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21 de setembro de 2005
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Deborah Evelyn
Atriz, 40 anos

Alvaro Leme

Mario Rodrigues
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Trecho do texto da peça Baque


Magrinha desde menina, a atriz Deborah Evelyn faz a alegria dos figurinistas quando prova os modelos com que aparece nas telas. "Eles brincam que em cabides como eu tudo cai bem", diverte-se ela, que nasceu no Rio de Janeiro e se criou em São Paulo, onde está atualmente em cartaz com o drama Baque, do americano Neil LaBute. Casada há dezessete anos com o diretor Dennis Carvalho, íntima das câmeras de televisão e cinema, Deborah revela que não se sente à vontade diante de máquinas fotográficas.  

Por que não gosta de ser fotografada?
Fico péssima em fotos. Em 90% dos casos tenho a impressão de que escolheram a pior para publicar. Sempre acho que saí muito magra ou em um ângulo ruim.  

Quanto você pesa?
Tem gente que não revela a idade, não tem? Eu escondo o peso. Na verdade, só me peso uma vez por ano, quando vou ao médico fazer check-up. Mas pode dizer que tenho 48 quilos... E 1,64 metro de altura.  

O que gosta de vestir?
Camiseta e calça jeans. Ou uma sainha. Quando estou em São Paulo aproveito para usar meus vestidos mais chiques (o da foto é da estilista americana Meredith Burns).  

Qual é seu estilista favorito?
Adoro os vestidos coloridos e estampados do André Lima. Costumo dizer que meu armário parece uma loja dele. Outro dia vi a Malu Mader com uma roupa da Adriana Barra e achei linda.  

Falar da época em que você teve anorexia é um tabu?
Não, acho até bacana porque pode ajudar as pessoas que sofrem com isso. Tive na adolescência, por dois anos, e cheguei a pesar 7 quilos menos que hoje. Duas coisas me curaram: fazer terapia e entrar para a faculdade, o que mudou meus horizontes.  

Faz regime?
Nunca fiz, a não ser quando precisava engordar. Na minha casa tem batata frita e frango à milanesa sem o menor problema. Malho três vezes por semana, quando dá, com um personal trainer. Mas só faço musculação. Se fizer exercício aeróbico perco muito peso.

Já fez plástica?
Eu até mexeria embaixo dos olhos. Não sou contra, mas se não fizer será por medo do resultado. Mexer no rosto pode deixar uma pessoa irreconhecível.  

E Botox?
Para ator é uma loucura fazer. Preciso ser capaz de franzir a testa, de reagir em cena. Sem conseguir mexer o rosto, complica.  

Em Baque, você e seu irmão Carlos Evelyn interpretam um casal de namorados. Rolou algum estranhamento?
Para mim foi problemático. Avisei logo que não teria cena de beijo. Depois de uma das apresentações, vi um casal comentando que achava que a gente tinha sido casado, por causa do sobrenome igual.  

É verdade que você não deixa sua filha, que tem 12 anos, ver televisão?
Luiza dorme muito cedo, às 8 da noite, porque sua rotina é corrida. Acorda às 6 da manhã e, além da escola, faz aulas de bateria, teatro, balé, natação e tênis. Antes de dormir, lê. Quando estou em casa, leio com ela. Luiza não tem o hábito de ver televisão. Acho que novela das 8 não é mesmo para uma menina de sua idade. Ela vê sempre o primeiro e o último capítulo das minhas novelas. Se é teatro, vai à estréia.  

De que parte do seu corpo você mais gosta?
Das mãos. Porque são iguais às da minha avó.

E de qual menos gosta?
Queria que as minhas pernas fossem um pouquinho mais grossas.  

     
   
 
 
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