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22 de dezembro de 2004
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MEU ESTILO

Roberto Justus


Mario Rodrigues


Por que aceitou virar apresentador?

É um desafio interessante. O programa O Aprendiz tem um conteúdo que pode passar coisas boas ao público. Também porque se trata de um projeto com início, meio e fim.

Atrapalhou muito a sua rotina?
Sim. Trabalho mais agora para poder render a mesma coisa no meu escritório. Sou perfeccionista. Há dois meses, fui obrigado a abandonar o personal trainer,
que ia lá em casa três vezes por semana.

Está à vontade com as câmeras?
Estou porque não sigo um roteiro, não faço nenhum papel. Sou eu mesmo.

Pensa em fazer novela?
Não quero virar ator.

O senhor já disse que não tem problema em ser chamado de metrossexual...
Não sei o que isso significa. Se quer dizer um homem que se cuida, sem afetar sua masculinidade, sim, sou um metrossexual. Mas me considero mesmo é um homem clássico, conservador. Não pinto as unhas nem faço as sobrancelhas como o David Beckham.

Qual é sua marca preferida de creme?
La Prairie. Uso um para a noite e outro para o dia. Eles protegem minha pele contra ressecamento, contêm filtro solar e evitam rugas de expressão.

Como mantém o cabelo tão impecável?
Tenho cabelo bom. Não faço nada de mais. Só uso xampu, o número 1 da Paul Mitchell. Nem condicionador eu passo. Sou tão simples que corto o cabelo no mesmo barbeiro há 25 anos.

Já fez cirurgia plástica?
Fiz uma microlipoescultura na lateral do abdômen para tirar uns pneuzinhos. Nem precisava. Foi um retoque só por excesso de vaidade.

O que não pode faltar no seu guarda-roupa?
Camisas azuis para usar com terno e pretas para os trajes mais esportivos.

Uma festa inesquecível...
A confraternização de 2001 com o pessoal da minha agência de publicidade. A festa foi num trem em Campinas. Os vagões viraram bar, pista de dança e lounge.

E a festança de casamento com a Adriane Galisteu?
Foi um festão, de fato. Mas para um evento ser inesquecível é preciso que deixe boas lembranças. Não é o caso.

Como fazer uma mulher feliz?
Respeitá-la e entendê-la. Os homens não entendem as mulheres.

Por que só loiras?
Não tenho restrições a mulher alguma. Fui casado oito anos com uma morena (a promoter Gisela Prochaska). E namoro há dez meses Guilenia Bogosian, também morena.

Já foi demitido?
Não. Sempre fui meu patrão. Montei minha agência quando tinha 25 anos.

O que jamais faria por ibope?
Alguma coisa em que não acreditasse. Jamais seria desleal com meus concorrentes, nem passaria por cima de ninguém para tirar vantagem.

E a crítica mais difícil de engolir?
No programa recebi poucas críticas. As que vieram foram muito leves, fáceis de digerir.

Qual o segredo para demitir uma pessoa sem mexer sequer um músculo do rosto?
Mas eu não mexo?

Não...
E como gostaria que fizesse, assim (faz uma careta e põe a língua para fora)? Não dá. É um momento sério, difícil, de grande concentração. E meu rosto espelha essas coisas.

     
   
 
 
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