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23 de agosto de 2006
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A OPINIÃO DO LEITOR

 

"Paulo Autran é um exemplo a ser seguido por todo jovem ator, como eu. Ele complementa nossas aulas e será nosso eterno professor."
Flavio Barollo Sforcin

Paulo Autran

Com aparência serena, fala macia e olhar tranqüilo, Paulo Autran se transforma num grande ator, daqueles que conseguem prender a atenção de qualquer pessoa ("O senhor do tablado", 16 de agosto). Tê-lo nos palcos é sinal de texto ágil, platéia alucinada e entusiasmo de patrocínio. É lamentável, apenas, que ele tenha se afastado das telenovelas. Que Paulo Autran viva mais 200 anos. Seria benéfico para nós, apreciadores de seu inesgotável talento, e para o teatro brasileiro, que carece de verdadeiros monstros sagrados como ele.
Marcelo Teixeira

 

Poluição visual

Concordo que São Paulo precisa de uma repaginada em seu visual, mas é lamentável a posição do prefeito de retirar todo o material publicitário da cidade. Empresas e empregados pagarão caro por isso. A prefeitura perderá também ("Guerra aos anúncios", 16 de agosto).
Henrique Goldstein

A mídia exterior já alcançou status de arte com excelentes trabalhos, ganhou prêmios e, em alguns raros casos, até melhorou a paisagem. O que acontece hoje, porém, é que o bom senso dos anunciantes desapareceu. Qualquer espaço pode dar lugar a um anúncio de qualquer tamanho. Esse projeto de lei e toda a polêmica que ele gera são oportunos. Os anúncios estão com os dias contados.
Décio Hernandez Di Giorgi

 

Emos

A reportagem "Conhece os emos?" (16 de agosto) deveria ter explicado que os emos pegam roupas, cabelos e acessórios emblemáticos de outros estilos e usam tudo descombinado. Isso não é estilo próprio, é cópia.
Camila Nunes

 

Ivan Angelo

Moro no México, mas nasci e cresci no bairro do Ipiranga, onde o nome de quase todas as ruas faz referência à independência do Brasil. Descobrir que a escola Visconde de Itaúna fazia menção ao médico da família real e que lorde Cochrane foi um inglês contratado para expulsar os portugueses da Bahia foi uma forma de dar vida às ruas do bairro. É pena que nomes tão significativos sejam trocados. Perdem-se a história, a identidade e a poesia do nosso dia-a-dia ("Deixem estar", 16 de agosto).
Meire Sanabe

Deveria haver um movimento organizado pelos que amam a cidade para não deixar mudar nomes de ruas e bairros.
Ieda Estergilda

 

Terraço Paulistano

Em fevereiro, Veja São Paulo noticiou algumas barbaridades cometidas pelo motoqueiro e cantor Supla, que avançou três sinais vermelhos nos Jardins com sua Harley-Davidson, além de não usar capacete. Belo exemplo, não? Pois no último Dia dos Pais eu o vi fazendo coisa pior. Com a mesma moto, subiu na calçada – e na contramão – da Rua Joaquim Antunes, esquina com a Sampaio Vidal, só para espiar quem estava dentro do restaurante Ravioli Cucina Casalinga, sem respeitar os que ali aguardavam seu carro. Em seguida, Supla passou por todos os semáforos fechados da Rua Groenlândia até a Avenida Nove de Julho. Lanço esse alerta aos leitores de Vejinha. Quando trafegarem pela região, tomem todo o cuidado com a irresponsabilidade desse motoqueiro.
Ênio Vergeiro

Com relação ao conteúdo da nota "Cara nova no Masp" (16 de agosto), esclarecemos que o cargo de curador não estava extinto desde 1997 e era ocupado por Luiz Hossaka, que continuará participando da curadoria. Além disso, o Masp, como diversos outros museus, tem enfrentado dificuldades financeiras, mas não de falta de público. Foram 226.000 visitantes em 2004, 364.000 em 2005 e 207.000 no primeiro semestre de 2006.
João da Cruz Vicente de Azevedo
Secretário-geral do Masp

Como uma pessoa que diz ter 1,60 metro e 50 quilos é gorda? Pelos padrões de estatura e peso, Luciana Vendramini tem uma proporção excelente. Sou corredora há mais de oito anos, tenho as medidas de Luciana e nunca me achei gorda ("Gorda, não! Renascentista", 9 de agosto).
Maria Vieira

 

Mistérios da Cidade

Na nota "Em guerra com os Estados Unidos" (16 de agosto), descobri que o bar Hangar 110 eliminou a Coca-Cola e a Pepsi de seu cardápio pelo fato de elas serem americanas. A partir de hoje me recuso a voltar lá. Fazer o público de alvo para fingir represália aos Estados Unidos é típico de uma mentalidade medíocre. Não costumo beber Coca-Cola ou Pepsi, mas me nego a compactuar com a ideologia terceiro-mundista desse bar.
Miguel Costa Carvalho

 

Verdade ou mentira?

Muito interessante a reportagem "Mentiras ou verdades?" (9 de agosto). Algumas das verdades me espantaram, como a de que há mais ratos que pessoas na cidade. Fiquei de queixo caído também ao saber que há elevadores que param de andar em andar em prédios de Higienópolis. Só Veja São Paulo mesmo para nos informar sobre coisas que parecem não ter importância mas fazem nossa cidade tão especial.
Maria Olinda Cremasco Beraldo

 

Roteiro da Semana

É sempre bom ver jornalistas atentos ao que acontece além do eixo Vila Madalena–Pinheiros–Jardins–Moema. O texto "Mais vigor depois da reforma", sobre o Café São Paulo Conceito, ficou excelente e teve grande repercussão. Ele nos dá ainda mais motivação para seguir em nosso trabalho pela valorização do centro da cidade (50 Bares, 9 de agosto).
Cairê Aoas

     
   
 
 
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