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GASTRONOMIA
Endereço gourmet A Rua Joaquim Antunes ganha quatro
novos restaurantes Isabela Barros Fotos
Mario Rodrigues
 | | Maní:
idéia de unir na mesma mesa naturebas e quem não dispensa uma carne
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| Veja
também |
Receitas |
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O arquiteto e restaurateur Roberto Ravioli freqüenta
a Rua Joaquim Antunes há três décadas. Para ele, o trecho
mais bacana da via está entre a Avenida Rebouças e a Alameda Gabriel
Monteiro da Silva, no Jardim Paulistano. Era ali que Ravioli comprava bisnagas
e pão sem casca na extinta Padaria Regência. De tanto passear na
região, chegou até a arrumar uma namorada por lá. O romance
não vingou, mas o endereço ainda traria sorte ao empresário.
No mesmo imóvel que abrigou durante mais de quarenta anos a panificadora,
ele abriu seu Ravioli Cucina Casalinga, de culinária italiana, no mês
passado. "Recebo 350 pessoas por dia", diz. "O movimento está tão
grande que chego a encaminhar clientes para a concorrência." O restaurante
é o mais novo entre os seis instalados exatamente nesse agitado quarteirão.
Juntos, esses estabelecimentos formam um pólo gastronômico que já
divide as atenções com as lojas de artigos de enxoval e decoração.
 | | Braverie:
café com opções de pratos rápidos |
A
concentração gourmet na Joaquim Antunes é recente. Mais da
metade das casas abriram suas portas de um ano para cá. "Os clientes comentam
que querem conhecer todas", afirma Ina de Abreu, proprietária do Fillipa,
em funcionamento no número 260 desde junho do ano passado. Irmão
mais novo do Mestiço, aberto em 1997 na Consolação, o Fillipa
é conhecido pela cozinha contemporânea, com elementos das culinárias
francesa e asiática. Além do marketing espontâneo trazido
pela multiplicação de lugares, a rua é cobiçada pelo
fato de servir de passagem para quem sai da Rebouças em direção
aos Jardins. Dessa forma, os empreendimentos conseguem atrair tanto os moradores
dos bairros próximos como os desavisados que descobrem a via por acaso.
Os executivos das empresas da região também são fregueses
importantes, principalmente na hora do almoço. De olho nesse público,
algumas casas oferecem menus executivos com entrada, prato principal e sobremesa
no horário.  | | Ravioli
Cucina Casalinga: aberto no mês passado no lugar da antiga Padaria Regência
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Mais despojado entre os pontos da Joaquim
Antunes, o Maní tem entre seus sócios o ex-piloto de Fórmula
1 Pedro Paulo Diniz e a modelo, apresentadora e dublê de atriz Fernanda
Lima. A influência dos famosos naturebas pode ser sentida no menu, que por
pouco não ficou totalmente vegetariano. "Queríamos ser um lugar
em que grupos de amigos que gostam ou não de carne pudessem jantar juntos",
diz Giovana Baggio, a terceira sócia do empreendimento, inaugurado no início
de março. Ainda mais nova no pedaço, a Braverie, aberta no último
dia 22, também investe em refeições leves. Café com
opções de pratos rápidos (quiches, sopas e saladas), o local
complementa o mix da rua. "Faltava um lugar para fazer um lanche", afirma a proprietária
Bruna Caloi.  | | Fillipa:
irmão mais novo do Mestiço, tem influência das culinárias francesa e asiática
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Menos light, o espanhol Toro é
quase um veterano na área (foi aberto em abril de 2004) e comemora a chegada
dos vizinhos. "Estamos numa rua charmosa", diz Daniela Hispagnol, uma das sócias
do restaurante. "Cada novo estabelecimento ajuda a atrair gente para os outros."
Descobridor da vocação gastronômica da Joaquim Antunes, o
Mercearia do Conde escolheu a rua para oferecer suas massas e saladas em 1991.
Os proprietários vêem o buchicho com cautela. "Viemos para cá
exatamente porque não havia ninguém", lembra Flavia Mariotto, uma
das donas. "Agora, o trânsito piorou muito. Nunca foi tão difícil
estacionar." Alheios aos bastidores das panelas, os donos de lojas de decoração
aproveitam a diversidade para variar o cardápio. E, claro, faturar. "Almoço
a cada dia num lugar diferente", afirma Marcelo Gueller, proprietário da
loja Rendas e Fricotes. Por causa das filas de espera dos restaurantes na hora
do jantar, Gueller deixa a vitrine iluminada para chamar atenção
para seus produtos. "As luzes ficam acesas até as 3 da manhã." Com
toda essa agitação, a conta de energia do empresário não
deve baixar tão cedo.  |  | | Toro
e Mercearia do Conde (à dir.): veteranos |
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