Publicidade
 
 

 
 


17 de agosto de 2005
PERFIL
GASTRONOMIA
NOITE
CIDADE
EVENTO
EVENTO
MODA
Portal Veja São Paulo
MEU ESTILO
DEZ MOTIVOS PARA...
AS BOAS COMPRAS
MISTÉRIOS DA CIDADE
TERRAÇO PAULISTANO
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
  

NOITE

A rua de todas as tribos

Intelectuais, alternativos, patricinhas,
gays e góticos se encontram na Álvaro
de Carvalho

Veja também
NESTA REPORTAGEM
Onde todos se divertem
EXCLUSIVO ON-LINE
Programação

Uma ruazinha no centro da cidade vem atraindo um público eclético e descolado. Nas noites de quinta, sexta e sábado, patricinhas, alternativos, gays, góticos e intelectuais lotam as duas boates e os seis bares da Rua Álvaro de Carvalho, próxima ao Viaduto Nove de Julho. No início do mês, foi inaugurado ali o Instituto Capobianco, com teatro e área para exposições, o que fez com que artistas e intelectuais também passassem a freqüentar a rua. O instituto fica no antigo prédio da Fábrica de Ladrilhos e Pastilhas R. Capobianco & Cia., fundada na primeira metade do século XX. "Preservamos algumas características originais do edifício, como a fachada e o telhado", conta o empresário Júlio Capobianco, proprietário do local. "Quero trazer para cá paulistanos que não costumam vir à região." Na abertura do Teatro da Memória, com a peça Sonho de um Homem Ridículo (leia em Veja São Paulo Recomenda), figuras como a ex-prefeita Marta Suplicy e a psicanalista Eleonora Mendes Caldeira foram aplaudir o ator Celso Frateschi.

Quando percebeu que a movimentação na Álvaro de Carvalho estava aumentando, a produtora de eventos Gisele Lellys chamou dois amigos para montar em sociedade o bar Taberna Central, inaugurado há quatro semanas. "Aqui é um local democrático, onde todos os tipos de público convivem sem problemas", afirma Gisele. Um dos primeiros a acreditar na área foi o empresário Francisco Mafra. Em 2000, ele passou a alugar um salão no Hotel Cambridge, na vizinha Avenida Nove de Julho, para a realização de festas. Dois anos depois, a Trash 80's foi para lá e mudou a cara do pedaço. Hoje, a balada com sucessos dos anos 1980 funciona em outro espaço, a boate Caravaggio, mas Mafra continua dominando a cena. Está no comando de três bares (Picasso, Tarsila e Portinari), um ao lado do outro.

Entre as mudanças recentes, o antigo bordel de luxo La Bohème se transformou na casa noturna gay friendly Sala Especial, voltada para o público moderninho. No subsolo do bar Pub Fiction, freqüentado atualmente por góticos, funcionava uma casa de jogos clandestina. Tantas atrações reunidas deram um novo ritmo à rua. Para a arquiteta Sidnéia de Souza, presidente da Ação Local Ladeira da Memória, braço da Associação Viva o Centro, responsável pela conservação de espaços públicos, há algumas desvantagens na mudança, embora muito menores que os benefícios. "Vizinhos reclamam do barulho, mas antigamente eu tinha medo de andar por aqui à noite. Era uma via morta", afirma. Os que também estão lucrando com o agito são os estacionamentos. "Há três anos, eu fechava às 9 da noite", conta Wilians Prussiano, que desde 1985 é dono do Jardins Park. "Agora, só vou embora às 6 da manhã", comemora.

     
   
 
 
VEJA on-line | Veja São Paulo
copyright © Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados