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21 de junho de 2006
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GASTRONOMIA

Endereço gourmet

A Rua Joaquim Antunes ganha
quatro novos restaurantes

Isabela Barros

 
Fotos Mario Rodrigues
Maní: idéia de unir na mesma mesa naturebas e quem não dispensa uma carne


Veja também
Mapa da região
Receitas
 Mix de cogumelos e aspargos
 Creme catalana
 Sopa de menta
 Espaguete com camarão e ovas de atum
 Sanduíche Paris
 Frango recheado com presunto cru e banana-da-terra ao molho de gengibre
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O arquiteto e restaurateur Roberto Ravioli freqüenta a Rua Joaquim Antunes há três décadas. Para ele, o trecho mais bacana da via está entre a Avenida Rebouças e a Alameda Gabriel Monteiro da Silva, no Jardim Paulistano. Era ali que Ravioli comprava bisnagas e pão sem casca na extinta Padaria Regência. De tanto passear na região, chegou até a arrumar uma namorada por lá. O romance não vingou, mas o endereço ainda traria sorte ao empresário. No mesmo imóvel que abrigou durante mais de quarenta anos a panificadora, ele abriu seu Ravioli Cucina Casalinga, de culinária italiana, no mês passado. "Recebo 350 pessoas por dia", diz. "O movimento está tão grande que chego a encaminhar clientes para a concorrência." O restaurante é o mais novo entre os seis instalados exatamente nesse agitado quarteirão. Juntos, esses estabelecimentos formam um pólo gastronômico que já divide as atenções com as lojas de artigos de enxoval e decoração.

 

Braverie: café com opções de pratos rápidos

A concentração gourmet na Joaquim Antunes é recente. Mais da metade das casas abriram suas portas de um ano para cá. "Os clientes comentam que querem conhecer todas", afirma Ina de Abreu, proprietária do Fillipa, em funcionamento no número 260 desde junho do ano passado. Irmão mais novo do Mestiço, aberto em 1997 na Consolação, o Fillipa é conhecido pela cozinha contemporânea, com elementos das culinárias francesa e asiática. Além do marketing espontâneo trazido pela multiplicação de lugares, a rua é cobiçada pelo fato de servir de passagem para quem sai da Rebouças em direção aos Jardins. Dessa forma, os empreendimentos conseguem atrair tanto os moradores dos bairros próximos como os desavisados que descobrem a via por acaso. Os executivos das empresas da região também são fregueses importantes, principalmente na hora do almoço. De olho nesse público, algumas casas oferecem menus executivos com entrada, prato principal e sobremesa no horário.

 

Ravioli Cucina Casalinga: aberto no mês passado no lugar da antiga Padaria Regência

Mais despojado entre os pontos da Joaquim Antunes, o Maní tem entre seus sócios o ex-piloto de Fórmula 1 Pedro Paulo Diniz e a modelo, apresentadora e dublê de atriz Fernanda Lima. A influência dos famosos naturebas pode ser sentida no menu, que por pouco não ficou totalmente vegetariano. "Queríamos ser um lugar em que grupos de amigos que gostam ou não de carne pudessem jantar juntos", diz Giovana Baggio, a terceira sócia do empreendimento, inaugurado no início de março. Ainda mais nova no pedaço, a Braverie, aberta no último dia 22, também investe em refeições leves. Café com opções de pratos rápidos (quiches, sopas e saladas), o local complementa o mix da rua. "Faltava um lugar para fazer um lanche", afirma a proprietária Bruna Caloi.

 
Fillipa: irmão mais novo do Mestiço, tem influência das culinárias francesa e asiática

Menos light, o espanhol Toro é quase um veterano na área (foi aberto em abril de 2004) e comemora a chegada dos vizinhos. "Estamos numa rua charmosa", diz Daniela Hispagnol, uma das sócias do restaurante. "Cada novo estabelecimento ajuda a atrair gente para os outros." Descobridor da vocação gastronômica da Joaquim Antunes, o Mercearia do Conde escolheu a rua para oferecer suas massas e saladas em 1991. Os proprietários vêem o buchicho com cautela. "Viemos para cá exatamente porque não havia ninguém", lembra Flavia Mariotto, uma das donas. "Agora, o trânsito piorou muito. Nunca foi tão difícil estacionar." Alheios aos bastidores das panelas, os donos de lojas de decoração aproveitam a diversidade para variar o cardápio. E, claro, faturar. "Almoço a cada dia num lugar diferente", afirma Marcelo Gueller, proprietário da loja Rendas e Fricotes. Por causa das filas de espera dos restaurantes na hora do jantar, Gueller deixa a vitrine iluminada para chamar atenção para seus produtos. "As luzes ficam acesas até as 3 da manhã." Com toda essa agitação, a conta de energia do empresário não deve baixar tão cedo.

Toro e Mercearia do Conde (à dir.): veteranos
     
   
 
 
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