
a seu lado. Uma boa equipe é tudo no mundo dos negócios".
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Paulo
Fernando Silva, 27 anos
Profissão:
bombeiro.
Formação:
Academia
de Polícia Militar do Barro Branco.
Carreira:
no
próximo mês, a concorrida Academia de Polícia
Militar do Barro Branco ganha seu mais novo professor: o tenente
Paulo Fernando. Aos 27 anos, ele é um bombeiro exemplar,
daquele tipo que sonhava em salvar vidas e apagar incêndios
desde criancinha. Exímio na língua inglesa, integra
o pelotão de intérpretes que fazem traduções
para delegações estrangeiras em eventos como a Fórmula
1. Além disso, quando não está de plantão
no Posto Casa Verde, na Zona Norte, comanda com competência
o Posto Almanara, na Vila Brasilândia. Já participou
de operações cinematográficas, entre elas o
incêndio que destruiu boa parte da favela da Avenida Zaki
Narchi, em 2002. "Tem casos, como o de uma garotinha morta num acidente
de carro, que me abalam profundamente", diz, emocionado, ao lembrar
de quando tentou em vão resgatar a filha de um policial prensada
entre as ferragens do veículo na Rodovia Anhangüera.
"Mas por nada deste mundo escolheria outra profissão. Amo
o que faço acima de tudo."
Feito:
há
uns dois anos, num acidente de carro na Anhangüera, tirou das
ferragens uma mãe ferida com seu filho pequeno.
Receita
de sucesso: "Ter
um objetivo e nunca desistir dele. Sempre soube que ser bombeiro
não seria fácil, só que nunca deixei de acreditar
nisso".
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Daniela
Della Volpe,
26 anos
Profissão:
arquiteta.
Formação:
Faculdade
de Belas Artes de São Paulo.
Carreira:
ela
é assistente e pupila de um dos mais importantes arquitetos
brasileiros. Há dois anos, Daniela Della Volpe trabalha no
escritório de Ruy Ohtake, onde a fila de espera por um estágio
pode durar anos, com candidatos de todo o país e de várias
partes do mundo. "Fui apresentada ao Ruy por um amigo durante um
evento de arquitetura", diz. "Perguntei brincando se ele precisava
de alguém no escritório e, por sorte, havia uma vaga",
conta ela, a caçula de um grupo de catorze profissionais
que dão expediente no escritório. Entre as obras das
quais já participou, está o imponente Hotel Unique,
na Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Além dos
projetos, Daniela organiza e acompanha pessoalmente as palestras
que o arquiteto dá no Brasil e no exterior. Cuida ainda do
acervo de desenhos, textos e fotos de Ohtake, consultado por estudantes
e professores da área. "Daniela tem rápida percepção
e é movida por uma boa dose de iniciativa própria",
elogia Ohtake. "Representa bem a nova safra de arquitetos e a nova
geração brasileira."
Feito:
ter
participado do projeto do Hotel Unique.
Receita
de sucesso:
"A
boa formação de um arquiteto é fundamental.
Saber sobre história, arte e técnica a fundo são
requisitos básicos para quem quer se dar bem nessa carreira".
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