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22 de janeiro de 2003
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A nova meca radical

Vizinha da famosa Brotas, Analândia é
mais uma opção
para esportes de aventura

Valéria França

Fotos Leo Feltran

O estudante João Brugnera na Cachoeira da Bocaina: opções de atividades para a família toda


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Site oficial de Analândia
Hang on - site sobre escalada

Quem curte aventura encontra uma nova opção de roteiro a pouco mais de duas horas da capital. Analândia, a 225 quilômetros de São Paulo, é um pequeno centro ecológico que começa a se organizar para receber visitantes em busca de adrenalina e lazer. De segunda a sexta, ela segue seu ritmo pacato. Tem 3.500 habitantes, uma praça com a igreja matriz e um calçadão, onde aposentados e jovens do município costumam se reunir no início da noite. Nos fins de semana, a região ferve com a chegada dos turistas, que zanzam de um lado para outro usando mochila, tênis e capacete.

Apesar de pouco conhecida, a vizinha da famosa Brotas conta com um dos melhores pontos de escalada do Estado, o Pico do Cuscuzeiro. Em seu topo, uma rocha imponente oferece paredões de 45 metros de altura. É exatamente por isso que o morro fica coalhado de escaladores e praticantes de rappel. Para os que não têm tanto fôlego assim, há caminhadas e atividades como bóia-cross. "Existem programas para a família toda", afirma Pedro Ferreira da Silva Júnior, proprietário da Bicho do Mato, empresa local de ecoturismo. "Tudo depende do tamanho do desafio que cada um procura."


Cuscuzeiro: a pedra de 45 metros de altura é a maior atração da cidade

Deslumbrados com o Pico do Cuscuzeiro – o morro ganhou destaque em um dos mais concorridos sites nacionais sobre escalada (www.hangon.com.br) –, os aventureiros profissionais se encarregaram de divulgar Analândia. No embalo, vieram os ecoturistas. Hoje, a cidade chega a receber cerca de 2.000 pessoas em um feriado, número alto para sua tímida estrutura: apenas três hotéis, digamos bem confortáveis, e poucas opções de restaurantes. "Depois das 10 horas da noite, não se encontra nada aberto para comer", lamenta o alemão Klaus Budenbender, que passou uma semana em Analândia com o filho e a mulher. Mesmo com essa limitação, muitos apostam que a cidade poderá seguir os passos de Brotas, que também dispunha de somente dois hotéis para acomodar os aventureiros atraídos pelas corredeiras do Rio Jacaré-Pepira. Atualmente, Brotas reúne mais de vinte opções de hospedagem. "Analândia possui uma geografia ideal para se desenvolver da mesma forma", acredita o fotógrafo Carlos Zaith, um dos pioneiros a abrir uma empresa de ecoturismo em Brotas.

O primeiro passo para se divertir em Analândia é descobrir o que ela tem de bom. Isso exige algum esforço. No cardápio das agências de turismo, encontram-se pelo menos dez sugestões com doses variadas de adrenalina, mas os termos usados pelos instrutores nem sempre são claros. Descer pela cachoeira pendurado em uma cinta e uma corda, por exemplo, chama-se cascading. Atirar-se de uma árvore, suspenso por uma cinta presa a um sistema de cordas e roldanas, ganhou o nome de tirolesa. E por aí vai. A maior parte dessas aventuras acontece em propriedades particulares. As operadoras fazem o meio-de-campo entre o visitante e o dono das terras, fornecem equipamento e dão as explicações necessárias para que turistas como o estudante João Mario Brugnera, de 13 anos, experimentem com segurança uma atividade radical. "O mais difícil é chegar à beira da cachoeira e pular de costas", contou o garoto depois de descer o Cuscuzeiro de rappel e fazer um cascading. "Mas é só uma questão de coragem."

 

 
Quem faz os passeios: Bicho do Mato, (19) 3566-1547; H2Omem, (14) 3653-6241.
Onde ficar: Hotel Sopro do Vento, (19) 3566-1303; Pousada Inglesa, (19) 3566-8055.

 

         
     
 
 
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