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CIDADE
Cadê a calçada
que estava aqui?
A eleição passou, o ritmo das
obras na Avenida Rebouças
diminuiu e o pobre do pedestre
foi parar no olho da rua
Heudes Regis
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| Cones e entulho em quase toda a Rebouças:
segundo a prefeitura, a situação será resolvida
no fim de dezembro |
Buracos, piso irregular, montes de areia, cercas,
cones e tábuas de madeira. Em péssimo estado, as "calçadas"
da Avenida Rebouças, uma das principais vias de ligação
entre o centro e as zonas Oeste e Sul, mais parecem um canteiro
de obras a céu aberto. Em ritmo alucinante, o Passa-Rápido
foi construído, o túnel sob a Faria Lima também
e... terminada a eleição, enquanto os ônibus
trafegam em faixas próprias e os carros já não
são desviados para outras ruas, o pedestre ficou com o último
mico. Ele agora depende da boa vontade da prefeitura para poder
voltar a circular por ali com um mínimo de dignidade e segurança.
Heudes Regis
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| Protesto de moradores: "Não agüentamos
mais" |
"Depois da inauguração dessas
obras, os funcionários das empreiteiras foram desaparecendo
aos poucos", afirma Fernanda Bandeira de Mello, uma das líderes
do Movimento Rebouças Viva. "É um desrespeito." Na
semana passada, moradores da região espalharam vinte faixas
em imóveis ao longo da avenida com o protesto: "Não
agüentamos mais. Calçadas já".
Heudes Regis
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| No cruzamento com a Faria Lima: obstáculos
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Um dos trechos mais precários fica entre
a Faria Lima e a Paulista. Numa distância aproximada de 3,5
quilômetros, o pedestre precisa superar vários obstáculos
mesmo para caminhar um ou dois quarteirões. Em ambos os lados,
ele tem de driblar desníveis, saltar buracos e se equilibrar
sobre frágeis tábuas de madeira. "As calçadas
estão desmanteladas", diz Eduardo Daros, presidente da Associação
Brasileira de Pedestres. "Nesse estado, elas colocam em risco a
vida de milhares de pessoas."
Heudes Regis
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| Perto do Hospital das Clínicas: um
dos piores trechos |
A administração municipal havia
prometido padronizar o piso das calçadas, aterrar os fios
das redes elétricas e telefônicas e plantar novas árvores.
Isso tudo até o próximo dia 25. A Empresa Municipal
de Urbanização (Emurb), responsável pelas obras,
já fala em novo prazo: 31 de dezembro, último dia
da gestão da prefeita Marta Suplicy.
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