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BEBIDA
É
isso aí!
Tomar
uma garrafinha de Coca-Cola nos
restaurantes
e bares pode custar uma nota
Eduardo
Lima
Quem
gosta de beber uma Coca-Cola durante as refeições
está tendo de se acostumar a uma nova garrafa. Trata-se da
chamada versão contour, menor e mais bojuda que a tradicional.
Tem capacidade para 237 mililitros cerca de 30% menos que
a lata de alumínio (350 mililitros) e 20% menos que a garrafinha
comum (290 mililitros). É a mesma embalagem lançada
em 1916 nos Estados Unidos. Por aqui, esteve à venda entre
1942 e o início dos anos 70. Apesar de charmosa, nem todos
aprovaram a novidade. "O sabor é o mesmo, mas a quantidade
é muito pequena", diz o jornalista e escritor Marcelo Duarte,
jurado da edição Comer & Beber de Veja
São Paulo, um cocólatra assumido. "Tomo normalmente
duas latinhas por almoço. Garrafinhas, tem de ser três."
Algumas casas chegaram a testar o lançamento, mas acabaram
voltando às velhas medidas. "Tivemos muitas queixas quanto
ao tamanho e desistimos de utilizá-lo", conta um dos gerentes
da cantina Famiglia Mancini, Cícero Batista.
A
principal reclamação, no entanto, está no preço.
Como o vasilhame não é retornável, a contour
é mais cara. Na Casa Santa Luzia, o pacote com doze garrafinhas
de 237 mililitros custa 9,20 reais, ou 77 centavos a unidade. A
latinha, que tem 350 mililitros, 74 centavos. Independentemente
do tamanho, os preços vão ao espaço nos restaurantes
e bares da cidade. Nos badalados Ruella e A Figueira Rubaiyat, pagam-se
3,50 reais pela garrafinha de 237 mililitros. Pela de 290 mililitros,
o Fasano cobra 5 reais. Essa mesma garrafa, no Massimo, sai por
8 reais com os quais se pode tomar uma taça do bom
vinho argentino Catena Argento Malbec no Varanda Grill.
Fotos Mario Rodrigues
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