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21 de junho de 2006
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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

 

Fotos Mario Rodrigues

Um time de futebol exótico, formado por sete jogadores com cerca de 3 metros de altura, bate bola no centro da cidade. Exposta pela primeira vez em Toulouse, na França, durante a Copa de 1998, a mostra Deuses e Semideuses do Futebol – A Ginga Canonizada enfeita o Vale do Anhangabaú até o fim do Mundial da Alemanha. As esculturas são assinadas pelo artista plástico paulistano João Monteiro.

 

Esta é só dele

Habitué do restaurante Capim Santo, o apresentador Serginho Groisman decidiu radicalizar para não ficar esperando quando quer comer ali. Há mais de um ano, comprou uma mesa, só dele, e a levou para o restaurante. Claro que, para isso, se valeu da amizade com a chef-proprietária, Morena Leite. "A mesa fica guardada no 2º andar. Quando o Serginho vem, nós a trazemos para o salão", diz ela.

 

Por Alá!  

Toda semana, a artesã Claudete Brito vende dez unidades desta boneca (39 reais cada uma). "Demoro pelo menos seis horas para confeccioná-las", conta. O resultado é para muçulmano nenhum botar defeito: são vestidas a caráter e usam um véu feito de voile ou crepe.

 

Oásis de LPs  

Quando começou sua "coleçãozinha", em 1978, Luis Calanca tinha 6 000 discos em casa. Hoje, são 90 000. Para acomodá-los, alugou cinco salas da Galeria do Rock. Sua loja, a Baratos Afins, ocupa ainda outras quatro, para atender os fanáticos por música.

 

Quem foi?

Reprodução


O padre gaúcho Roberto Landell de Moura (1861-1928) dividia seu tempo entre o trabalho religioso – na cidade, atuou na Paróquia de Sant'Ana, Zona Norte – e o amor à ciência. Já em 1893 realizou experiências de transmissão radiofônica da Avenida Paulista ao Alto de Santana, três anos antes do italiano Guglielmo Marconi, a quem é atribuído o invento. Numa tentativa de reparar tal injustiça histórica, acaba de ser lançado o livro Padre Landell de Moura – Um Herói sem Glória, do jornalista Hamilton Almeida.

 

CPTM adverte: é proibido fumar

 

Fernando Moraes

Na edição de 26 de abril, VEJA publicou uma reportagem com foto mostrando um gigante símbolo para proibir que os usuários do metrô de Madri, na Espanha, fumem. E não é que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) gostou da idéia? Na quarta-feira (14) foram instalados os primeiros dos 78 adesivos com a advertência, nas estações mais movimentadas da capital. Os três maiores estão no piso da Estação da Luz (foto acima).

 

Como surgiu este nome?

Há duas explicações para a origem do nome desse bairro da Zona Oeste. Uma delas diz que Perus vem da expressão tupi-guarani "pi-ru", algo como "pôr-se apertado", em virtude do relevo irregular da região. A versão mais prosaica da história, entretanto, é a do sítio de Nhá Maria, localizado por ali, onde se criavam perus. Fato é que, em 1867, quando a São Paulo Railway inaugurou a primeira estrada de ferro a passar pelo bairro, chamou a parada de Estação Perus, oficializando a denominação.

 

Memória paulistana

 
Reprodução do livro Carnaval & Samba em Evolução na Cidade de São Paulo

Em 1959, no ano seguinte à conquista do primeiro título brasileiro em uma Copa do Mundo, os foliões aproveitaram o Carnaval para homenagear a seleção canarinho. A foto acima mostra a festa do Recreativo União da Vila Esperança, em uma rua da Zona Leste. Com estrutura de madeira e arame, os carros alegóricos eram recobertos com papel machê e empurrados pelos carnavalescos. Uma réplica gigante da taça Jules Rimet, revestida com papel dourado, foi o destaque dessa decoração. Na época, desfiles carnavalescos cheios de marchinhas bem-humoradas movimentavam alguns bairros da capital.

Com reportagem de Edison Veiga, Mariana Shirai e Regina Cazzamatta
Mande suas sugestões para o e-mail misterios@abril.com.br

     
   
 
 
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