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19 de abril de 2006
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Kênya e Keyla Boaventura
Roqueiras e VJs, 23 anos

Rodrigo Brancatelli

Daniela Toviansky


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Assista ao clipe
de Tem Dias

Elas são uma mistura das irmãs Olsen, dupla americana famosa por trabalhar desde pequena em seriados de TV, com os desbocados personagens Beavis & Butt-Head. As gêmeas mineiras Kênya e Keyla Boaventura, integrantes da banda de rock K-Sis, comandam desde o início de março o programa Disk MTV. Durante uma hora, de segunda a sexta, elas apresentam os clipes mais pedidos pelo público. Atrapalham-se, falam palavrões, esquecem o texto, erram o nome dos artistas, falam ainda mais palavrões. Um sucesso. No site de relacionamentos Orkut, pelo menos sessenta comunidades são dedicadas à dupla – a maioria para elogiar a performance das meninas.

Vocês já se consideram famosas?
Keyla:
Não. Mas nunca dei tanto autógrafo.
Kênya: Somos paradas na rua. É legal demais. Algumas garotinhas dizem que querem copiar nosso jeito de vestir. Na internet, ficam discutindo nossa performance.

Qual é a rotina de vocês?
Keyla:
Está tudo muito corrido. Chegamos à emissora às 4 da tarde, passamos o texto e gravamos (o programa vai ao ar, ao vivo, das 18 às 19 horas).
Kênya: À noite, quase não dormimos. É a melhor hora para compor nossas canções. Por isso sofro de olheira crônica.

Vocês se vêem mais como roqueiras ou como apresentadoras?
Keyla:
A música vem sempre antes.
Kênya: Começamos a tocar aos 7 anos, quando meus pais me deram um baixo de presente. Participamos de vários festivais em Minas. Cantávamos de tudo, de música italiana a sertaneja.
Keyla: Ganhamos vários concursos também.

Quando decidiram vir para São Paulo?
Kênya:
Aos 17 anos fomos morar sozinhas em Mairiporã. Começamos a tocar em lugares perto da Serra da Cantareira, até que pintou um contato com a gravadora. Gravamos nosso primeiro disco e agora o divulgamos por aí.

Quem são seus ídolos?
Keyla:
Noel Rosa. Penso nele todo santo dia.
Kênya: Eu amo de paixão Elvis Presley, Janis Joplin e Santos Dumont. Esse cara é genial.

Como surgiu o convite para apresentar o Disk MTV?
Kênya:
Gravamos um videoclipe da canção Tem Dias e viemos apresentar na emissora. Aí foram com a nossa cara, pediram para fazer um teste. Pelo jeito deu certo, né?

A apresentação quase caótica de vocês faz parte do charme?
Keyla:
Tentamos ser espontâneas. A gente erra as falas, se atropela. Comentamos a roupa dos artistas, rimos à toa. Mas é o erro que nos aproxima do público. Fica mais natural, cria mais empatia com as pessoas.

E os palavrões?
Kênya:
Ai...
Keyla: A gente não fala palavrão na TV, não (risos)... Às vezes escapam alguns, mas eu tento me segurar.

Quando vocês eram pequenas, faziam o estilo par de vasos?
Keyla:
Até os 12, 13 anos, era sempre roupa igual.
Kênya: Minha mãe fazia as roupas, porque ela é costureira. Sempre tivemos preguiça de ir ao shopping. Já fiquei um ano usando a mesma calça.

E hoje em dia?
Kênya:
Somos muito diferentes atualmente. Eu sou pequenininha, não posso usar roupa grande. Gosto de sainha. Já minha irmã sempre foi a largadona da dupla.
Keyla: Se a calça está larga, nem ligo. Já vesti muita roupa do meu pai. Com o cabelo é a mesma coisa. Tem de vir alguém chamar atenção para eu pentear. Não sou vaidosa.
Kênya: Mentira! Você é uma noiva para se arrumar. Gasta quarenta minutos se aprontando, só para ficar com esse look largado.

Por que vocês usam essas botas com plataformas tão altas?
Keyla:
Porque a gente é baixinha, uai! Temos 1,55 metro. É o único jeito de assistir a shows, por exemplo.

     
   
 
 
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