|
MEU ESTILO Deborah
Evelyn Atriz, 40 anos Alvaro
Leme
Mario
Rodrigues
 | |
Magrinha
desde menina, a atriz Deborah Evelyn faz a alegria dos figurinistas quando prova
os modelos com que aparece nas telas. "Eles brincam que em cabides como eu tudo
cai bem", diverte-se ela, que nasceu no Rio de Janeiro e se criou em São
Paulo, onde está atualmente em cartaz com o drama Baque, do americano
Neil LaBute. Casada há dezessete anos com o diretor Dennis Carvalho, íntima
das câmeras de televisão e cinema, Deborah revela que não
se sente à vontade diante de máquinas fotográficas.
Por que não gosta de ser fotografada? Fico
péssima em fotos. Em 90% dos casos tenho a impressão de que escolheram
a pior para publicar. Sempre acho que saí muito magra ou em um ângulo
ruim. Quanto você pesa? Tem
gente que não revela a idade, não tem? Eu escondo o peso. Na verdade,
só me peso uma vez por ano, quando vou ao médico fazer check-up.
Mas pode dizer que tenho 48 quilos... E 1,64 metro de altura.
O que gosta de vestir? Camiseta e calça jeans.
Ou uma sainha. Quando estou em São Paulo aproveito para usar meus vestidos
mais chiques (o da foto é da estilista americana Meredith Burns).
Qual é seu estilista favorito? Adoro
os vestidos coloridos e estampados do André Lima. Costumo dizer que meu
armário parece uma loja dele. Outro dia vi a Malu Mader com uma roupa da
Adriana Barra e achei linda. Falar da
época em que você teve anorexia é um tabu? Não,
acho até bacana porque pode ajudar as pessoas que sofrem com isso. Tive
na adolescência, por dois anos, e cheguei a pesar 7 quilos menos que hoje.
Duas coisas me curaram: fazer terapia e entrar para a faculdade, o que mudou meus
horizontes. Faz regime? Nunca
fiz, a não ser quando precisava engordar. Na minha casa tem batata frita
e frango à milanesa sem o menor problema. Malho três vezes por semana,
quando dá, com um personal trainer. Mas só faço musculação.
Se fizer exercício aeróbico perco muito peso. Já
fez plástica? Eu até mexeria embaixo dos olhos. Não
sou contra, mas se não fizer será por medo do resultado. Mexer no
rosto pode deixar uma pessoa irreconhecível. E
Botox? Para ator é uma loucura fazer. Preciso ser capaz de franzir
a testa, de reagir em cena. Sem conseguir mexer o rosto, complica.
Em Baque, você e seu irmão Carlos Evelyn
interpretam um casal de namorados. Rolou algum estranhamento? Para mim
foi problemático. Avisei logo que não teria cena de beijo. Depois
de uma das apresentações, vi um casal comentando que achava que
a gente tinha sido casado, por causa do sobrenome igual. É
verdade que você não deixa sua filha, que tem 12 anos, ver televisão? Luiza
dorme muito cedo, às 8 da noite, porque sua rotina é corrida. Acorda
às 6 da manhã e, além da escola, faz aulas de bateria, teatro,
balé, natação e tênis. Antes de dormir, lê. Quando
estou em casa, leio com ela. Luiza não tem o hábito de ver televisão.
Acho que novela das 8 não é mesmo para uma menina de sua idade.
Ela vê sempre o primeiro e o último capítulo das minhas novelas.
Se é teatro, vai à estréia. De
que parte do seu corpo você mais gosta? Das mãos. Porque são
iguais às da minha avó. E de qual
menos gosta? Queria que as minhas pernas fossem um pouquinho mais grossas.
|