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EDUCAÇÃO
A fórmula do sucesso
Gosto pelo desafio + muito estudo = viagem de
dez dias para a Austrália
Lúcia Monteiro
Mario Rodrigues
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Da esquerda para a direita:
Victor
Lazarte,
17 anos
Capitão do time, é aluno do Bandeirantes e já
fez intercâmbio de um ano na Austrália
Luíza
Aoki,
17 anos
Mora em São José dos Campos, estuda de segunda
a segunda e adora livros de ficção científica
Diogo
Bercito,
16 anos
Aluno do Objetivo em Alphaville, nos preparativos do torneio
deixou de lado seu esporte favorito: a esgrima
Emanuelle
da Silva,
16 anos
Também do Objetivo, é vocalista de uma banda
e participou da Olimpíada de Astronomia, na Suécia
Aron
Heleodoro,
16 anos
Jogador de basquete e de RPG, teve de vender pizza em Rio
Claro para ajudar a pagar sua passagem
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Por que se ouve o barulho do mar ao aproximar
uma concha do ouvido? Como se explica o movimento de uma moeda que
gira sobre uma mesa? Essas e outras quinze perguntas esperam os
cinco estudantes paulistas selecionados para o Torneio Internacional
de Física, que começa na quinta-feira em Brisbane,
na Austrália. Antes de embarcar, Victor, Luiza, Diogo, Emanuelle
e Aron passaram por três eliminatórias, numa batalha
que durou quatro meses. Cento e sessenta alunos do ensino médio
de 32 escolas brasileiras tentaram uma vaga. "Para participar, não
basta ser bom na matéria", explica o professor de física
do Colégio Objetivo Ronaldo Fogo, que vai acompanhar a equipe.
"É preciso ser extrovertido e saber argumentar." Além
do resultado correto, ganha quem conseguir elaborar melhor a solução
e apresentá-la oralmente com desenvoltura, em inglês.
Apesar de terem personalidades bem diferentes,
os cinco compartilham o gosto pelo desafio e uma dedicação
aos estudos acima da média. Fazem aulas de física
opcionais e colecionam medalhas de diversas olimpíadas
matemática, química e, evidentemente, física.
Detestam, é claro, ser chamados de nerds. Como qualquer adolescente,
eles têm vida fora da sala de aula. Três deles namoram,
Diogo pratica esgrima três vezes por semana, Emanuelle é
vocalista numa banda de rock e Victor joga futebol. Mas tudo fica
de escanteio quando aparece uma nova competição. Emanuelle,
por exemplo, deixou de se apresentar em um show em 2002 para participar
da Olimpíada de Astronomia, em Estocolmo, na Suécia.
Aron Heleodoro abandonou o time de basquete da escola, em Rio Claro.
"Tive de usar todo o tempo para me preparar", diz ele.
Quatro dos cinco competidores foram patrocinados
pelos colégios ou pelos pais. A escola de Heleodoro só
pôde financiar metade dos custos da viagem. Para conseguir
o restante, ele e seu professor, Rui Christofoletti, fizeram acordo
com uma pizzaria da cidade. Numa espécie de rifa, ganhavam
12 reais para cada vale-pizza que vendiam. Entre tantas fórmulas,
esta foi a encontrada pela dupla para concorrer com as outras 28
equipes do mundo todo.
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