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23 de novembro de 2005
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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?


Fotos Mario Rodrigues

Entre as décadas de 50 e 60, o pintor Clóvis Graciano criou cerca de 140 murais na cidade. Muitos deles foram executados em áreas externas, como o que se vê na foto acima. É uma obra de 1969, feita em cerâmica esmaltada, com quatro painéis de 3,5 metros de altura por 10 de comprimento cada um. Encomendado pelo então prefeito Faria Lima, o trabalho conta a história do desenvolvimento de São Paulo, em quatro temas: A Subida da Serra, Os Bandeirantes, Epopéia do Café e A Cidade de Hoje. Pode ser apreciado na Avenida Rubem Berta, sob o viaduto da Avenida Indianópolis. A marchand Maria Helena Prudêncio está catalogando o trabalho do artista para publicar um livro no centenário de seu nascimento, em 2007. Clóvis Graciano, que era paulista de Araras, morreu em 1988.

 

Mickey, Pateta e sua turma vêm aí

A megaloja sazonal Super Casas Bahia abre suas portas neste domingo (20) no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Um espetáculo oficial da Disney, que vem pela primeira vez ao Brasil, é a maior atração. Durante uma hora, 45 atores revezam-se para apresentar 21 cenas. Estão previstas três sessões diárias num auditório com 3 000 lugares, construído especialmente para o show. Os convites serão oferecidos, preferencialmente, a usuários de um cartão de crédito.


Quantos trólebus circulam nas ruas?


Duvulgação

Inaugurada em 1949, a primeira linha de trólebus da cidade tinha 7,2 quilômetros. A frota inicial era de trinta veículos. Do fim da gestão de Celso Pitta para cá, os ônibus desse tipo em circulação caíram de 552 para 227. A extensão da rede diminuiu. Passou de 310 para 200 quilômetros. Atualmente, os elétricos rodam sobretudo na Zona Leste e no centro. Como são menos poluentes e mais silenciosos, o prefeito José Serra pensa em expandir a linha de trólebus nos principais corredores de ônibus da capital.

 

Um, dois, três... 100 saca-rolhas!


Decidido a decorar sua adega particular, o neurocirurgião gaúcho Carlos Fasolo começou a garimpar objetos relacionados a vinhos. Nasceu então uma mania: colecionar saca-rolhas. Em vinte anos, ele juntou 1.200. Cerca de 100 estão expostos, até 31 de dezembro, na loja Le Tire-Bouchon, na Rua Barão de Tatuí, 285, Santa Cecília. Há peças confeccionadas em osso, madeira e metal.

 

Cavalaria motorizada

Nem a Polícia Militar esperava resultados tão expressivos. Em abril, o Projeto Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) começou a patrulhar trinta corredores viários. Os 428 mototiras e suas Yamaha XT de 600 cilindradas fizeram diminuir em até 38% os furtos e roubos em avenidas como Rebouças, Morumbi, Faria Lima e Bandeirantes. Em dezembro, a frota de motos deve aumentar para 624 e o número de corredores percorridos, para 66.

 

Memória paulistana


Reprodução

O prédio avermelhado ao lado da Estação Júlio Prestes foi inaugurado em 1914 como sede dos escritórios e armazéns da Sorocabana Railway Company. Ali, bem mais tarde, durante o regime militar, funcionaria o Departamento de Ordem Política e Social (Dops). A foto acima, tirada por volta de 1915 e colorida a mão, está no livro As Ferrovias do Brasil nos Cartões-Postais e Álbuns de Lembrança (Editora Solaris), que será lançado em dezembro. Projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, o prédio foi restaurado em 2002 e preserva a cor original. Atualmente, abriga o espaço de exposições Estação Pinacoteca e o Memorial da Liberdade.

 

Quem sou eu?

Arquivo pessoal


Em 1954, aos 12 anos, essa imigrante portuguesa se mudou para São Paulo com a família, que enfrentava dificuldade financeira na cidade do Porto. A Rua Coronel Bento Pires, na Mooca, foi seu primeiro endereço na capital. Ela trabalhou numa fábrica de roupas, vendeu jóias e atuou como jornalista antes de começar a escrever peças de teatro. De 1975 a 2004, teve doze textos encenados. Sua fama aumentou com as onze novelas, seriados e minisséries que escreveu para a Rede Globo. Descubra quem é ela.

 

Editado por Marcella Centofanti.
Com reportagem de Nana Caetano e Rodrigo Brancatelli

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