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21 de agosto de 2002
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É isso aí!

Tomar uma garrafinha de Coca-Cola nos
restaurantes e bares pode custar uma nota

Eduardo Lima

Quem gosta de beber uma Coca-Cola durante as refeições está tendo de se acostumar a uma nova garrafa. Trata-se da chamada versão contour, menor e mais bojuda que a tradicional. Tem capacidade para 237 mililitros – cerca de 30% menos que a lata de alumínio (350 mililitros) e 20% menos que a garrafinha comum (290 mililitros). É a mesma embalagem lançada em 1916 nos Estados Unidos. Por aqui, esteve à venda entre 1942 e o início dos anos 70. Apesar de charmosa, nem todos aprovaram a novidade. "O sabor é o mesmo, mas a quantidade é muito pequena", diz o jornalista e escritor Marcelo Duarte, jurado da edição Comer & Beber de Veja São Paulo, um cocólatra assumido. "Tomo normalmente duas latinhas por almoço. Garrafinhas, tem de ser três." Algumas casas chegaram a testar o lançamento, mas acabaram voltando às velhas medidas. "Tivemos muitas queixas quanto ao tamanho e desistimos de utilizá-lo", conta um dos gerentes da cantina Famiglia Mancini, Cícero Batista.

A principal reclamação, no entanto, está no preço. Como o vasilhame não é retornável, a contour é mais cara. Na Casa Santa Luzia, o pacote com doze garrafinhas de 237 mililitros custa 9,20 reais, ou 77 centavos a unidade. A latinha, que tem 350 mililitros, 74 centavos. Independentemente do tamanho, os preços vão ao espaço nos restaurantes e bares da cidade. Nos badalados Ruella e A Figueira Rubaiyat, pagam-se 3,50 reais pela garrafinha de 237 mililitros. Pela de 290 mililitros, o Fasano cobra 5 reais. Essa mesma garrafa, no Massimo, sai por 8 reais – com os quais se pode tomar uma taça do bom vinho argentino Catena Argento Malbec no Varanda Grill.


Fotos Mario Rodrigues


         
     
 
 
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