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LAZER
O
bumerangue voltou
Monitores
dão aulas gratuitas em
pelo menos quatro parques da cidade
Ricardo Moreno
Heudes Regis
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| O instrutor Lúcio Franco, com os alunos
Márcio e Sônia: 300 interessados em apenas um dia
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Existem
brinquedos que nunca saem de moda, como o jogo de botão,
a bicicleta, a pipa, a boneca... Outros, apesar de populares no
passado, perderam espaço entre a garotada. É o caso
do ioiô, do autorama, da bolinha de gude e do pião.
Integrante do segundo grupo, o bumerangue está vivendo um
surpreendente renascimento nos parques da cidade. Todos os sábados
e domingos, grupos de monitores estão no Villa-Lobos, Ibirapuera,
Piqueri e Vila Guilherme para ensinar os interessados a lançar
o milenar bastão australiano que vai e, se o atirador tiver
um mínimo de destreza, volta. As aulas são gratuitas.
"Conseguimos reunir mais de 300 interessados num único dia",
conta o instrutor Lúcio Renato Franco.
Estima-se que atualmente cerca de 8 000 paulistanos tenham aderido
à mania. "O número dobrou nos últimos cinco
anos", afirma Ricardo Bruni Marx, um profissional do bumerangue.
Além de participar de campeonatos ao redor do mundo, ele
é dono de uma pequena fábrica na Granja Viana. Viu
sua produção triplicar nos últimos noventa
dias e hoje confecciona perto de 5 000 unidades por mês, metade
delas exportada para os Estados Unidos, França e Dinamarca.
Usado há milênios como arma de caça, sobretudo
por indígenas australianos, o bumerangue pode ser arremessado
tanto em áreas abertas quanto em ginásios poliesportivos.
Ele atrai por causa de seu preço baixo. Do tamanho da palma
da mão, o mais barato, de plástico PVC, custa 5 reais
(veja quadro abaixo). Os mais experientes preferem o modelo
arqueado tradicional de madeira escavada, que ao lado do canguru
e do coala se tornou um dos símbolos da Austrália.
Fotos divulgação
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