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MISTÉRIOS
DA CIDADE Sabe onde fica? Heudes
Régis
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Quem
passa pela região do Sumaré à noite deve ter notado tons
de verde no céu. Desde dezembro, a TV Cultura passou a iluminar sua torre
de transmissão, na Avenida Doutor Arnaldo. A estrutura metálica
pesa 550 toneladas e tem 155 metros de altura, contando com a antena. Para colori-la,
foram comprados 26 projetores com lâmpadas de vapor metálico, acesas
do pôr-do-sol à meia-noite. A empreitada custou aos cofres da Fundação
Padre Anchieta 125000 reais. Afinal,
qual é a grafia correta?
Apenas uma placa desta rua, em Perdizes, está com a grafia correta. Apinajés
é o nome de uma tribo e, como todas as palavras indígenas, foi aportuguesada
com "j". Na
maioria das placas, lê-se Turiassú. "É um erro duplo", afirma
o professor Pasquale Cipro Neto. "O correto é Turiaçu, com cedilha,
por vir do tupi, e sem acento." A letra u no fim de uma palavra só leva
acento quando forma hiato seqüência de vogais em duas sílabas
diferentes , caso de Grajaú. No
último poste da Rua Venâncio Aires, aparece uma placa sem o devido
acento circunflexo. Pode-se ligar para a prefeitura (
156) e pedir que sejam corrigidos estes e outros atentados à língua
portuguesa. Quem
foi?
Reprodução
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Culta,
elegante e uma espécie de fada madrinha do movimento modernista, Olívia
Guedes Penteado nasceu em Campinas, em 1872, mas morou a maior parte da vida em
São Paulo. Em seu palacete, na Avenida Duque de Caxias, nos Campos Elíseos,
mandou construir o Pavilhão Modernista, projetado por Lasar Segall e decorado
com quadros de Picasso e Léger. Ali se reuniam figuras como Mário
de Andrade e Tarsila do Amaral. Olívia morreu em 1934. Seu túmulo,
no Cemitério da Consolação, é ornamentado com a escultura
O Sepultamento, de Victor Brecheret.
Campeonato
no pipódromo
Luis
R. Pereira
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Uma
competição diferente está marcada para a próxima terça
(25), dia do aniversário da cidade. Numa área de 15000 metros quadrados
no Parque Ecológico do Tietê, haverá um campeonato de pipas.
Cerca de 400 participantes já estão inscritos, em diferentes categorias:
engenhosidade, criatividade, beleza e tamanho. Os concorrentes serão avaliados
no solo, mas só leva o troféu para casa quem conseguir empinar seu
papagaio por pelo menos vinte minutos, sem tocar o chão. Informações,
5594-1482.
Guru de Serra
AP
Photo/Frank Gunn
 | Divulgação
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Secretários
e assessores do prefeito José Serra receberam um dever de casa: ler o livro
Morte e Vida de Grandes Cidades, da urbanista americana Jane Jacobs, 88
anos. Na obra, publicada nos anos 60 e lançada no Brasil pela Martins Fontes
(59,80 reais), a autora defende idéias como estas:
• A cidade precisa ter bairros onde escolas, comércios, residências
e áreas de lazer convivam harmoniosamente.
• Ruas mal iluminadas, calçadas esburacadas e parques abandonados corroem
a urbanidade. • Para privilegiar o
pedestre, as calçadas devem ser largas e os canteiros, arborizados.
• Projetos para melhorar o trânsito não podem descaracterizar os
bairros. Memória
paulistana Carl
Heinz Hahmann/Coleção Tony Belviso
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No fim do século XIX, foram construídos reservatórios de
água na Cantareira. Para transportar operários e equipamentos até
lá, criou-se uma ferrovia. Nos fins de semana, paulistanos embarcavam nos
trens a vapor e iam fazer piqueniques na serra. Os agricultores da região,
que antes viajavam de carroça com seus produtos até o Mercado Municipal,
tornaram-se passageiros assíduos. A partir dos anos 60, com o sucesso do
samba Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, a linha da Cantareira
que tinha entre suas paradas a estação Jaçanã, mas
jamais funcionou tarde da noite ganhou fama nacional. Nesta foto, de 1953,
a maria-fumaça atravessava a ponte sobre o Rio Tamanduateí, no cruzamento
hoje formado pelas avenidas do Estado e Cruzeiro do Sul. A imagem está
no livro Mercado Municipal de São Paulo, da editora Abooks. Editado
por Lúcia Monteiro. Com reportagem de Caio Quero, Luisa Alcantara
e Silva e Otávio Canecchio |