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19 de abril de 2006
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CONCERTO

Divulgação
Segerstam: noite finlandesa

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO E LEIF SEGERSTAM. A platéia paulistana tem nesta semana a oportunidade de conhecer um pouquinho mais da cultura musical da Finlândia. Sob a regência de Leif Segerstam, que esteve na mesma Sala São Paulo em 2004 à frente da Filarmônica de Helsinque – da qual é diretor artístico –, a Osesp dedica três noites ao repertório daquele país. Uma das peças pertence ao próprio maestro. Trata-se de (pasmem!) sua 149ª sinfonia. A obra, de apenas 24 minutos, assemelha-se na compacta duração a outra sinfonia programada: a Sétima de Sibelius, escrita em 1924 e feita de um único movimento. O finlandês Segerstam ainda conduz o conjunto no poema sinfônico Tapiola Op. 112, também de Sibelius, e no Concerto para Pássaros e Flores, composto em 1972 por Einojuhani Rautavaara, autor de peças místicas e introspectivas.

 

EXPOSIÇÃO

Divulgação
Arte de Lizárraga: a várias mãos

ANTONIO LIZÁRRAGA. Foi o rigor matemático inerente à arte gráfica que permitiu a Lizárraga, vítima de um derrame cerebral em 1983, dar continuidade à sua produção. Ele passou a ditar os procedimentos a assistentes, e estes, com régua e compasso, reproduziram em papéis milimetrados as tão peculiares linhas geométricas do mestre. O recurso serviu a pinturas, desenhos, gravuras e esculturas, técnicas das sessenta peças do artista expostas na Pinacoteca do Estado até 21 de maio. Lizárraga, argentino de 81 anos naturalizado brasileiro, é lembrado também em dezenove trabalhos em cartaz no Estúdio Buck.

 

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Galeria de imagens

 

TEATRO

João Caldas
Scapin e Baskerville: duelo acalorado


QUANDO NIETZSCHE CHOROU.
O fictício encontro do filósofo alemão Friedrich Nietzsche com o médico austríaco Josef Breuer transformou em best-seller o romance Quando Nietzsche Chorou, do psiquiatra americano Irvin Yalom. Adaptada por Ulisses Cohn e Nelson Baskerville, a história também funciona no palco. Cassio Scapin interpreta um Nietzsche deprimido, à beira do suicídio. Na Viena do século XIX, ele procura a ajuda do doutor Breuer (papel de Baskerville), mentor de Freud e atormentado por uma crise existencial. A projeção de imagens é um dos poucos recursos cênicos utilizados. Dirigida por Cohn, a montagem clean tem como alicerces a excelente atuação da dupla e um embate acalorado – embora longe de fundir a cuca – entre a filosofia e a psicanálise.

 

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Vídeo de Quando Nietzsche Chorou

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