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MEU ESTILO
Kênya e Keyla Boaventura
Roqueiras e VJs, 23 anos
Rodrigo Brancatelli
Daniela Toviansky
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Elas são uma mistura das irmãs
Olsen, dupla americana famosa por trabalhar desde pequena em seriados
de TV, com os desbocados personagens Beavis & Butt-Head. As
gêmeas mineiras Kênya e Keyla Boaventura, integrantes
da banda de rock K-Sis, comandam desde o início de março
o programa Disk MTV. Durante uma hora, de segunda a sexta,
elas apresentam os clipes mais pedidos pelo público. Atrapalham-se,
falam palavrões, esquecem o texto, erram o nome dos artistas,
falam ainda mais palavrões. Um sucesso. No site de relacionamentos
Orkut, pelo menos sessenta comunidades são dedicadas à
dupla – a maioria para elogiar a performance das meninas.
Vocês já
se consideram famosas?
Keyla: Não. Mas nunca dei tanto autógrafo.
Kênya: Somos paradas na rua. É legal demais.
Algumas garotinhas dizem que querem copiar nosso jeito de vestir.
Na internet, ficam discutindo nossa performance.
Qual é
a rotina de vocês?
Keyla: Está tudo muito corrido. Chegamos à emissora
às 4 da tarde, passamos o texto e gravamos (o programa
vai ao ar, ao vivo, das 18 às 19 horas).
Kênya: À noite, quase não dormimos. É
a melhor hora para compor nossas canções. Por isso
sofro de olheira crônica.
Vocês se
vêem mais como roqueiras ou como apresentadoras?
Keyla: A música vem sempre antes.
Kênya: Começamos a tocar aos 7 anos, quando
meus pais me deram um baixo de presente. Participamos de vários
festivais em Minas. Cantávamos de tudo, de música
italiana a sertaneja.
Keyla: Ganhamos vários concursos também.
Quando decidiram
vir para São Paulo?
Kênya: Aos 17 anos fomos morar sozinhas em Mairiporã.
Começamos a tocar em lugares perto da Serra da Cantareira,
até que pintou um contato com a gravadora. Gravamos nosso
primeiro disco e agora o divulgamos por aí.
Quem são
seus ídolos?
Keyla: Noel Rosa. Penso nele todo santo dia.
Kênya: Eu amo de paixão Elvis Presley, Janis
Joplin e Santos Dumont. Esse cara é genial.
Como surgiu o
convite para apresentar o Disk MTV?
Kênya: Gravamos um videoclipe da canção
Tem Dias e viemos apresentar na emissora. Aí foram
com a nossa cara, pediram para fazer um teste. Pelo jeito deu certo,
né?
A apresentação
quase caótica de vocês faz parte do charme?
Keyla: Tentamos ser espontâneas. A gente erra as falas,
se atropela. Comentamos a roupa dos artistas, rimos à toa.
Mas é o erro que nos aproxima do público. Fica mais
natural, cria mais empatia com as pessoas.
E os palavrões?
Kênya: Ai...
Keyla: A gente não fala palavrão na TV, não
(risos)... Às vezes escapam alguns, mas eu tento me
segurar.
Quando vocês
eram pequenas, faziam o estilo par de vasos?
Keyla: Até os 12, 13 anos, era sempre roupa igual.
Kênya: Minha mãe fazia as roupas, porque ela
é costureira. Sempre tivemos preguiça de ir ao shopping.
Já fiquei um ano usando a mesma calça.
E hoje em dia?
Kênya: Somos muito diferentes atualmente. Eu sou pequenininha,
não posso usar roupa grande. Gosto de sainha. Já minha
irmã sempre foi a largadona da dupla.
Keyla: Se a calça está larga, nem ligo. Já
vesti muita roupa do meu pai. Com o cabelo é a mesma coisa.
Tem de vir alguém chamar atenção para eu pentear.
Não sou vaidosa.
Kênya: Mentira! Você é uma noiva para
se arrumar. Gasta quarenta minutos se aprontando, só para
ficar com esse look largado.
Por que vocês
usam essas botas com plataformas tão altas?
Keyla: Porque a gente é baixinha, uai! Temos 1,55 metro.
É o único jeito de assistir a shows, por exemplo.
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