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23 de junho de 2004
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O bumerangue voltou

Monitores dão aulas gratuitas em
pelo menos quatro parques da cidade

Ricardo Moreno


Heudes Regis
O instrutor Lúcio Franco, com os alunos Márcio e Sônia: 300 interessados em apenas um dia


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Existem brinquedos que nunca saem de moda, como o jogo de botão, a bicicleta, a pipa, a boneca... Outros, apesar de populares no passado, perderam espaço entre a garotada. É o caso do ioiô, do autorama, da bolinha de gude e do pião. Integrante do segundo grupo, o bumerangue está vivendo um surpreendente renascimento nos parques da cidade. Todos os sábados e domingos, grupos de monitores estão no Villa-Lobos, Ibirapuera, Piqueri e Vila Guilherme para ensinar os interessados a lançar o milenar bastão australiano que vai e, se o atirador tiver um mínimo de destreza, volta. As aulas são gratuitas. "Conseguimos reunir mais de 300 interessados num único dia", conta o instrutor Lúcio Renato Franco.

Estima-se que atualmente cerca de 8 000 paulistanos tenham aderido à mania. "O número dobrou nos últimos cinco anos", afirma Ricardo Bruni Marx, um profissional do bumerangue. Além de participar de campeonatos ao redor do mundo, ele é dono de uma pequena fábrica na Granja Viana. Viu sua produção triplicar nos últimos noventa dias e hoje confecciona perto de 5 000 unidades por mês, metade delas exportada para os Estados Unidos, França e Dinamarca. Usado há milênios como arma de caça, sobretudo por indígenas australianos, o bumerangue pode ser arremessado tanto em áreas abertas quanto em ginásios poliesportivos. Ele atrai por causa de seu preço baixo. Do tamanho da palma da mão, o mais barato, de plástico PVC, custa 5 reais (veja quadro abaixo). Os mais experientes preferem o modelo arqueado tradicional de madeira escavada, que ao lado do canguru e do coala se tornou um dos símbolos da Austrália.



Fotos divulgação

 

 

         
     
 
 
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