Publicidade
 

 
 


17 de novembro de 2004
GASTRONOMIA
COMÉRCIO
MÚSICA
DIVERSÃO
AMBIENTE
CIDADE
NOITE
AS BOAS COMPRAS
MISTÉRIOS DA CIDADE
TERRAÇO PAULISTANO
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
  

CIDADE

Cadê a calçada
que estava aqui?

A eleição passou, o ritmo das
obras na Avenida Rebouças
diminuiu e o pobre do pedestre
foi parar no olho da rua


Heudes Regis
Cones e entulho em quase toda a Rebouças: segundo a prefeitura, a situação será resolvida no fim de dezembro

Buracos, piso irregular, montes de areia, cercas, cones e tábuas de madeira. Em péssimo estado, as "calçadas" da Avenida Rebouças, uma das principais vias de ligação entre o centro e as zonas Oeste e Sul, mais parecem um canteiro de obras a céu aberto. Em ritmo alucinante, o Passa-Rápido foi construído, o túnel sob a Faria Lima também e... terminada a eleição, enquanto os ônibus trafegam em faixas próprias e os carros já não são desviados para outras ruas, o pedestre ficou com o último mico. Ele agora depende da boa vontade da prefeitura para poder voltar a circular por ali com um mínimo de dignidade e segurança.


Heudes Regis
Protesto de moradores: "Não agüentamos mais"

"Depois da inauguração dessas obras, os funcionários das empreiteiras foram desaparecendo aos poucos", afirma Fernanda Bandeira de Mello, uma das líderes do Movimento Rebouças Viva. "É um desrespeito." Na semana passada, moradores da região espalharam vinte faixas em imóveis ao longo da avenida com o protesto: "Não agüentamos mais. Calçadas já".

Heudes Regis
No cruzamento com a Faria Lima: obstáculos

Um dos trechos mais precários fica entre a Faria Lima e a Paulista. Numa distância aproximada de 3,5 quilômetros, o pedestre precisa superar vários obstáculos mesmo para caminhar um ou dois quarteirões. Em ambos os lados, ele tem de driblar desníveis, saltar buracos e se equilibrar sobre frágeis tábuas de madeira. "As calçadas estão desmanteladas", diz Eduardo Daros, presidente da Associação Brasileira de Pedestres. "Nesse estado, elas colocam em risco a vida de milhares de pessoas."

Heudes Regis
Perto do Hospital das Clínicas: um dos piores trechos

A administração municipal havia prometido padronizar o piso das calçadas, aterrar os fios das redes elétricas e telefônicas e plantar novas árvores. Isso tudo até o próximo dia 25. A Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), responsável pelas obras, já fala em novo prazo: 31 de dezembro, último dia da gestão da prefeita Marta Suplicy.

     
   
 
 
VEJA on-line | Veja São Paulo | VEJA Noite São Paulo
copyright © Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados