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17 de novembro de 2004
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Sem levar tábua

Medo de ficar a noite inteira sem dar
um rodopio pelo salão? Por 150 reais já é
possível contratar um bailarino de aluguel

Fotos Mario Rodrigues
Luciene Monteiro com o professor Rodolfo Calfa: até os gastos com táxi ficam por conta dela


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A salsa é uma das paixões da analista de sistemas Luciene Monteiro. Há três meses, ela se inscreveu em um curso de dança de salão para aprender o ritmo. Em uma de suas primeiras aventuras na noite, sem par, não desgrudou da cadeira. Traumatizada e decidida a dar rodopios pelo salão, recorreu aos serviços do personal dancer Rodolfo Calfa. "É a única garantia de ter alguém para dançar o tempo todo", diz ela, que o contrata semanalmente. Eles costumam freqüentar o Rey Castro, na Vila Olímpia, e o Central Moema, especializado em sons caribenhos. Além de desembolsar 200 reais para três horas de companhia, Luciene paga a corrida de táxi dele (casa–balada–casa). "Os custos com transporte são sempre de responsabilidade do cliente", explica Calfa.

O gerente de banco Gerson Locatelli e a dançarina Kleire Tavara: desenvoltura ajuda na hora da paquera

Ele faz parte de um time de dançarinos da academia de Jô Passos, recifense radicado há doze anos em São Paulo. É uma espécie de pioneiro nesse tipo de serviço na capital. Passos descobriu o filão quando percebeu que muitos de seus alunos do curso de dança de salão tinham vergonha de encarar uma pista sozinhos. Deu certo. Hoje, sua escola conta com dez bailarinos particulares, entre moças e rapazes, que levam paulistanos para se divertir nas mais variadas casas noturnas da cidade. Cobram entre 150 e 300 reais, dependendo do número de horas e da graduação do profissional (quanto mais craque, mais caro).

O serviço é uma opção para quem já dança e quer apenas companhia ou para quem é desajeitado no assunto, mas tem vontade de aprender. É o caso do gerente de banco Gerson Locatelli, de 38 anos. Após várias noitadas com a dançarina Kleire Tavara, ganhou desenvoltura. "Além disso, como ela é bonita, acabamos chamando atenção", afirma. "Isso impressiona as outras mulheres e me ajuda na hora da paquera."

Às vezes é difícil fazer a clientela entender até onde vai a diversão. Kleire teve de literalmente rebolar para se livrar de parceiros mais ousados. "É óbvio que algumas pessoas confundem, chamam para jantar, sair...", conta. "Mas, quando isso acontece, não penso duas vezes: boto o engraçadinho para girar na pista até ele ficar sem fôlego!"

 Onde contratar: Estúdio de Dança Jô Passos, Rua dos Chanés, 76, Moema, 5543-3474.

     
   
 
 
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