| |
|
|
 |
|
VALE
A VIAGEM
A
nova meca radical
Vizinha
da famosa Brotas, Analândia
é
mais uma opção para
esportes de aventura
Valéria
França
Fotos Leo Feltran

O
estudante João Brugnera na Cachoeira da Bocaina: opções de atividades
para a família toda
|
 |
Quem
curte aventura encontra uma nova opção de roteiro
a pouco mais de duas horas da capital. Analândia, a 225 quilômetros
de São Paulo, é um pequeno centro ecológico
que começa a se organizar para receber visitantes em busca
de adrenalina e lazer. De segunda a sexta, ela segue seu ritmo pacato.
Tem 3.500 habitantes, uma praça com a igreja matriz e um
calçadão, onde aposentados e jovens do município
costumam se reunir no início da noite. Nos fins de semana,
a região ferve com a chegada dos turistas, que zanzam de
um lado para outro usando mochila, tênis e capacete.
Apesar de pouco conhecida, a vizinha da famosa Brotas conta com
um dos melhores pontos de escalada do Estado, o Pico do Cuscuzeiro.
Em seu topo, uma rocha imponente oferece paredões de 45 metros
de altura. É exatamente por isso que o morro fica coalhado
de escaladores e praticantes de rappel. Para os que não têm
tanto fôlego assim, há caminhadas e atividades como
bóia-cross. "Existem programas para a família toda",
afirma Pedro Ferreira da Silva Júnior, proprietário
da Bicho do Mato, empresa local de ecoturismo. "Tudo depende do
tamanho do desafio que cada um procura."
 |
| Cuscuzeiro:
a pedra de 45 metros de altura é a maior atração da cidade |
Deslumbrados
com o Pico do Cuscuzeiro o morro ganhou destaque em um dos
mais concorridos sites nacionais sobre escalada (www.hangon.com.br)
, os aventureiros profissionais se encarregaram de divulgar
Analândia. No embalo, vieram os ecoturistas. Hoje, a cidade
chega a receber cerca de 2.000 pessoas em um feriado, número
alto para sua tímida estrutura: apenas três hotéis,
digamos bem confortáveis, e poucas opções de
restaurantes. "Depois das 10 horas da noite, não se encontra
nada aberto para comer", lamenta o alemão Klaus Budenbender,
que passou uma semana em Analândia com o filho e a mulher.
Mesmo com essa limitação, muitos apostam que a cidade
poderá seguir os passos de Brotas, que também dispunha
de somente dois hotéis para acomodar os aventureiros atraídos
pelas corredeiras do Rio Jacaré-Pepira. Atualmente, Brotas
reúne mais de vinte opções de hospedagem. "Analândia
possui uma geografia ideal para se desenvolver da mesma forma",
acredita o fotógrafo Carlos Zaith, um dos pioneiros a abrir
uma empresa de ecoturismo em Brotas.
O
primeiro passo para se divertir em Analândia é descobrir
o que ela tem de bom. Isso exige algum esforço. No cardápio
das agências de turismo, encontram-se pelo menos dez sugestões
com doses variadas de adrenalina, mas os termos usados pelos instrutores
nem sempre são claros. Descer pela cachoeira pendurado em
uma cinta e uma corda, por exemplo, chama-se cascading. Atirar-se
de uma árvore, suspenso por uma cinta presa a um sistema
de cordas e roldanas, ganhou o nome de tirolesa. E por aí
vai. A maior parte dessas aventuras acontece em propriedades particulares.
As operadoras fazem o meio-de-campo entre o visitante e o dono das
terras, fornecem equipamento e dão as explicações
necessárias para que turistas como o estudante João
Mario Brugnera, de 13 anos, experimentem com segurança uma
atividade radical. "O mais difícil é chegar à
beira da cachoeira e pular de costas", contou o garoto depois de
descer o Cuscuzeiro de rappel e fazer um cascading. "Mas é
só uma questão de coragem."
Quem faz os passeios: Bicho do Mato,
(19) 3566-1547; H2Omem,
(14) 3653-6241.
Onde ficar: Hotel Sopro do Vento,
(19) 3566-1303; Pousada Inglesa,
(19) 3566-8055. |
|