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COMIDA
É
tempo de ostra
Trazida
de Cananéia e de Santa
Catarina, a iguaria conquista
espaço em bares e restaurantes
Eduardo
Lima
Fotos Mario Rodrigues
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ues
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| No
balcão do Maré Alta, na Vila Olímpia, o molusco é aberto à vista
dos clientes: 280 porções como a da foto abaixo são vendidas
por semana |
Os
apreciadores de ostras têm mais motivos para ficar com água
na boca. Nunca o saboroso molusco esteve tão presente nos
cardápios paulistanos. Pelo menos trinta bares e restaurantes
oferecem atualmente a iguaria fresquinha. De três a cinco
vezes por semana, ela chega de Cananéia, no Litoral Sul,
e de Santa Catarina. Vai diretamente para os balcões de casas
dos Jardins, como A Figueira Rubaiyat e B&B Burguer & Bistrot.
Como se trata de uma entrada e não de um prato principal,
o preço é salgado. Por uma dúzia pagam-se,
em média, 25 reais. Embora a estação mais apropriada
para degustá-la seja o inverno, quando ela está mais
gorda, o consumo costuma crescer nesta época do ano por causa
do calor.
Mario Rodrigues
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| Oyster
bar do A Figueira Rubaiyat: refrigeração entre 6 e 8 graus |
Para
agradar à clientela, alguns estabelecimentos montaram balcões
inspirados nos existentes nas brasseries parisienses. São
móveis refrigerados que normalmente estão instalados
em pontos visíveis do salão. O da Figueira Rubaiyat
fica logo na entrada, com duas dezenas de conchas expostas sobre
o gelo picado. A maioria, no entanto, é mantida numa geladeira
com controle de temperatura na parte inferior da bancada. Elas são
conservadas entre 6 e 8 graus.
Ao
degustar as ostras cruas, apenas com gotas de limão, é
possível sentir a diferença entre o sabor suave da
variedade coletada no mangue de Cananéia e a marcante presença
de iodo da espécie criada nas águas do litoral catarinense.
"Qualquer que seja a escolha, os vinhos brancos da região
francesa de Chablis são ótimos acompanhamentos", sugere
o crítico gastronômico Saul Galvão. "Os espumantes,
incluindo os melhores nacionais, também caem bem, mas é
importante que sejam potentes para o sabor da ostra não ofuscá-los."
Mario Rodrigues
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Divulgação
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| Duas
invenções: ostras gratinadas da Casa Bistrot (à esq.)
e o drinque floripa, do Maré Alta |
No
Maré Alta, bar de sucesso na Vila Olímpia, o garçom
se encarrega de abrir cada ostra à vista dos clientes. Ali,
além da versão in natura, serve-se o molusco à
doré e à rockefeller (com um creme que leva massa
de espinafre e temperos). Cinco drinques com ostras foram criados
pelo barman Ginelândio Leite, o "Zorro". Um deles é
o floripa, que leva vodca, molho inglês, suco de limão
e uma gota de tabasco. O recém-inaugurado restaurante Casa
Bistrot, no Itaim Bibi, também incrementou suas receitas.
Entre as sugestões do cardápio destaca-se a casquinha
de ostra gratinada com parmesão, creme de leite, amido de
milho e temperos. Na hora de provar tais tentações,
porém, não se pode esquecer de que a ostra é
um alimento protéico de alto valor biológico e com
algumas contra-indicações. "Pacientes com gota, insuficiência
renal e, em certos casos, com colesterol alto devem evitá-la",
diz a nutricionista Anita Sachs, da Universidade Federal de São
Paulo.
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