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19 de janeiro de 2005
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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

 
Heudes Régis

Quem passa pela região do Sumaré à noite deve ter notado tons de verde no céu. Desde dezembro, a TV Cultura passou a iluminar sua torre de transmissão, na Avenida Doutor Arnaldo. A estrutura metálica pesa 550 toneladas e tem 155 metros de altura, contando com a antena. Para colori-la, foram comprados 26 projetores com lâmpadas de vapor metálico, acesas do pôr-do-sol à meia-noite. A empreitada custou aos cofres da Fundação Padre Anchieta 125000 reais.

 

Afinal, qual é a grafia correta?

 

Apenas uma placa desta rua, em Perdizes, está com a grafia correta. Apinajés é o nome de uma tribo e, como todas as palavras indígenas, foi aportuguesada com "j".

 

Na maioria das placas, lê-se Turiassú. "É um erro duplo", afirma o professor Pasquale Cipro Neto. "O correto é Turiaçu, com cedilha, por vir do tupi, e sem acento." A letra u no fim de uma palavra só leva acento quando forma hiato – seqüência de vogais em duas sílabas diferentes –, caso de Grajaú.

 

No último poste da Rua Venâncio Aires, aparece uma placa sem o devido acento circunflexo. Pode-se ligar para a prefeitura ( 156) e pedir que sejam corrigidos estes e outros atentados à língua portuguesa.

 

Quem foi?

Reprodução


Culta, elegante e uma espécie de fada madrinha do movimento modernista, Olívia Guedes Penteado nasceu em Campinas, em 1872, mas morou a maior parte da vida em São Paulo. Em seu palacete, na Avenida Duque de Caxias, nos Campos Elíseos, mandou construir o Pavilhão Modernista, projetado por Lasar Segall e decorado com quadros de Picasso e Léger. Ali se reuniam figuras como Mário de Andrade e Tarsila do Amaral. Olívia morreu em 1934. Seu túmulo, no Cemitério da Consolação, é ornamentado com a escultura O Sepultamento, de Victor Brecheret.

 

Campeonato no pipódromo

Luis R. Pereira


Uma competição diferente está marcada para a próxima terça (25), dia do aniversário da cidade. Numa área de 15000 metros quadrados no Parque Ecológico do Tietê, haverá um campeonato de pipas. Cerca de 400 participantes já estão inscritos, em diferentes categorias: engenhosidade, criatividade, beleza e tamanho. Os concorrentes serão avaliados no solo, mas só leva o troféu para casa quem conseguir empinar seu papagaio por pelo menos vinte minutos, sem tocar o chão. Informações, 5594-1482.

 

Guru de Serra

 
AP Photo/Frank Gunn
Divulgação

Secretários e assessores do prefeito José Serra receberam um dever de casa: ler o livro Morte e Vida de Grandes Cidades, da urbanista americana Jane Jacobs, 88 anos. Na obra, publicada nos anos 60 e lançada no Brasil pela Martins Fontes (59,80 reais), a autora defende idéias como estas:

• A cidade precisa ter bairros onde escolas, comércios, residências e áreas de lazer convivam harmoniosamente.

• Ruas mal iluminadas, calçadas esburacadas e parques abandonados corroem a urbanidade.

• Para privilegiar o pedestre, as calçadas devem ser largas e os canteiros, arborizados.

• Projetos para melhorar o trânsito não podem descaracterizar os bairros.

 

Memória paulistana

 
Carl Heinz Hahmann/Coleção Tony Belviso

No fim do século XIX, foram construídos reservatórios de água na Cantareira. Para transportar operários e equipamentos até lá, criou-se uma ferrovia. Nos fins de semana, paulistanos embarcavam nos trens a vapor e iam fazer piqueniques na serra. Os agricultores da região, que antes viajavam de carroça com seus produtos até o Mercado Municipal, tornaram-se passageiros assíduos. A partir dos anos 60, com o sucesso do samba Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, a linha da Cantareira – que tinha entre suas paradas a estação Jaçanã, mas jamais funcionou tarde da noite – ganhou fama nacional. Nesta foto, de 1953, a maria-fumaça atravessava a ponte sobre o Rio Tamanduateí, no cruzamento hoje formado pelas avenidas do Estado e Cruzeiro do Sul. A imagem está no livro Mercado Municipal de São Paulo, da editora Abooks.

 

Editado por Lúcia Monteiro.
Com reportagem de Caio Quero,
Luisa Alcantara e Silva e Otávio Canecchio

     
   
 
 
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