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20 de abril de 2005
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What is this?!

Pesquisa mostra atentados ao inglês
e ao português em placas e anúncios

Nana Caetano

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Galeria de imagens com exemplos de estrangeirismos

Muita gente acredita que batizar estabelecimentos, produzir placas ou mesmo fazer anúncios com expressões em inglês dá um ar sofisticado ao negócio. Só isso explicaria a profusão de lugares que nem sequer usam palavras em português em seus materiais e, mais grave, muitas vezes cometem erros grosseiros de gramática e sentido. Há dois anos, a professora de inglês Inara Couto, da escola Cel-Lep, saiu pela cidade fotografando essas agressões à língua de Shakespeare. Colecionou 500 estrangeirismos e transformou a aventura em uma dissertação de mestrado na Universidade de Birminghan, na Inglaterra. Sua idéia é publicar o trabalho em um livro paradidático. "Essa mania cria um novo analfabetismo", diz. "Além de difundir um dialeto que nem inglês correto é."

É claro que não passa pela cabeça da pesquisadora fazer campanha a favor da proibição do uso de palavras estrangeiras, como propõe o projeto de lei do ministro Aldo Rebelo. "Se a população ao menos tivesse acesso a um estudo básico da língua inglesa, poderia, além de entender o que essas placas dizem, perceber seus erros", afirma Inara. Ela conta que o fato de as línguas se misturarem não é recente. A palavra chute, por exemplo, vem do inglês shoot, que significa atirar. "No início do século XX, era assim que ela era grafada por aqui." Para o jornalista Eduardo Martins, autor do Manual de Redação e Estilo do jornal O Estado de S. Paulo, não há problemas no uso de palavras estrangeiras quando elas não têm substituto em português, a exemplo de marketing e mouse. "Nos outros casos, como dizer sale ou off em vez de liquidação e descontos, é um deslumbramento desnecessário." O professor Pasquale Cipro Neto vai além: "Substituir palavras que existem em português por outras em inglês é exibicionismo público, macaquice e sinal de subdesenvolvimento". O.k.?

 

O uso do apóstrofo dá a entender que a casa pertence às almofadas. O mais correto seria the pillow home, ou casa da almofada

A expressão "a preço de banana" só faz sentido em português. Até porque bananas custam caro no Hemisfério Norte
Impossível decifrar. O que será que quiseram dizer com "ande carro estacionamento"?
Palavras como peg, lav e skent até soam como inglês, mas são somente português escrito errado
Exemplo de mistura de línguas. Trocadilho com Big Brother Brasil
     
   
 
 
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