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23 de novembro de 2005
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Trecho do texto de Essa Nossa Juventude

MEU ESTILO

Paulo Vilhena
Ator, 26 anos

Marcella Centofanti

Alexandre Schneider


Desbocado e molecão, o ator Paulo Vilhena coleciona romances com algumas das beldades mais desejadas do país, da recatada Sandy à enérgica Luana Piovani. "Tenho jeito com as mulheres", explica ele, que no último dia 10 estreou a peça Essa Nossa Juventude, no Sesc Anchieta.  

Sua relação com a imprensa é tortuosa. Você já xingou e mostrou dedos. Por que tanto rancor?
Quando vou a uma festa profissionalmente, podem me fotografar à vontade. Mas, se estou num boteco com os amigos e o cara vem tirar uma foto, não gosto. Deve me pedir, trocar uma idéia antes.  

De onde vem essa rebeldia?
Quem disse que quando você vira uma pessoa pública tem de ser legal, competente e feliz? Faço o que eu quero. Falo o que penso e não engulo sapo. Artistas em geral fazem muita mediazinha.  

Você é um bom ator?
Não me considero um grande ator, mas acho que consigo explorar bem o personagem. Tenho alguma coisa do tal do dom, sei lá.  

Ganha muita roupa?
Ganho muito mais do que compro, graças a Deus. Não gastaria 2 paus numa calça nem na porrada.  

Sandy, Luana Piovani, Maryeva, Vanessa Menga, Preta Gil, Priscila Fantin. Alguma dessas conquistas realmente balançou você?
Com a Sandy foi amor mesmo. Teve uma pureza no sentimento. É uma prova de que sexo não é o que sustenta uma relação.  

O que você faz para conquistar uma mulher?
Muito pouco. Gosto de olhar, conversar e falar a verdade, sem ficar fazendo meio-de-campo besta.  

Você já mandou flores a alguém?
Já roubei e dei na hora, mas nunca mandei.  

Quantas namoradas você teve?
Quatro. O namoro mais longo durou dois anos (com Sandy, Vilhena ficou oito meses).  

É melhor se relacionar com mulher famosa ou com anônima?
Não sei. As anônimas têm uma preocupação a menos com a imagem, com a roupa, com o lugar aonde vão.  

Você está com alguém atualmente?
Estou livre. Tento muito me apaixonar, mas não consigo.  

Por quê?
O exemplo de mulher para os homens é a mãe. E a minha é perfeita.  

Um Édipo assumido...
A personalidade, a força, o caráter da minha mãe são demais. Aí você começa a sair com uma menina que na primeira noite tem crise de ciúme. Gosto da minha liberdade.  

Como você se imagina aos 40 anos?
Em Bali, no Taiti ou na Austrália, bem tranqüilo, tomando minha cerveja e pegando onda. Se possível acompanhado de uma australiana. Ou de uma brasileira que se proponha a ir (risos).  

Quando você, finalmente, vai deixar a adolescência?
Com 26 anos não dá mais para ser menino, né? Saí de casa aos 17 para trabalhar e prosperei na carreira. Tenho meu carro, meu apartamento no Rio e meu dinheiro. Se eu não estiver mais feliz e cansar da brincadeira, vendo tudo e vou para o Taiti ou para Bali. Quem sabe...  

O que você está lendo atualmente?
Nada. Não tenho o hábito de ler. Só mesmo o texto da peça, quando estou ensaiando. Já é muita coisa.

     
   
 
 
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